sábado, 25 de setembro de 2010

SUCOT, a Festa das Cabanas




















Prosseguindo nas festividades estipuladas pelo Eterno, descritas na Torá, e por conseguinte, no calendário Hebraico, nós temos a celebração de Sucot, a festa das cabanas.
Nas leituras especiais para este período, está assim escrito: "FALA AOS FILHOS DE ISRAEL, DIZENDO: AOS 15 DIAS DESTE SÉTIMO MÊS SERÁ A FESTA DE SUCOT, POR SETE DIAS, AO ETERNO. NO PRIMEIRO DIA HAVERÁ SANTA CONVOCAÇÃO, NENHUMA OBRA SERVIL FAREIS. SETE DIAS OFERECEREIS OFERTAS QUEIMADAS AO ETERNO; NO OITAVO DIA HAVERÁ SANTA CONVOCAÇÃO PARA VÓS, E OFERECEREIS OFERTAS QUEIMADAS AO ETERNO; É DIAS FESTIVO NO QUAL D'US VOS RETÉM, NENHUMA OBRA SERVIL FAREIS." Vayicrá 23:33-36.

Este ano, no calendário Ocidental, esta festividade ocorre entre os dias 23 a 29 de Setembro, terminando com SHEMINI ATSÊRET (o oitavo dia descrito acima) no dia 30, quinta-feira próxima.

Sucot foi instituída por D'us por causa da peregrinação que o povo Hebreu teria de enfrentar no deserto logo que deixaram o Egito. Durante longos e extenuantes 40 anos de dura jornada pelas terras inóspitas do Neguev, este mesmo povo habitou em tendas (cabanas); montando e desmontando, assentando-se em um arraial, e em seguida aprontando-se para partir, deslocando-se com lentidão e dificuldade - devido ao enorme grupo de pessoas (cerca de 3 milhões de pessoas) que seguiam seu líder espiritual, Moshê Rabeinu - rumo a Terra Prometida: CANAÃ.

Por isso Sucot é considerada o símbolo da proteção de D'us sobre Israel.

Atualmente, após a conquista da terra descrita por D'us ter sido consumada, o povo Judeu - descendentes diretos dos antigos Hebreus - realizam a peregrinação na direção de Jerusalém, mais precisamente na direção do Kotel, o Muro das Lamentações, local onde foi, por duas vezes, erguido o BEIT HAMICDASH, o Templo Sagrado.

Então, peregrinos e moradores da Cidade Santa, juntos, em total espírito de solienidade e santidade, montam a Sucá (uma espécie de tenda), do lado de fora de suas casas, munidos do fruto da árvore formosa(etrog), de palmas de tamareiras, ramos de murta e salgueiros de ribeiras, para assim, durante todos os dias festivos, relembrarem os antigos tempos de seus Patriarcas; comendo, bebendo e se alegrando, observando esta importante Mitzvot ao Eterno.

Sucot, portanto, é umas das grandes festas do povo Judeu. Juntamente com as outras duas, Shavut e Pêssach, formam aquilo que os Judeus chamam de SHALOSH REGALIM, ou as três grandes festas de peregrinação.

HAG SAMÊACH!
SHALOM ALEICHEM.

domingo, 19 de setembro de 2010

YOM KIPPUR, o dia do perdão













O que é Yom Kippur, você, porventura, sabe?
Para início de conversa, este é um dos dias mais sagrados do calendário Hebraico.
Mas isso ainda não responde a minha pergunta. Então vamos lá.
Em resumo, esse dia foi instituido pelo Eterno, Bendito Seja, logo assim que Moshe Rabeinu (Moisés) desceu do Monte Sinai e se deparou com o povo Hebreu adorando um bezerro de ouro. Moshe então pediu perdão a D'us pelo povo, e o Altíssimo concedeu assim o Yom Kippur para expiar os pecados do povo.
Desde então, uma vez no ano, é realizada esta importante festividade, em forma de cerimônia religiosa, para que o povo Judeu possa receber perdão das práticas ilícitas que porventura cometeu no ano anterior.
Era também nesse dia único que o COHEN GADOL (Sumo Sacerdote) entrava então no lugar santíssimo do Tabernáculo - mais tarde no Beit Hamicdash (Templo Sagrado, erguido por salomão) - e oferecia incenso ao único, verdadeiro e indivísivel D'us em penitência pelo povo.
Se Pêssach foi instituido para lembrar a saída do Egito, se Sucot foi instituído para lembrar a peregrinação no deserto, se Shavuot foi instituído para celebração da outorga da Torá no Sinai; YOM KIPPUR foi instituído pelo Eterno, separando o DIA DEZ DE TISHREI DE CADA ANO, para PERDOAR O POVO JUDEU de qualquer tipo de transgressão ou culpa derivada de pecado.
E como lei eterna que é, citada em detalhes na santa Torá, YOM KIPPUR por si só, com seu peso de solenidade e distinção, vem ao longo dos séculos libertando, aliviando e eximindo cada Judeu do terrível fardo de viver separado de D'us, através da EXPIAÇÃO realizada neste santo dia, unindo-os em um só.
Sim, Cabalísticamente falando, é nesse dia que os Judeus e D'us se tornam atrelados e ligados novamente, em uma sintonia que começou lá longe, em um passado distante, quando ainda o Universo nem pensava em nascer...

HAG SAMEACH!
SHALOM ALEICHEM

domingo, 12 de setembro de 2010

SHANÁ TOVÁ (Feliz Ano novo) 5771!




"Logo após a tempestade sempre vem a bonança".

No último dia 8 de Setembro do calendário Ocidental, mas precisamente ao pôr-do-sol, comemorou-se em Israel - e porque não dizer também, nas milhares de comunidades Judaicas expalhadas pelo mundo - o ano novo Judaico, ou ROSH HASHANÁ de 5771!

Enfim, mais um novo ano que começa, trazendo consigo novas expectativas, esperanças de realizações, e metas a serem, finalmente, atingidas.

Para aqueles que tiveram um ano ruim, difícil, doloroso ou penoso, fica aqui a convocação, ou o simples convite, para que abraçem a Torá ainda com mais zelo, para que se possa cumprir mais e mais Mitzvot. Já para aqueles que se sentiram felizes com o ano que nos deixou, ratifico o mesmo convite, pois sem Torá e Mitzvot apenas passamos por esse mundo sem deixarmos rastro nenhum de ensino ou de conhecimento.

Os dias tremendos, terríveis, ou de instrospecção e julgamento iniciam-se justamente em Rosh Hashaná e vão até o próximo dia 18/09, que no calendário Hebraico cai sempre em 10 de TISHREI, e é conhecido como YOM KIPPUR, ou o dia do perdão.

No mais é isso. Ou como dizem os nossos sábios: "Vai e estuda".

SHANÁ TOVÁ UMETUCÁ!
SHALOM ALEICHEM.

sábado, 22 de maio de 2010

NATHÁLIA: Um anjo mais que especial...





















Postar, voltar a expor comentários e notícias em meu blog, deveria ser uma ação natural, mas...

Anos atrás, mais precisamente no dia 13/01/1992, por volta das 4:00hs da tarde, nascia em Teresópolis, minha filha, minha única filha, NATHALIA WERNECK PFISTER DA SILVA. Lembro-me de quando á vi pela primeira vez. O berçário do hospital estava cheio de crianças recém-nascidas. Eu caminhei pelo corredor, de olhos atentos em cada um daqueles bebês, tentando "achar" a minha "QUIANÇA" - jeito pelo qual ela seria chamada por mim. Quando a encontrei não tive dúvida alguma, lá estava a minha querida filha. Eu então me tornava pai de uma linda menina, e externava á todos uma alegria quase que indescritível.

Mas o "destino" me reservava algo que jamais havia imaginado. Com apenas 15 dias de vida a Nathália apresentou um problema. Na verdade, desde que á levamos para casa, ela - ainda um bebê indefeso - se comportara de maneira estranha. Não tinha força para mamar no peito da mãe e muito menos para chorar com intensidade (coisas comuns em crianças). E no décimo quinto dia de vida a Nathália ficou toda roxa e foi levada ás pressas para o pronto-socorro. Confesso: foi um susto, um tremendo susto, o primeiro de muitos que teríamos...

O tempo rapidamente passou. A Nathália desenvolveu-se, crescendo como qualquer outra criança. Mas as sequelas de seu parto, da gestação, ou até mesmo da fecundação - ninguém nunca soube direito, nem mesmo os médicos - ficaram e ficariam para sempre em seu cérebro. Apenas foi diagnosticado que ela tinha uma rara doença chamada SÍNDROME DE WEST (uma espécie de ALTISMO). Esta doença, que invariavelmente apresenta multíplas crises convulsivas de difícil controle, acarretaram um retardo mental irreversível. Então aos poucos eu e a mãe fomos vendo que tinhamos diante de nós uma linda filha na aparência, mas com um seríssimo problema psiquico em seu cérebro...
Sim, Nathália, minha filha, ERA UMA MENINA ESPECIAL!

Apesar de ir crescendo normalmente, de não apresentar deficiências fisicas, e de não ser, digamos, feia por fora (porque tende-se a achar que toda criança especial invariavelmente tem um aspecto comprometido), a Nathalia tinha sim sérios problemas mentais, que a tornavam totalmente dependente para o resto de sua vida.

Nathália foi então encaminhada para fazer exames - eletroencefalograma, tomografia computadorizada e remédios fortíssimos - tudo na ânsia de controlarmos as tais convulsões. Como ela não tinha um comportamento normal, ou seja, não falava, não interagia com outras crianças, não brincava e nem se portava como os demais, ela teve então de ser colocada em colégios especiais. Colégios esses que recebiam e recebem diarimente centenas de outras crianças com casos semelhantes - piores ou melhores - ao da minha filha. O último deles foi a APAE, onde ficou matriculada por oito anos.

Eu e a mãe, pais sofridos e despreparados para tal desafio, ainda assim lutamos e nos dedicamos com todas as nossas forças. Fizemos tratamento na Nathália nos melhores médicos e hospitais do Estado do Rio de Janeiro. Fomos na Ilha do Fundão, em Petrópolis, Friburgo, Botafogo e até mesmo nos Estados Unidos - lugar este onde minha irmã mora até hoje e colaborou com o que pode...
Enfim, ABRAÇAMOS A CAUSA, e amamos, sim, amamos o nosso anjinho de todo o nosso coração. Ela precisava de muito amor. E isso, sem dúvida alguma, nós demos.

Houveram, apesar das dificulades e preconceitos, bons momentos. Como uma pequena família - privados por causa de sua rara doença - eu e a mãe tivemos de nos moldar para vivermos da melhor maneira possível ao lado dela. Brincávamos e fazíamos de tudo para alegrá-la. Em suma, Nathália não era uma criança difícil de se agradar. Bastava fritar nuggets, batata-frita ou dar-lhe guaravitas e refrigerantes que ela já ficava satisfeita, sorrindo para nós. Outra coisa que ela sempre gostava de fazer, e fazia com uma energia danada, era caminhar. E para isso, nós, os pais, tinhamos de estar dispostos e animados, pois as caminhadas tinham de ser longas e por caminhos diferentes para não causarem nenhum tipo de angústia ou tristeza em nossa filha. Nosso maior medo era "pagar algum tipo de mico na rua". Por isso escolhíamos caminhos alternativos e quase sempre isolados, distante do grande fluxo de pessoas. Aliás, sempre costumávamos dizer que, para Nathália, mais de duas pessoas era o mesmo que uma multidão. Por isso quanto menos gente ficasse perto dela era melhor. Era assim que ela era. Era assim que ela se sentia bem...
E a diversão favorita da nossa filha, junto apenas de mim e de sua mãe, era mesmo "andar de carrinho". Então saíamos sem destino pela cidade afora para dar voltas e mais voltas de carro. Nesses momentos de interação familiar era como se o tempo parasse. E no banco de trás, sempre sentada atrás do carona, lá estava ela, atenta ao movimento dos pedestres e dos carros, sorrindo, esqueçendo-se de chorar ou de se enfastiar, parecendo ser uma criança normal.

Só que no último dia 13 de Maio de 2010, próximo da 4:30 hs da madrugada, exatamente 18 ANOS E QUATRO MESES depois de seu nascimento, a Nathália faleceu. A causa da morte foi diagnosticada como parada cardio-respiratória, bronco aspiração e crise convulsiva generalizada...

Ah minha filha, quanta saudade...

Nathália, na verdade, era apenas um bebê. Apesar de seu enorme corpanzil ela era apenas uma QUIANÇA em termos de mente e comportamento. Ela, como não era para ser diferente, cresceu fisicamente. Usava roupas de adulto e comia como tal. Mas tinha realmente atitudes infantis, comparadas apenas á crianças de 2 ou 3 anos! E nós sempre a olhávamos e a tratávamos como o nosso bebê, a nossa "quiança grandona", inocente e pura, que jamais fez mal para alguém.

Homenagear alguém distinto assim, em um momento tão duro desse, sendo esse alguém seu próprio filho, é algo difícil e entristecedor. Mas deixo esta postagem como uma espécie de dedicatória, de amor de pai - em nome da mãe e dos demais parentes que hoje sofrem com a sua ausência.

NATHÁLIA, MEU ANJO, CERTAMENTE SUA PASSAGEM POR ESTA VIDA FOI MUITO MARCANTE E APAIXONANTE. QUE D'US TE ILUMINE, TE ABENÇOE E TE GUARDE. E QUE UM DIA, NO MUNDO VINDOURO, NÓS POSSAMOS NOS REENCONTRAR. TE AMO FILHA. DESCANSE NOS BRAÇOS DO ETERNO.

SHALOM ALEICHEM.

sábado, 1 de maio de 2010

Plataforma explodiu, causando uma tremenda catástrofe ambiental





















A notícia não é nova - pois já tem onze dias que este fato ocorreu - mas como chegou ao conhecimento geral somente nas últimas horas, então acho que vale á pena postar e tecer alguns comentários.
Dia 27 de abril passado a plataforma de petroléo Deepwater Horizon, que pertence à empresa suíça Transocean Ltd, explodiu e afundou na região conhecida como Golfo do México. O saldo são de 11 mortos e 4 feridos. Só que as autoridades da Guarda Costeira do Tio Sam apenas disseram que esses 11 operários estão desaparecidos... Bem, pelo menos conseguiram salvar 115 trabalhadores, aliviando assim os números da tragédia.

O fato é que de lá pra cá um enorme vazamento de óleo bruto foi constatado no fundo do Oceano - diziam que o vazamento era de 150 mil litros diários, mas hoje chegou-se a afirmar nos telejornais que mais de 800 mil litros estão fluindo sem nenhum controle, provocando um verdadeiro desastre ambiental, só comparado ao que houve no Alasca em 1989!
Os números desta tragédia se alteram a cada minuto. Mas especialistas afirmam que o prejúizo, a perda de petróleo, fica na casa dos 5000 barris diários!

Mesmo com dados tão imprecisos o Congresso Americano já manifesta sua preocupação. O Departamento de Defesa já foi acionado para entrar em ação a qualquer momento. O Governo Federal também já foi solicitado para que intervenha de alguma maneira. Até mesmo o Presidente da nação, Barak Obama, irá sobrevoar a enorme área atingida. A grande mancha, que inicialmente havia sido localizada entre 50 e 75 kms da costa, rapidamente foi aumentando de tamanho e agora já abrange quatro Estados Americanos (Flórida, Geórgia, Alabama e Lousiana).

Algumas outras medidas vem sendo tomadas...
Uma equipe da Guarda Costeira ateou fogo em parte da mancha de petróleo, em uma tentativa de salvar o frágil ecossistema da região. Aviões jogaram produtos químicos para neutralizar o óleo, e trinta quilômetros de lonas foram lançados para evitar que a contaminação atingisse a vegetação costeira. Mas tudo isso foi em vão. Quem vive do mar e no mar já sentiu os trágicos efeitos.
O Estado da Lousiana abriga cerca de 40% dos pântanos e mangues Americanos, e é o habitat de inúmeras espécies de peixes e aves. Até mesmo o Estado do Texas - em sua costa litorânea - deve ser afetado por essa inesperada contaminação das águas. Enfim, todo o litoral Americano que se fronteiriza com o Golfo do México está sendo fortemente e inevitavelmente atingido. Quem mais sofre com isso são os indefesos animais marinhos. Muitos já começaram a aparecer na costa totalmente cobertos de óleo. Não se pode ainda estimar, mas certamente milhares de animais já morreram...

O caos é maior do que supunham...
Pois o pior disso tudo - lógico que não estou eliminando e nem deixando de me sensibilizar com as vidas que se perderam neste acidente - mas o pior disso é que os técnicos da empresa que ajudam nos trabalhos de controle e contenção do fogo, não estão conseguindo selar a saída de óleo. Ou seja, por causa poços de extração estarem á uma tremenda profundidade (cerca de 1.500 metros) - e só se consegue chegar neles através de submarinos robôs - há então uma enorme dificuldade para que se consiga fechar os tais três poços que estão vazando óleo deliberadamente. E dai, pelo jeito que a "banda vem tocando", o precioso óleo petrolífero continuará escoando livremente, dia-e-noite, sem parar, sem que ninguém consiga fazer algo.
Um representante de uma empresa Britânica, triste e chocado com o gigantesco desastre ambiental que seus olhos avistavam da cabine do helicóptero, chegou a dizer que: "não há solução para esse caso."
A Deepwater Horizon tinha uma superfície de 132 metros de comprimento por 85 de largura e podia perfurar a uma profundidade de mais de oito quilômetros. Ela operava com quase 150 pessoas, e sua produção diária hoje, lamentavelmente, pode ser vista das janelas dos aviões e dos helicópteros, totalmente perdida no mar.

Alega-se que essa terrível explosão foi ocasionada por uma falha humana. Notabilizadamente esse não é o momento certo de se tentar achar possíveis culpados. Esse é momento, sim, em que a "sangria" precisa ser estancada, que esse vazamento tem que ser, de um jeito ou de outro, detido urgentemente, para que a natureza não sofra mais do que já sofre cotidianamente.

Fatos como esse volta-e-meia se repetem. Quer seja no Alasca, na Bacia de Campos ou no Golfo do México, acidentes trágicos e de grandes dimensões são sempre catalogados, e depois acabam sendo pontuados na história como exemplos a não serem seguidos. Que falhas houveram isso é notório. Afinal de contas nem mesmo fechar a "boca" daquilo que um dia o homem descobriu como sendo um avanço tecnológico e uma satisfatória solução para o progresso da sociedade, os "entendidos" técnicos não conseguem fechar.

Então que este fato sirva mesmo de lição para que a prepotente e orgulhosa nação do dólar, do inglês, da liberdade e do poder, baixe um pouco a crista, aprendendo a ser mais humilde e menos soberba. Pois quando - voltando ligeiramente no tempo - as "cortinas de ferro" do Comunismo foram abertas viu-se claramente que de Superpotência a Rússia não tinha era nada, que sua economia era fraca, que seu povo vivia na miséria, que seus armamentos eram sucateados e que sua infra-estrutura e política eram de quinta categoria... Então, agora, após constatar enormes falhas no 11 de Setembro, no sistema de imigração, na fragilidade da economia (com diversas quedas da bolsa), na violência e mortes nas escolas, nas arrogantes e inverídicas acusações contra o Iraque, na petulante invasão no Afeganistão e na malfadada e escandalosa eleição Presidencial anterior (quando suspeitas de fraldes eleitoreiras foram levantadas, mas logo abafadas), culminando com essa terrível CATÁSTROFE AMBIENTAL - fora tantos outros erros de politicagem - enfim, para mim, fica claro que se os Estados Unidos ainda posam de Superpotência, ou de grande potência mundial, isso só se deve pela incompetência alheia.
No dia em que alguma outra nação, seja ela qual for, praticar melhor sua meta de censo comum, sua política interna, cuidar de sua população igualitariamente e objetivar projetos concretos e de crescimento humanitário pacífico e de bem-estar - evitando desmandos e escândalos -, então certamente esta tal nação tomará o pódio mais alto e reinará absoluta.

SHALOM ALEICHEM.

sábado, 24 de abril de 2010

BRASÍLIA 50 ANOS



























Eu, a despeito de outras importantes notícias que ocorreram durante a semana, não poderia deixar esse fato passar em branco. Brasília, a atual Capital Federal, comemora 50 anos de sua fundação!

Em 21 de abril de 1960, a cidade foi inaugurada pelo então Presidente Juscelino Kubitschek. Portanto, na quarta-feira última, Brasília finalmente completou seu cinquentenário com muito orgulho e pompa.

Sou da geração posterior á criação da cidade de Brasília. Quando nasci ela já existia no cenário brasileiro. E, portanto, para mim - como para muitos que não se interessam pelos eventos do próprio País - ela sempre existira ali como é. Mas a história diz que não foi bem assim...

O projeto de construção de uma nova Capital vem desde a época do Brasil Império. Em 1823, José Bonifácio apresentou um projeto para mudança da Capital, sugerindo o nome "Brasília", mas o então governador D. Pedro I dissolveu a constituinte antes que ela pudesse aprovar o projeto. No final do século XIX uma missão explorou o Planalto Central e demarcou uma área de 14.000 km2 para a construção da futura cidade. Em 1955, o então candidato a Presidência da República, Juscelino Kubitschek, foi indagado durante um comício, se, caso ele fosse eleito, faria respeitar a constituição e transferiria a Capital para o Planalto Central. Juscelino prometeu que sim, e cinco anos mais tarde Brasília foi inaugurada.

Antes disso a Capital Federal era no Rio de Janeiro (mais anteriormente ainda já havia sido em Salvador). Por ser de posição estratégica, por exercer maior força do que as outras cidades das colônias, por ter um Porto movimentadíssimo, por concentrar as maiores riquezas e ser o maior escoadouro do metal e diamantes das Gerais (futuro Estado de Minas gerais), a cidade do Rio de Janeiro foi escolhida como Capital em 1763. Mas por motivos políticos, depois de quase 200 anos de hegemonia, a mudança de local, provocada por fatores, digamos, "inócuos", que foram desde a CENSURA e o ESTADO DE SÍTIO, passando enfim pela DITADURA, a Capital foi então transferida do Rio para a novíssima cidade que acabara de ser construída: Brasília.

Vivia-se então novos e belos tempos. Tempos de crescimento, de novos modelos econômicos, tempos agrários e de modernização. No seio da população embutia-se a idéia de que o País cresceria 50 anos em 5! O empreendorismo e o otimismo exacerbado tomaram conta do povo. E Juscelino era a representação maior daquele novo momento de sonho brasileiro. A nova capital surgia...

O plano urbanístico de Lúcio Costa (arquiteto e urbanista), denominado de Plano Piloto, consistia em construir escalas monumentais, tais como: o eixo da Explanada dos Ministérios, as superquadras Sul e Norte, os imensos gramados, lagos e jardins, e a área denominada de Gregária (setores de convergência da população), apelidadas de cidades satélites.
Um projeto tão audacioso desses deveria ser também oriundo de "cabeças" audaciosas. Ao ver os nomes de Burle Marx (paisagista), e Oscar Niemeyer (arquiteto), ligados á este plano, pode-se perfeitamente perceber a importância e magnitude que este feito teve para o Brasil do período pós-guerra.
Brasília foi então tomando forma. Foi sendo projetada e concebida como uma cidade altamente planejada, fantasticamente idealizada - com avenidas largas, grande imaginação e excelente vocação para o crescimento futuro. Até que finalmente - em tempo dito como recorde - Brasília ficou dignamente bela, espledorosa, magnifica e pronta. Bastava apenas inaugurá-la com grande folguedo.

Só que nem tudo foi pura festa...

Agora, quando se comemora 50 anos pelo grandioso feito, olha-se para trás e lembra-se de certas coisas que não foram bem explicadas na época. Uma das muitas denúncias era de que as empreiteiras demasiadamente se favoreceram:
"As obras de Brasilia levantaram assustadoramente o seu custo porque os empreiteiros nisso tinham interesse, pois recebiam 12% de comissão sobre o total do custo da obra. No serviço de administração contratada, os empreiteiros, no trabalho noturno, faturavam todo o pessoal da obra, quando na verdade só trabalhavam quatro ou cinco operários. Era um conluio a fim de aumentar a folha de pagamento e, em conseqüência, o montante sobre o qual incidia a comissão de 12%", escreve Lourenço Tamanini, citando denúncias da época, em seu livro Memórias da Construção.

Na ocasião tentou-se impedir a inauguração da nova Capital. Motivo: instauração de uma CPI para averiguar os gastos com a construção. Mas abafado o caso - talvez com PROPINAS E CERTAS VANTAGENS - o "cortejo" seguiu em frente.

O ex-Embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Lincoln Gordon, afirmou que o Brasil gastou na construção da Brasília - corrigindo em dinheiro atual - o equivalente a 20 BILHÕES DE REAIS!
Apesar desse valor ser contestado, as contas verdadeiras nunca foram apresentadas, dando margem para expeculações e achismos. O que sabe-se ao certo é que houve excessos de gastos. Imprimia-se muito dinheiro na época e o efeito disso foi a alta inflação e a dívida externa. Com os excessivos juros cobrados pelos empréstimos, e as diversas mudanças da moeda nacional, a sensação é que povo brasileiro pagou essa mesma conta diversas vezes...

Isso sem contar o fato de também ter havido exploração de mão-de-obra.
Os candangos foram as "vítimas" da miséria e do exagerado otimismo que se pregava naqueles tempos.
Candango, nome de origem Africana, que significa "ordinário", "ruim", é ainda hoje o termo dado para quem vive em Brasília, mas que não nasceu na cidade. Na época de sua construção, candangos eram os trabalhadores que imigravam à futura Capital para os trabalhos pesados. Estes homens, com suas famílias - devido imensa pobreza e miséria em suas cidades de origem - imigraram rumo ao Planalto Central para obterem trabalho e sustento. Gente essa que sofreu com o calor, com os mosquitos, com os baixos salários, com a distância, com o serrado e com a discriminação. Gente essa que se viu, com o fim das obras, desamparada e mais uma vez sem recursos. E que tristemente acabou ficando sem identidade e se sentindo excluída novamente. Como meros coadjuvantes nessa "honraria", essa gente sofrida - sem ter outra escolha - "optou" por morar nas periferias da nova e bela cidade.

Se á 50 anos Brasília nascia, com ela nasciam também esses novos desafortunados. Centenas de pessoas comuns que ficaram largados á própria sorte para crescerem junto daquela que seria condecorada como A CIDADE DO SONHO. Se a cidade tem hoje o que comemorar, talvez esse "novo tipo de raça", essa "nova face do serrado brasileiro" não tenha muito do que se orgulhar. Afinal de contas esse povo deu de seu suor para erguê-la, mas em troca permaneceu invisível e sem status algum.


SHALOM ALEICHEM.

sábado, 17 de abril de 2010

A violência que assola nossa sociedade


















Esta última semana tivemos vários assuntos que fizeram parte das manchetes da TV. Aliás, é sempre assim. A vida está em constante movimento, e como tal os acontecimentos também não param de ocorrer. Mas como só posso ou devo abordar um único tema por vez, então vamos á ele (aquele que mais chamou minha atenção, para que eu teça alguns comentários).
No dia 13, terça-feira última, o empresário Rogério de Souza Werneck da Silveira, 53 anos, foi assassinado por um motoqueiro (desconhecido até então), quando chegava em sua residência, na Lagoa.
- Ah, isso são coisas corriqueiras!
- Esse tipo de crime acontece todos os dias!
- Basta ler os jornais para dar de cara com milhares de fatos semelhantes!
Comentários como os citados acima já se tornaram bastante banais em nosso meio. Muitos até nem se assustam mais quando o assunto é crime, morte ou assassinato.

Triste constatação...

Rogério era dono da empresa Jirau, uma das maiores empresas no ramo de andaimes tubulares. Criada em 1997, a Jirau atua no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. No Rio, por exemplo, a Jirau participa das reformas do Cristo Redentor e do Teatro Municipal. Segundo relatos ele era trabalhador, e um bom patrão, á ponto de se vestir com o mesmo uniforme de seus empregados. Mas pesam suspeitas de que, por Rogério ter dispensado 19 funcionários no último ano, alguns destes, indignados, o teriam ameaçado de morte. E dai veio o crime...

Lamentavelmente este empresário passará agora a fazer parte do quadro daqueles que perderam suas vidas por causa de algum tipo de violência fortuita ou praticamente gratuita. Talvez o assassino ficará impune e a justiça não fará nada. A família sim, essa ficará combalida e arrasada, traumatizada para sempre.

Estaria nossa sociedade, nossos moços e moças, cada vez mais violentos?

Em minha cidade são registrados cerca de 15 casos de agressões todos os dias! São facadas, socos, pontapés, armas brancas, enfim, todo tipo de coisa que é usada para agredir o semelhante. Já o número de óbitos eu ainda não tenho ciência, mas creio que esteja também aumentando a cada ano que passa. E olha que minha cidade, Teresópolis, região serrana do estado do Rio, ainda é considerada uma cidade calma...

São dados e mais dados, estatísticas e mais estatísticas. São boletins de ocorrência, fichas criminais, entradas nas emergências de hospitais, traumas e tragédias por todos os lados. São crimes e criminosos. São diversos mortos, feridos e agressores, todos juntos incrementando as páginas policiais, participando dos boletins jornalísticos e aumentando os indíces de criminalidade do nosso País.

Por mais que surjam religiões, pastores e igrejas a violência só aumenta. Por mais que se tente falar sobre educação e cultura, a paciência humana parece se esvair ainda com mais rapidez, permitindo que o lado animalesco e canibal venha á tona e se manifeste com brutalidade e fúria.

Agride-se ou mata-se por qualquer coisa e motivo, ou até mesmo sem motivo óbvio e real. Quer seja no trânsito, entre vizinhos ou num campo de futebol, lá está alguém sempre pronto para "perder a cabeça" pelo mínimo episódio ou caso.
Lembro-me bem da morte do empresário José Nelson Schincariol, dono da companhia de cervejas Schincariol, que ocorreu nos mesmos moldes deste da Lagoa Rodrigo de Freitas. Ele também chegava em casa á noite, de carro, e ao abrir o portão de sua garagem foi alvejado com vários tiros e morreu no local.
Geralmente é assim. São mortes estúpidas, cometidas por pessoas descontroladas e de maneira cada vez mais violenta, sem nexo e sentido algum. Basta ver o caso do pedófilo de Luziânia e suas seis vítimas...

Mas porque se agride ou se mata com tanta frequência e facilidade? Porque a vida não tem mais valor? Porque as pessoas estão tão perturbadas hoje em dia? O quê as aflige tanto?
Sabe, as vezes fico até com receio de lidar com o meu próximo. Pois quanto mais conheço o ser humano mais gosto dos meus bichos de estimação. Eles (os animais) não possuem este ódio desenfreado dos humanóides. Os bichos só matam para se alimentar. Jamais ofendem ou maltratam alguém. Nunca se degladiam por vaidade, ganância ou inveja. Não pensam em lucros, e portanto, não humilham ou tiram vantagens de seus pares. E se brigam é por domínio de território - coisa intríseca á eles -, mas nós já passamos da era das conquistas e dos descobrimentos. Então porque ainda nos degladiamos tanto?

Debater sobre a violência requer muita introspecção e análise. Resolver esse dilema em nossa sociedade é algo que irá exigir de nossas autoridades - enfim, de todos nós - muito diálogo e compreensão mútua. A morte de Rogério Werneck não pode passar impune. Não pode. E além da exigência de justiça o povo como um todo deverá também cobrar novos mecanismos de reparo e ordem, pois senão regridiremos 1000 anos ou mais em nossa evolução.

SHALOM ALEICHEM.

sábado, 10 de abril de 2010

É o "Bumba"-meu-boi...


















Cá estou eu, com uma nova postagem, um novo comentário, mas apresentando os velhos problemas de sempre...
E novamente por causa das excessivas chuvas...
Este blog, para quem o lê frequentemente, já está se especializando em falar sobre chuvas e enchentes. Não era minha intenção e objetivo quando inciei, mas devido o grande apelo popular, devido o grande caos e nível de tragédia que isso acarreta - até mesmo porque a imprensa "cai matando" quando fatos deste tipo ocorrem - então me sinto na obrigação de comentar sobre o deslizamento de grandes quantidades de terra no morro do Bumba, em Niterói, matando centenas de pessoas.
Para quem não é do estado, e que por consequência disso não conhece a região, o morro do Bumba fica localizado na comunidade do Cubango, nas proximidades da ponte Rio-Niterói, entre as áreas conhecidas como Zè Pequeno e Viçoso, ao sul da Rodovia Niterói-Manilha (RJ 104)- que leva os motoristas da zona urbana á região dos lagos (Cabo Frio, Rio das Ostras, Araruama, etc).
E foi esta região, o morro do Bumba, - onde a totalidade dos moradores são de pobres e desassistidos pelo poder público - a mais afetada pelo forte temporal que atingiu o estado nos últimos dias. Inúmeras casas despencaram do alto do morro, com inúmeras vítimas fatais, e incontáveis prejuízos...
Filme repetido esse, não? É só chover um pouco mais do que o "normal" e pronto, o estrago está feito. Foi assim em Angra dos Reis. Foi assim também em várias cidades de Santa Catarina no ano passado. E tem sido assim em todo o território nacional sempre que as águas despencam com vontade.

Mas o que é chover um pouco mais do que o normal? Qual a diferença entre chuva e temporal? Para o que as cidades foram ou estão preparadas?
Para algumas dessas perguntas a resposta parece até óbvia: Não há galerias que suporte a imensa quantidade de água que caiu...
Mas para os nossos governantes as cidades não estão preparadas para receber nada dos céus ou mesmo da terra. Sim, porque se houver algum terremoto em escala razoável tudo se desmoronará como um castelo de areia na beira da praia. E se chove um pouquinho só acima da média - como foi o que houve - dai é o caos que já estamos carecas de saber.
Então cabe aqui aquela perguntinha que nunca quer se calar: Para que serve essa cambada de engravatados do poder? Para que de 4 em 4 anos elegemos esse bando de paspalhões? Será só para eles assumirem os cargos e roubarem cada vez mais e mais?

Sabe, enche o saco ver o desmando das autoridades públicas. É sobre essa ótica que eu gostaria de focar meus próximos comentários...
Essa tragédia, a do morro do Bumba, com certeza absoluta, era uma tragédia anunciada. O Prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira - que dos últimos 21 anos governou a cidade por 15 -, confessou que sabia que aquela comunidade estava assentada sobre um lixão, e que este tinha sido desativado á uns 30 anos. Mas alegou que jamais imaginava que uma tragédia dessas proporções poderia acontecer ali.
Só pode ser piada de político, não?
Ele sempre se beneficiou do cargo e nunca fez nada pelo município que "governou". Deixou os moradores largados a própria sorte, e quando uma catástrofe se abateu sobre parte de seus eleitores, ele veio á público para dizer que não tinha noção da gravidade do problema...
Podres poderes, podres políticos. Com suas pobres desculpas e seus malfadados argumentos.
Porque esse sujeito, que se diz e se porta como maior autoridade em Niterói, não fez nada pela população carente daquele morro? Porque permitiu que a terra desabasse sem ter sequer movido um único dedo para melhorar a situação daquela gente?
Logicamente ele sabia da precariedade daquela comunidade. Daquela comunidade só não! Existem outras na mesma situação - assentadas sobre lixões -, e que já foram devidamente denunciadas pelo povo aos jornalistas, e ele sabe disso.
Será que esse enganador não vai fazer nada também? Será que vai esperar que outra tragédia ocorra?
E depois ele apareceu na TV dizendo-se preocupado com o número de vítimas... Ah, vá enganar outro!!!
Se ele estivesse mesmo preocupado fizesse algo preventivo. Se estivesse mesmo administrando seu município como deveria, tivesse feito obras de melhorias e contenção - e no caso dos moradores do Bumba, arranjasse ou contruísse casas populares para aquele povo - fora das áreas de risco - antes que estes viessem a perderem tudo, como foi o que houve.

Governar é antes de tudo servir ao povo. Governar é mais do que qualquer coisa, senão, procurar gerir o bem-estar da população e do meio em que se vive. Mas ao contrário disso os nossos "líderes" se apropriam do dinheiro público e governam apenas para o seu próprio umbigo.

Sei que não é hora para brincadeiras, mas fiz uma analogia do nome do morro em Niterói no título desta postagem. Pois Bumba-meu-boi é uma dança do folclore popular brasileiro, com personagens humanos e animais fantásticos. E desde pequeno eu também ouvia dizer que quando as coisas estão em desordem, em total e perfeito caos, enfim, na maior zona, que o jeito é ir no BUMBA-MEU-BOI, no salve-se quem puder; tipo assim, na base do VAMOS-SE EMBORA (DE QUALQUER MANEIRA). E infelizmente tem sido desse jeito, de qualquer maneira, que o povo dessa pobre comunidade vem sendo tratado á muitos e muitos anos.
O que nós podemos clamar por eles - não pelos que já se foram, mas sim pelos que ainda estão vivos - é: Até quando, meu D'us? Até quando isso perdurará?

SHALOM ALEICHEM

sábado, 3 de abril de 2010

PÊSSACH: A Festa da Liberdade
























Amados leitores, eu não disse que voltava? Pois bem, cá estou novamente, para compartilhar com vocês novas e boas postagens, dando sequência neste meu blog.
Muitos fatos tomaram conta dos telejornais nesta semana que passou - e que obviamente mereceriam destaque aqui -, mas um acontecimento em especial, que ocorre todos os anos, acabou tendo maior evidência, e merece de minha parte alguns comentários.
Você sabe o que é Pêssach? Por acaso já se deu conta das origens desta festa?
No mundo Ocidental os cristãos assimilam essa palavra e essa festa, traduzindo-a como Páscoa.
Mas você sabe o real e o original sentido disso? Afinal de contas porque comemora-se Pêssach (Páscoa)?
Para que vocês se situem e compreendam bem este episódio dou-lhes a referência do livro de Shemot (Êxodo), cap 12:1-51. Lendo este maravilhoso trecho Bíblico qualquer leigo poderá se inteirar á respeito dos acontecimentos que marcaram para sempre a história da humanidade.
Mas caso não queira ler sua Bíblia, não fique triste, vou dar-lhes um breve resumo:
O povo de Israel estava cativo no Egito. Moshe Rabeinu surgiu como um grande líder, ao lado de seu irmão Aharon, e juntos ousaram tirar o povo daquela situação.
Essa história é bem conhecida, não?
Pois bem, depois de tentar por várias vezes livrar o povo de Israel, trazendo com isso diversas pragas sobre o Faraó e os Egipcios, o Eterno, Bendito seja, avisou que lançaria a última praga (a décima), e que depois disso os Israelitas sairiam livres, escapando da escravidão.
Você, leitor, porventura sabe o que houve depois disso?
Alguns desavisados ou desinstruidos poderiam afirmar que depois disso D'us selou a sorte dos primogênitos, matando-os.
Só que não foi bem assim...
Sabe o que houve antes da última praga?
A famosíssima festa de Pêssach!
Ué??? - Possivelmente indagariam alguns.
Sim, foi isso! - Responderia eu, caso fosse necessário...

Foi nesse momento crítico e decisivo da vida do povo Hebreu que D'us instituiu a FESTA DA LIBERDADE! Antes mesmo de destruir todos os primogênitos do Egito, o Criador do Universo instruiu o seu povo para que este celebrasse o Pêssach ao Eterno.
A palavra Pêssach - vinda diretamente do Hebraico - significa: passar por cima, ou seja, saltar, pular. No inglês, PASSOVER, o significado também é altamente sugestivo: PASSAR SOBRE.

Bem, talvez você tenha lido até aqui e não tenha entendido bulhufas... kkkkk...
Trocando em miúdos:
Pêssach é uma festividade original Judaica, assim como todas as outras festividades Bíblicas (Shavuot, Sucot, Purim, etc)... Esta festa foi institúida por D'us para que fosse celebrada no dia 14 de Nissan (calendário Hebraico), á tarde, com pães não fermentados e um cordeiro assado, e para que o povo SEMPRE SE LEMBRASSE que D'us saltou sobre as casas dos filhos de Israel e feriu somente aos Egipcios.
E não só isso.
A festa duraria sete dias. Sete dias comendo pães sem fermento, ervas amargas e o cordeiro de Pêssach. Sete dias, com as pessoas reunidas em suas casas, lembrando os horrores do cativeiro, mas ao mesmo tempo alegrando-se pela liberdade que estava prestes a ser conquistada.
OBS: LEMBRE-SE QUE ESTA FESTA, E A PREPARAÇÃO DO CORDEIRO DE PÊSSACH, EM NADA TEM A VER COM OS SACRIFÍCIOS QUE ERAM FEITOS PARA EXPIAÇÃO DE PECADO OU OUTRA COISA DO GÊNERO. ESTE ÚLTIMOS SÓ FORAM INSTITUÍDOS DIAS DEPOIS, LOGO QUE D'US OUTORGOU A TORÁ NO MONTE SINAI, NO DESERTO, PARA SOMENTE SEREM REALIZADOS SOB O ALTAR, NO TABERNÁCULO E MAIS TARDE NO TEMPLO.(MAS ISSO SERÁ ASSUNTO PARA OUTROS TÓPICOS).

Nesses dias em que Ocidente e Oriente de certa forma se unem - guardadas as devidas proporções e diferenças entre uma comemoração e outra - para celebrarem Pêssach (Páscoa), cabe aqui uma mensagem atual que remonta os tempos da libertação do cativeiro.
Quando se é cativo, quando se está detido sob um regime, sob um Império ou um poder, na verdade se fica privado de liberdade. Não somente de liberdade física, mas também a pessoa fica sem liberdade intelectual. De muitas maneiras o "escravo" é obrigado a seguir regras e normas que poderão ir de contra seus princípios e opiniões. Cerceado de todos os lados, repleto de inimigos, recebendo todo tipo de ódio e opressão, sem ninguém que o salve, renegado por tudo e por todos; o cativo ergue sua voz e clama invariavelmente sem ser ouvido.
De forma semelhante esteve Israel no Egito. Mas D'us os ouviu! E quando D'us os tirou de lá - depois de séculos -, com mão forte, sinais, prodígios e maravilhas, eles finalmente perceberam como era bom ter de volta sua estima, sua importância, seu respeito, seu valor e sua liberdade. Pois foi á partir da travessia do Mar Vermelho, assim que os primogênitos dos Egipcios sucumbiram, que eles, o povo de Israel, puderam finalmente seguir pelo deserto para servir o seu D'us da forma como sempre desejaram.

SHALOM ALEICHEM

quarta-feira, 24 de março de 2010

AVISO: leitores deste blog...

Leitores deste blog, podem confiar, não abandonei vocês e nem as postagens. Na semana que vem, para ser mais específico, no dia 03 de abril, á noite, estarei retornando com novos e atuais posts, repletos de critica social, bom humor, sarcasmo e tudo o mais que necessita, e que você já se acostumou a ver no meu blog.
Portanto você que ainda não se atualizou ou se inteirou sobre todas as antigas postagens, ainda é tempo, leia e deixe seu comentário. E você, amado leitor, que já ultrapassou esse estágio, caso queira, releia alguns artigos e ajeite-se na cadeira, pois eu estou voltando!

ass: Marcos Ferreira

SHALOM ALEICHEM

sábado, 13 de fevereiro de 2010

AVISO AOS LEITORES

POR MOTIVOS DE SAÚDE ESTE BLOG FICARÁ SEM NOVAS ATUALIZAÇÕES POR ALGUMAS SEMANAS. INFELIZMENTE ESTOU "FORA DE COMBATE". ENTÃO TENHO QUE ME TRATAR PARA PODER VOLTAR COM FORÇA TOTAL.

NÃO DEIXEM DE ESTUDAR TORÁ E NEM A HAFTARÁ DE CADA SEMANA. POIS NISSO TEMOS O SENTIDO DA VIDA.

SHALOM ALEICHEM

sábado, 6 de fevereiro de 2010

VEM AÍ A "NOVA FAMÍLIA DE NOTAS"




















Nesta última quarta-feira o Banco Central, através do seu Presidente Henrique Meireles, anunciou ao País o lançamento das novas cédulas do real. Desta feita, ao contrário de tantas outras, o anúncio não causou pânico ou qualquer tipo de alarde na população, pois a moeda, ao que ainda consta, se mantém estável.
Os motivos alegados para tais mudanças foram as falsificações.
Segundo Guido Mantega, Ministro da Fazenda, as novas cédulas terão um layout mais atraente e itens de segurança mais sofisticados, como imagens tridimensionais, recursos gráficos e tamanhos diferentes, que até facilitarão a vida dos deficientes visuais.
Ainda segundo Mantega, a moeda nacional se tornou forte, e portanto, por causa da demanda, precisa continuar se solidificando ainda mais para poder ser aceita no mercado exterior.
Já Meireles afirmou que as pessoas não precisarão ir correndo ao banco para trocar as notas velhas pelas novas. Que isso será feito paulatina e rotineiramente. As antigas e novas cédulas vão conviver juntamente até que todas as velhas notas sejam recolhidas. O prazo para que a "nova família de notas" seja completamente implantada no mercado interno é 2012, ou seja, daqui a dois anos.

Portanto não há pressa, correria ou inflação. Também não há troca de nome, gatilho salarial ou três zeros á menos na moeda. O que há simplesmente é uma modernização das cédulas. Estas notas que hoje conhecemos nos foram apresentadas em 1994. Então o pessoal do Governo achou justo fazer a troca agora, visto que segundo conceito Ministerial elas estavam defasadas e "batidas". Afinal de contas também vem ai a Copa do Mundo no Brasil, as Olimpíadas...

Durante a apresentação das novas cédulas o termo mais evocado pelo Presidente do Banco Central foi "a nova família de notas"...
Bem, esse termo utilizado por Meireles tem várias conotações, e pode ser visto de várias maneiras:
* Uma delas é que, esta nova coleção de cédulas do dinheiro brasileiro está mais segura e entrará brevemente no mercado para ser utilizada por todos nós;
* Outra coisa é que, como não há uma inflação galopante, estas novas notas manterão sua força atual, positivando ou pelo menos mantendo o poder de compra;
* Uma terceira coisa é que, ficaram verdadeiramente mais bonitas e apresentáveis.

Então, á primeira vista, temos mesmo uma "nova família de notas" mais segura, com o mesmo valor e visualmente mais bonita, tendenciando serem bem recebidas pelo povo. Ótima notícia essa então, não?
Mas como sempre tem que haver um mas...

O que tanto Henrique Meireles, quanto Guido Mantega, e o Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, se esqueçeram de dizer é que se este "novo real" ficará mais fácil ou mais difícil de adquirir? Será que essas cédulas agora virão para o bolso do pobre???
Sim, porque o povo brasileiro - em sua grande maioria - sofre diariamente para conquistar alguns poucos trocados para conseguir sobreviver. Boa parte da população nem sequer viu de perto a tal nota de cem antiga e ela já vai sumir do mercado...
Quantos trabalhadores neste País - ganhando o pouco que ganham - conseguem ter em suas carteiras, durante a semana, uma espécie de cada destas notas hoje ainda existentes? E quantos destes será que terão a sorte de terem das "novas famílias de notas" em seus bolsos, hein?
Será que os tais apresentadores da nova cédula sabem disso? Se sabem, será que se importam com isso?

É triste viver em um País onde a desigualdade social ultrapassa todo e qualquer nível...
Seria muito mais bonito e útil para o povo se Henrique Meireles tivesse vindo á público para dizer que milhares de postos de trabalho haviam sido criados. Que a prestação da casa própria - custeada em sua maioria pelo dinheiro dos jogos lotéricos - ficaria mais barata. Que o Governo estava estudando medidas de apoio para o pobre a para o necessitado, etc.
Mas não, ao invés disso ele veio diante das câmeras de TV para anunciar a "nova família de notas". Bah! Grande coisa...

Se não houver melhor distribuição de renda, melhores ganhos, mais emprego, menos miséria, mais igualdade e justiça, os Ministros poderão apresentar quantas novas notas quiserem que o efeito será o mesmo, ou seja, nenhum. Esta nova roupagem no dinheiro, esta nova face do real, só fará o que sempre fez: enriquecer á uns e esmigalhar á outros.

Mas eles, os governantes, ignorando os fatos, insistem: "Queremos nos equiparar ao EURO"...

TORÁ OR (Torá de Luz)
A Parashá dessa semana - seguindo a leitura no livro de Shemot - está no capítulo 18:1 - 20:23, e se chama Itró (Jetro). Nesta porção da Torá Itró reencontra-se com Moshé, depois deste ter livrado o povo de Israel do Egito. Nesta Parashá também encontramos a narrativa sobre como o Eterno, Bendito Seja, chamou o líder da nação Hebraica até o monte e de como o ordenou para que preparasse o povo para receber a outorga da Torá. Esta porção termina com instruções fornecidas pelo Eterno sobre como construir um altar, após ter ditado os Dez Pronunciamentos no Sinai, também conhecido como os Dez Mandamentos.

HAFTARÁ
A lição dos Profetas dessa semana encontra-se em Ieshaiáhu (Isaias), capítulo 6:1-7. Um outro trecho pode ser lido no mesmo livro, capítulo 7:6. E a última parte pode ser encontrada no capítulo 9:5-6.

SHALOM ALEICHEM

sábado, 30 de janeiro de 2010

"FSM" E A PROPOSTA DE UM "OUTRO MUNDO"


















Nesta semana última o fato que, digamos, mais me chamou a atenção para que fosse "homenageado" em forma de post aqui no meu blog, foi sobre a reunião do Fórum Social Mundial (FSM), que realizou-se aqui no Brasil.
Na verdade a programação iniciou-se mesmo em Sapiranga, norte do estado gaúcho, e depois seguiu para Novo Hamburgo, São Leopoldo, Sapucaia do Sul, e Porto Alegre, onde encerrou-se no dia 29/01.
A nível de informação para os leigos, este Fórum - que esse ano, já celebra o décimo ano de atuação - tem como meta, buscar e construir alternativas contra as políticas neoliberais.
E como isso tem sido feito?
Através de um amplo espaço democrático para debates de idéias, troca de experiências, reflexão, formulação de propostas e articulação de movimentos sociais, redes e ONGS.
Este ano o número de inscritos superou a casa dos 27.000, sendo que no geral houveram mais de 35.000 participantes! Foram realizadas 915 atividades, entre conferências, seminários e oficinas. A grande e maciça participação do público jovem alegrou e empolgou os organizadores de tal maneira, que já esperam um número bem maior para o próximo encontro, em 2011, no DAKAR, Senegal.

A CARTA DE PRINCÍPIOS é até hoje o principal documento já criado e organizado pelo comitê. São 14 tópicos redigidos, que traduzem bem a intenção deste órgão não-governamental. Não vou aqui transcrever cada ponto desta carta. Para quem queira ver na íntegra ou tenha outras pertinentes questões, - caso realmente esteja interessado em saber mais - então acesse o site: http://www.forumsocialmundial.org.br/main.php?id_menu=4&cd_language=1
OBS: ESTE É O SITE OFICIAL DO FÓRUM. NAVEGANDO NELE VOCÊ ENCONTRARÁ TODAS AS RESPOSTAS DE QUE PRECISA, PARA SE INTEIRAR SOBRE O FSM.

E se você, depois de ler e pesquisar sobre esse tal Fórum, queira apenas receber o boletim informativo do FSM, escreva para: gerente@forumsocialmundial.org.br
com a palavra INSCRIÇÃO no campo 'assunto' do email.

Bem, ai estão algumas importantes informações sobre este Fórum, que, como já dito, tende a combater as políticas de mercado e o neoliberalismo. Mas será que este comitê - talvez bem intencionado e tudo - seja capaz de enfrentar os grandes interesses capitalistas mundiais? Será que estes encontros serão eficazes, á ponto de obterem força para retrocederem o rumo atual das coisas???
Entende-se Neoliberalismo como a ABSOLUTA LIBERDADE DE MERCADO. Em suma, este conceito prega - através de idéias políticas e econômicas - a quase anulação, ou a não participação do estado na economia do País. Segue abaixo as principais características do Neoliberalismo:

- mínima participação estatal nos rumos da economia de um país;
- pouca intervenção do governo no mercado de trabalho;
- política de privatização de empresas estatais;
- livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização;
- abertura da economia para a entrada de multinacionais;
- adoção de medidas contra o protecionismo econômico;
- desburocratização do estado: leis e regras econômicas mais simplificadas para facilitar o funcionamento das atividades econômicas;
- diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente;
- posição contrária aos impostos e tributos excessivos;
- aumento da produção, como objetivo básico para atingir o desenvolvimento econômico;
- contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços;
- a base da economia deve ser formada por empresas privadas;
- defesa dos princípios econômicos do capitalismo.

Como pode se ver, o Brasil, a América latina, a Europa e todo o resto do mundo, caminham nesta mesma direção. Posso afirmar que todas as políticas e medidas já empreendidas anteriormente só se objetivaram porque de alguma forma corroboraram com essa tendência global. A globalização que conhecemos hoje é algo que vem sendo tramado, arquitetado e planejado desde longa data. Essa absoluta liberdade de mercado tende a derrubar as fronteiras, as diferenças nas linguas, as culturas e aquilo que entendemos como nacionalismo ou patriotismo.
É como disse certa vez um amigo meu: "O mundo se tornará um Continente, o Continente se tornará um País, o País se tornará um Estado, o Estado se tornará uma cidade, e a cidade se tornará um mero bairro."

E a tal das propostas sobre o "outro mundo" - slogan da campanha do FSM - tão decantada, debatida e sonhada como algo real e possível? Bem, talvez esse ideal apenas fique na mente de cada organizador e participante. Pois, como os "tubarões" que estão tramando e articulando toda a política neoliberal são infinitamente maiores do que os pequenos "bagres" que lideram o Fórum Social Mundial, então é de se imaginar que tenhamos pouca ou nenhuma esperança que esse quadro mude. Mas como a esperança é a última que morre...

TORÁ OR (Torá de Luz)
A Parashá dessa semana está em Shemot (Êxodo) cap. 13:17 - 17:16, e se chama BESHALAH (Quando). Nesta porção da Torá você encontrará sobre a libertação de Israel do Egito; o cântico de Moisés - após as águas do mar ter deixado seus perseguidores submersos; o Maná que desceu dos céus e alimentou o povo durante sua trajetória no deserto; a disputa de Massá e Merivá - as águas da contenda; e também sobre a destruição dos Amalequitas.
HAFTARÁ
A lição dos Profetas está no livro de SHOFETIM (Juízes), cap. 4:4 - 5:31.

Que você tenha uma ótima semana de estudos.
SHALOM ALEICHEM.

sábado, 23 de janeiro de 2010

NOVA ENCHENTE NA CEAGESP


















Esta semana resolvi postar sobre algo que talvez não interesse diretamente á um grande número de pessoas. Vou tratar sobre a grande perda de alimentos que houve, por causa das fortes chuvas que insistentemente caíram sobre a cidade de São Paulo. É fato notório e claro que toda a humanidade precisa de comida para sobreviver. Portanto, mesmo esse não sendo seu "tema preferido", sugiro que você preste bastante atenção nesta postagem.

CEAGESP = COMPANHIA DE ENTREPOSTOS E ARMAZÉNS GERAIS DE SÃO PAULO.
Este entreposto, que fica na Vila Leopoldina, Zona Oeste da cidade, é responsável pelo abastecimento de 23 Estados do País e 60% do Estado de São Paulo.
Na última terça-feira fortes chuvas atingiram a ceagesp e provocaram enormes prejuízos para os comerciantes. A enchente atingiu cerca de 90% dos 650 mil metros quadrados da companhia.
Só de melancias perdeu-se aproximadamente 70 toneladas!
A melancia é uma fruta muito apreciada no verão, pois além de ser refrescante - já que a água contida nela equivale a mais de 80% do seu peso -, tem também inúmeros nutrientes, tais como sais minerais (ferro, cálcio e fósforo), e vitaminas A, B e C.
Em relação ao abacaxi - outra fruta igualmente riquíssima em vitamina C e sais minerais como o cálcio, ferro e fósforo - a perda excedeu a 15 toneladas!
Estes números correspondem a 10% de produtos comercializados no setor.
E o setor hortifrutigranjeiro foi um dos mais afetados pela enchente.
Só que os prejuízos não param por ai. As informações ainda são bem desencontradas, mas alguns cálculos iniciais dão conta que entre frutas, verduras e legumes, cerca de 5 MIL TONELADAS TENHAM SIDO JOGADAS NO LIXO!
No geral, por causa da paralisação obrigatória, estima-se também que o terminal deixou de movimentar mais de 15 milhões de reais, em apenas dois dias!

E esta não é a primeira vez, e talvez não será a última, que o ceagesp sofreu com enchentes desse tipo. Alguns funcionários descreveram para repórteres que se fizeram presentes, que em 1999 uma enchente semelhante arrasou o local. Mas outros companheiros de trabalho que ajudavam na limpeza insistiam em dizer que o volume de água desta feita havia sido muito maior. Alguns galpões registraram marcas de um metro e meio de água em suas paredes, deixando centenas de caixas de alimentos submersas.

E qual o resultado disso? O que o consumidor comum - eu e você - tem á ver com isso? Só para exemplificar: uma caixa de alface, antes vendida entre 5,00 e 10,00, hoje somente é encontrada por 20,00 ou 30,00. Cenoura, vagem e mandioquinha terão seus preços igual e altamente reajustados. E os preços dos demais produtos tendem sofrer um forte aumento.
- A procura tem sido muito maior do que a oferta. - disse um comerciante, ainda abalado pelo prejuízo pessoal de 80 mil reais.

E ainda existe o lado mais negro deste triste cenário provocado pelas enchentes de verão: os políticos.
As autoridades nunca tomam atitudes decentes. Os governantes parecem dormir durante os outros meses do ano, e só acordam diante de uma catástrofe como essa. É sempre a mesma coisa. Todo ano acontece exatamente como no ano anterior. Se a ceagesp ficou onze anos, como disseram alguns, sem sofrer danos ainda maiores com as chuvas; certamente grande parte da população não teve esse privilégio. Desabamentos, barreiras, destruição e mortes tem feito parte da vida de muitos paulistanos nestes últimos dois meses.
E a conversa dos engravatados invariavelmente é igual:
"Nós vamos fazer o possível para resolver o problema emergencial dessas pessoas..."
Ou:
"O Governo Federal já autorizou a liberação de recursos para construção de casas para as pessoas que moram em locais de risco..."
Ou ainda:
"A secretaria de obras, responsável por essa ação, já está vendo tudo isso. O orçamento deste ano cobre as despesas, e em breve teremos este problema sanado...".

É incrível como eles tem solução para tudo. Chega ser patético como eles aparecem publicamente, tentando trazer algum tipo de ajuda ou socorro na hora do caos. Na minha opinião isso não passa de teatro!
Porque não agiram antes? Porque não tomaram medidas preventivas? Porque não suspenderam o piso ou mudaram a ceagesp de lugar, visto que aquele local é conhecidamente um local propício par alagamentos? Porque as pessoas que moram em encostas e morros não tiveram novas casas, em lugares mais seguros e dignos, antes das suas cairem? Porque esses políticos miseráveis não evitaram mortes e desperdício de toneladas de alimentos? Porque???

Por que nada do que dizem condiz com a verdade... São todos, para mim, um bando de mentirosos e oportunistas!
No caso dos moradores desabrigados, cada um - exceto uns poucos escolhidos - tiveram que se virar com amigos e parentes. Para a grande maioria, se fossem esperar por ajuda Municipal, Estadual ou Federal, com certeza ficariam sem abrigo por mais um ano ou mais.
Já no caso da ceagesp, os próprios prejudicados já estão tentando encontrar um outro local para instalarem seus galpões - isso sem ajuda de prefeitura ou qualquer outro órgão público. Até mesmo porque se não agirem ninguém agirá por eles.

E a vida segue seu rumo. Cada um fazendo a sua parte: o pobre procurando ajuda e caridade com o seu vizinho, os comerciantes da ceagesp unindo-se para superarem este momento de grandes perdas, enquanto que o Governo segue aumentando os impostos e as tarifas. Isso é Brasil...

TORÁ OR (Torá de Luz)
Esta semana a Parashá a ser estudada chama-se Bô(Vem). No livro de Shemot (Êxodo), cap.10:1 - 13:16 encontramos a maravilhosa narrativa das três últimas pragas lançadas por D'us sobre o Egito, e as intruções para que o povo observasse a Lei do sacrifício de Pêssach.
HAFTARÁ (Lição dos Profetas)
A lição referente a Parashá Bô, encontra-se no livro do profeta Irmiáhu (Jeremias), cap. 46:13-28.

Boa semana de estudos. SHALOM ALEICHEM.

sábado, 16 de janeiro de 2010

A terra tremeu no Haiti





















Esta semana não foi difícil encontrar o tema para postar. O terremoto no Haiti, que destruiu grande parte da capital - Porto Principe - e que matou centenas de pessoas, foi assunto em praticamente todos os telejornais.
E não era para ser diferente. Foi uma tragédia o que se abateu sobre aquele País. O Haiti, que já é considerado a nação mais pobre do Hemisfério Sul, e sofre com calamidades sociais das mais graves, agora é vítima desta terrível catástrofe ambiental.
O terremoto apontou a magnitude de 7,0 na escala Richter, e já pode ser considerado como a maior tragédia desse tipo naquele pequeno País. O número total de mortos pode chegar a mais de 100 mil!
O Brasil - País que auxilia nas operações da ONU - perdeu 14 militares e mais a médica pediátrica ZILDA ARNS, fundadora da Pastoral da criança. Membros de outras nações, que também auxiliavam na reconstrução política daquele País Caribenho também tiveram seus destinos selados neste súbito caos.
Pobre Haiti...
Enfim, não vou ficar aqui dando números e mais números deste drama Haitiano. Até mesmo porque isso já foi devidamente salientado e mostrado pelos jornalistas das maiores e melhores empresas de comunicação de nosso País.

O que me intriga nisso tudo é o seguinte: Porque as demais nações - obviamente sabedoras das extremas necessidades do povo daquele lugar - só tentaram tomar uma atitude mais efusiva agora, depois deste desastre?...
Houveram envios de várias partes, contendo todo tipo de ajuda - incusive maquinários para resgate - já que aquele País não possui condição alguma para cuidar do seu sofrido e abandonado povo.
"Ah, mais havia várias tropas de soldados atuando lá antes disso." - Você ou outra pessoa poderia me sugerir esse argumento.
Tudo bem, havia militares lá sim - respondo, mas e porque a miséria, a falta de estrutura, a falta de medicamentos, de equipamentos, de profissionais capacitados, de instalações, e ainda a completa falta de alimentos perduram por lá mesmo com toda essa intromissão estrangeira?
Hein?...
Sabe porque que tantos e tantos soldados são mantidos lá? Simples. A única missão a que foram instruídos é a de cooperar com a situação - parte política que domina o Haiti - para estabelecer a paz, enfrentando com maior pulso e autoridade as "milícias" daquele lugar.
Havia um enorme bairro da capital Haitiana que simplesmente, até 2005, a polícia não conseguia entrar! Os tais militantes desta "oposição" armada, fechavam-se de tal modo, entricheirando-se no meio dos civis, e duelavam, com pesada troca de balas e tiros de fuzis, por cada ponto estratégico.
É como acontece em algumas favelas cariocas, onde os criminosos possuem mais armamentos - usam a população do lugar como escudo - para enfrentar o BOP e outras forças armadas de resistência que representam o poder público. E semelhantemente isso acontece também em Gaza, região onde moram milhares de civis Palestinos - que servem e atuam como escudo para o HAMAS, braço armado da resistência local - para juntos, numa ânsia descontrolada, infringirem resoluções e tratados para atacarem o sul de Israel.
Enfim, todos estes são grupos armados, são uns verdadeiros terroristas que se infiltram no meio da população e apenas colaboram com a desordem e a destruição do lugar onde vivem.

Graças a D'us esta situação caótica foi contornada no Haiti, como já disse, desde de 2005. Hoje o exército comanda os antigos pontos estratégicos, e pôs fim aquela verdadeira anarquia em que os Haitianos se encontravam, prendendo e matando diversos opositores.
Mas uma coisa ainda permaneceu e infelizmente permanece no Haiti: a miséria.
As cenas que vejo hoje na TV lembra-me muito as da Etiópia na década de 80. Pergunto-vos: Será que lá naquele País Africano a situação econômica e a desigualdade social, que era imensamente acrescida por causa da ganância de alguns poucos, já foi devidamente resolvida? Ou será que a mídia simplesmente parou de noticiar?...

DIANTE DESTE CAOS ATUAL NO CARIBE, ENTÃO REFLITAMOS: Será que após prestarem os primeiros socorros, os Países ricos irão virar as costas novamente para o povo do Haiti? Ou será que finalmente a ajuda se estenderá muito além daquilo que se presta á um ferido, e o Haiti poderá ter um impulso extra para definitivamente se reerguer como uma decente nação?...

Finalizo com o trecho de uma postagem que fiz estes dias em uma comunidade do orkut: "AQUELE QUE PUDER AJUDAR, QUE AJUDE, POIS ESSA É A HORA. AQUELE QUE NÃO PUDER AJUDAR, QUE REZE, POIS ESSA CERTAMENTE É A HORA. E AQUELE QUE NÃO PUDER FAZER NENHUMA DESTAS DUAS COISAS, QUE SE CALE, POIS ESSA, INEGAVELMENTE, É A HORA."

QUE D'US TENHA MISERICÓRIA DO POVO DO HAITI.

TORÁ OR (Torá de Luz)
A Parashá dessa semana chama-se VAERÁ (Falou). Ela encontra-se em Shemot (Êxodo) cap.6:2 - 9:35. Nesta porção da Torá o Eterno, Bendito Seja, enche Moisés de coragem e de ousadia e o envia diante do Faraó para livrar Israel do Egito. É também nesta porção que as 7 primeiras pragas são derramadas.
HAFTARÁ
A lição dos Profetas referente á essa Parashá, está no livro de Iehezkel(Ezequiel), cap. 28:25 - 29:21.

TENHA UMA ÓTIMA LEITURA, SHAVUAT TOV E SHALOM ALEICHEM!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Morre Sandro, sei lá das quantas...






















Obviamente o título da postagem dessa semana está em forma de sátira, de brincadeira com aquele que foi um dos maiores cantores Argentinos de todos os tempos. Na verdade o nome verdadeiro de Sandro, que faleceu na segunda-feira última aos 64 anos, era Roberto Sánchez. Sandro era apenas seu nome artístico.
Agora venhamos e convenhamos, sinceramente, por acaso você sabe ou sabia alguma coisa sobre esse cantor, antes dele ter morrido? Você porventura já tinha ouvido falar de um cantor Argentino chamado Sandro? Hein?...
Pode até ser ignorância de minha parte - e cá, com essa postagem em forma irônica, não quero de forma alguma desmerecer o trabalho que este cantor realizou. Apenas eu pergunto tais coisas porque nunca escutei nenhum hit dele. Nunca, em toda a minha vida, eu sequer havia ouvido falar na existência deste "ícone da música Latina".

Breve perfil dele:
Sandro fez muito sucesso nos anos 60 e 70, imitando o Rei do rock , Elvis Presley. Nessa época ele era conhecido como EL GITANO, e cantava em lingua latina, imitando também sucessos dos Roling Stones e Paul Anka. Sandro foi o pioneiro do rock em espanhol, e em 1969 chegou até a ganhar o disco de ouro em New York por ter sido o cantor de maior vendagem naquele ano. Mas seus grandes e verdadeiros sucessos com o público feminino foram "ROSA, ROSA" e "QUIERO ILENARME DE TI", quando já se apresentava como cantor romântico. Com 52 álbuns gravados, mais de oito milhões de discos vendidos e tendo também realizado dois grandes shows - considerados épicos - no Madison Square Garden, Sandro, ou Roberto Sánchez, deixa para a posteridade um excelente lastro musical para o povo de seu País, a Argentina.

Mas porque, afinal, eu resolvi postar no meu blog sobre alguém que nunca antes tinha ouvido falar?
Duas coisas me chamaram muito a atenção quando deparei-me com a manchete que anunciava a morte deste cantor. A primeira coisa de certa forma já até citei. Ele era muito famoso, respeitado, conceituado - pelo menos assim a mídia o descreveu - e também era conhecido pela vanguarda - que teve a oportunidade de vê-lo se apresentar em público.
E que seus fãs novamente me desculpem - e digo isso para o povo latino que porventura venha a ler este tópico - pois não é nenhuma zombaria, implicância ou critica pessoal. Que isso fique bem claro.
Chamado por mim de: Sandro, sei lá das quantas, no título do blog - eu assim o fiz, porque realmente penso que ele de nenhuma maneira pode, nos dias de hoje, mesmo pelo que já fez á anos atrás, ser considerado um grande e popular artista.
Se fizermos uma enquete com toda sorte de pessoas no nosso País facilmente verificaríamos que Sandro não apontaria entre os 100, 200, 300 ou até entre os 500 cantores mais famosos que já morreram. E se estendessemos essa enquete para os astros musicais que ainda se encontram vivos, nós poderíamos perfeitamente fazermos uma lista com 1000 nomes e o dele talvez não seria incluido.
Injustiça minha? Não sei, penso que não.
Eu não sou um exímio conhecedor de todos os ritmos de musica, e nem um dos melhores criticos dos tantos cantores e bandas existentes no mundo. Mas acho que conheço alguma coisa... "Peguei" o final da época da discoteque, nos anos 70, e de lá pra cá consumi muita música...
Eu também não falo essas coisas para menosprezá-lo; só fiquei abismado. Pois como alguém consegue fazer tanto sucesso e fama, produzir tanto e vender também, sem ter sido mundialmente reconhecido? Sim, pois a verdade é essa. Sandro, se atingiu algum estrelato, este estrelato não acabou não sendo grande o suficiente para fazê-lo brilhar até a hora de sua morte.
OBS: Mas como já disse, isso pode ser ignorância minha... Milhares de jovens ao redor do mundo estarão nos próximos dias e semanas cantando e relembrando os antigos sucessos deste cantor. Quem sabe?...

Mas a segunda coisa que chamou a minha atenção - e que foi o grande incentivador para que este tema fosse abordado por mim nessa semana - foi que Sandro lutou muito para não morrer. Pelo que li e ouvi á respeito dos últimos anos de vida dele, a força de vontade para viver foi muito forte e impressionou á todos que acompanharam seu sofrimento. Sandro fumava cerca de 4 maços de cigarro por dia. Isso, ao longo dos anos, acarretou-lhe diversos problemas respiratórios, entre os quais a septicemia (infecção grave do organismo oriunda de germes patogênicos), e acabou culminando com a morte por infecção generalizada. Mas antes disso ele tentou de tudo para não ser vencido precocemente pela infalível "dona morte". Sandro realizou - depois de estar na tal fila de transplantes por muitos anos - um transplante de coração e de pulmão ao mesmo tempo! Logicamente essa desesperada tentativa médica, pessoal e até mesmo familiar, acabou não surtindo efeito. Mas isso deixou-me pensativo por vários e vários dias...

"Nossa, como as pessoas tentam de tudo para não morrrerem!" - Pensei assim mesmo quando deparei-me com esta notícia na TV, e que agora foi transcrita por mim.
É como aquele velho ditado: "Todo mundo quer ver Du's, mas ninguém quer morrer."
E Sandro foi um desses que lutou até o fim para permancecer vivo.
Se ele fez grandes obras musicais que ainda desconheço, pelo menos - para mim - ele deixou um raro exemplo de como a vida é importante, rara, única e especial.
Que possamos, eu e você, valorizarmos cada dia que temos. Dar graças por um simples pão com café, ou então reconhecermos que cada anoitecer e amanhecer é verdadeiramente um milagre Divino, pois a vida é mesmo um dom de D'us.

TORÁ OR (Torá de Luz)
Esta semana inicia-se a leitura da Parashá Shemot (Nomes). Este texto é encontrado no livro de Shemot (Êxodo), cap 1:1 - 6:1. É a narrativa dos nomes dos filhos de Israel e de como eles, o povo Hebreu, se tornou escravo do novo rei que se levantou no Egito. Esta maravilhosa Parashá termina com Moshé questionando a D'us pelo mal que havia lhes sobrevindo, e como o Eterno lhe respondeu de como faria para livrar Israel do Egito com mão forte.
HAFTARÁ
A lição dos profetas está no livro de Ieshaiáhu (Isaias) cap.27:6 - cap 28:13; 29:22-23.
(Caso queira leia e estude os capítulos 27, 28 e 29 inteiros). Shavua Tov!

SHALOM ALEICHEM

domingo, 3 de janeiro de 2010

A raça humana



















Enfim, cá estamos nós outra vez para falarmos, comentarmos sobre o grande assunto da semana, segundo minha ótica e opinião.
Semelhantemente á semana passada, esta semana eu também deveria postar sobre algo comum ao coletivo: a tal da virada do ano. Afinal de contas virar o calendário, mudar de ano, iniciando um outro, não é todo dia que ocorre, não é mesmo?
Só que por motivos parecidos ao da postagem anterior, eu não enaltecerei este fato.
Isto porque...
No mundo há diversos tipos de calendários:
* Há o calendário Chinês, por exemplo, que comemora em fevereiro próximo a entrada do ano de 4708.
* Há o calendário Hindu, que no próximo mês de março comemorará a entrada do ano de 1932 - isso porque eles, em 1957, unificaram os quase trinta calendários que haviam no País, consolidando-o em apenas um.
* E existe também o calendário Árabe, que desde do ano de 638 de nossa era vem recontando os dias de seu jeito - isso por causa da fuga (também conhecida como Hégira) de Mohamed (Maomé) de Meca para Medina, em 15 de julho de 622. Portanto o ano de 2010 do calendário Cristão corresponde ao ano de 1432 da Hégira.
OBS: Só não tente fazer essas contas do calendário Árabe, pois talvez você nunca chegue a conclusão alguma, visto que a contagem não bate. Segundo minhas humildes somas o ano deles deveria ser o de 1388, mas...
Continuemos...
Como eu vinha dizendo, no mundo há diversos tipos de calendários. Acima foram citados apenas alguns; talvez aqueles mais representativos, os mais importantes, os que englobam maiores populações, etc. Obviamente, cada tribo indígena deve ter o seu calendário, vide o calendário Maia. Cada pequena ilhota, cada pequena tribo, espalhada pelas diversas nações nesse nosso enorme planeta deve fazer sua contagem dos anos da sua maneira e jeito, vide os Aborígenes da Australia.
Mas será que há algum calendário em que possamos confiar como realmente algo fidedigno, algo concreto, que não tenha modificações ou interferências humanas?
Eu diria para vocês que o calendário Lunar Judaico, além de ser o mais antigo, é também o de melhor confiabilidade. Neste primeiro dia de Janeiro, em que grande parte do mundo Ocidental comemora a chegada de mais um ano, os Judeus ao redor do globo apenas convivem com mais um simples e comum dia, o dia 15 de Tevet de 5770. Então não há o que celebrar. É apenas o dia quinze do terceiro mês do calendário Hebreu...
Mas então qual será o meu destaque dessa semana?
Será que não há motivo, não há razão, não há jeito de unificar a humanidade - será que não há como homenagear a espécie humana como um todo - mesmo tendo ela diferentes credos, calendários, linguas, cores e raças?
Bem, depois de muito pensar e analisar - após ter verificado com tristeza sobre a queda da barreira na ilha do bananal em Angra, com a morte de dezenas de pessoas; após ter visto o sofrimento de parte da população do Rio de Janeiro, que penou tremendamente com as fortes e insistentes chuvas e enchentes que destruiram quase tudo em várias comunidades; após ver que os atentados dos homens-bombas continuam matando pessoas no Afeganistão e no Iraque; após ter ouvido sobre a tensão em Gaza, e ter percebido que o problema está aumentando a cada dia na área Palestina; após perceber que os nossos políticos mal esperaram as festas acabarem para darem uma "garfada" no bolso do povo, com novos e abusivos aumentos nas passagens de ônibus interestaduais; e após perceber que toda esta neurose e confusão - oriunas das catástrofes, dos escândalos e das guerras - que muitas vezes é motivada pela compulsão, ganância e ódio - enfim, após ter ponderado sobre todos estes atropelos humanos, isso serviu para eu refletir sobre uma coisa: a raça humana.
E dai eu resolvi filosofar...

"...Nada há que rivalize com a raça humana. Nada pode se comparar á esse portentoso ser Criado por D'us. Quer seja para o bem ou para o mal o ser humano é inigualável. Portanto, sendo sabedor ou não, um dia todos nós encontraremos a tal e a tão esperada paz. Quer seja por caminhos tortuosos, por mentiras desvairadas e sem nexo, quer seja por atalhos e trilhas mal construídas, um dia todos nós, toda a raça humana, de mãos dadas, ainda seremos conduzidos á seguir por um reto caminho. Caminho este onde as barreiras e os obstáculos - proporcionados pelos vários idiomas existentes, pelas diversas crenças proferidas, pelos inúmeros livros sagrados que apregoam a existência do Divino, e por todos os outros motivos já citados anteriormente e até os não citados -, enfim, todas estas barreiras se aplainarão e se convergirão á um Único e indivisível Ser, que reinará Supremo e Absoluto sobre todos nós, fazendo-nos vivenciar uma vida plena, repleta de harmonia e paz.
Talvez esse seja o real sentido de nossa existência sobre a face da terra: expurgar o mal e absorver o bem em sua essência e conteúdo...".

Well, chega de sonhos, vamos para a realidade, pois a luta continua e a vida também...

TORÁ OR (Torá de Luz)
Parashá VAIHI (E viveu), Bereshit (Gênesis) cap. 47:28 - 50:26.
Esta é a última Parashá do livro de Bereshit. Nesta porção Jacob, o Patriarca Hebreu, abençoa todos os seus filhos e morre. É nesta porção que Josef conduz o enterro de seu pai até a terra de Canaã. Por fim Josef falece, deixando sua descendência a mercê do próximos líderes Egipcios. Mas isto é assunto para a próxima Parashá.
HAFTARÁ (LIÇÃO DOS PROFETAS)
Em Melahim Alef (I Reis) cap. 2:1-12 encontramos esta lição e este ensino, a sequência do reinado, passando de David para Salomão.

Boa semana, bons estudos, Shavua Tov!
SHALOM ALEICHEM

sábado, 26 de dezembro de 2009

Na missa do galo, quem cacarejou foi a "galinha"





















Qual foi a notícia que bombou nos telejornais durante a semana passada, hein?
Ao longo destes últimos dias fiquei pensando sobre o que eu iria postar. Afinal de contas, neste blog - enquanto não há outro livro pronto para divulgar pequenos trechos - eu tenho procurado selecionar aquela manchete que causou maior impacto, que teve maior proeminência, maior destaque, para dissecá-la aqui sob outro ponto de vista.
Confesso que as vezes não sou bem-sucedido, pois alguns dos assuntos por mim escolhidos nem sempre vão de encontro com aquilo que a maioria dos leitores entendem ser a melhor ou mais importante notícia da semana. Mas a vida é assim mesmo, não se consegue agradar á todos.
Quem observou friamente em todos os meios de comunicação, em todas as emissoras - ou pelo menos na maioria delas - verificou que os fatos que mais ocuparam os horários das TVs do nosso País foram, sem dúvida alguma, os preparativos e a comemorações do Natal. Então seria óbvio que este tópico devesse ser sobre esta data festiva, que é tão divulgada, difundida e incorporada neste lado Ocidental do globo terrestre.
Porém...
Este blog, como é notório, não comunga com dogmas proselitistas que se postam totalmente adversos e contrários ao povo Hebreu. Até mesmo porque - e isso sem querer adentrar muito profundamente na questão - a data em que está inserido o Natal não corresponde com a verdade das Escrituras. Mais que isso. Há erros mais grotescos que a data; há também discrepâncias na forma de comemorar, na maneira de se portar e no jeito de recebê-lo. Há falsos ensinos Teológicos e práticas e costumes implantados que são altamente nocivos e prejudiciais - tanto morais como espirituais - para quem o celebra. Isso sem citar o pior. Os elementos utilizados são todos plagiados, e os ícones representativos (as personalidades reverenciadas) - tanto no aspecto comercial como no religioso - não correspondem com aquilo que veio sendo passado pelos Patriarcas, Profetas, Sábios e Reis ao longo dos séculos. Em suma, o Natal é uma festa pagã, e como tal não merece a enaltação que tem.
Mas então, se este feriado é apenas um feriado comum, uma data profana, sobre o que devo postar?
Á meu ver houveram três outras grandes notícias nestes recentes dias. Estas, porém, não receberam a devida atenção por causa da massificação e da monopolização jornalística que infelizmente ainda assola este nosso Brasil. Quase todos os cliques que dava-se no controle remoto, lá estava ele, o velho de barba branca e roupa vermelha. Quem ficou de saco cheio fui eu... Queria ver e ouvir outra coisa...
Vamos então brevemente citar os outros acontecimentos:

1 = O menino brasileiro que foi levado pelo pai para os EUA.
A Justiça Federal determinou - depois de 5 anos de batalha - que o menino Sean Goldman fosse levado para os Estados Unidos pelo pai. Tentaram cassar a liminar, mas a ação impetrada por parte da família que vive aqui no Brasil não surtiu efeito. Este fato acarretou um tremendo mal-estar entre os consulados brasileiro e americano. A avó do menino - que detinha sua guarda desde da morte da mãe do menor - ficou chocada com o tratamento que recebera das autoridades, que simplesmente permitiram que o garoto lhe fosse tirado dos braços, cerceando-a abruptamente dos seus direitos de tutora.
Esta é mais uma criança que fica na encruzilhada entre morar no próprio País ou seguir para o exterior sob os olhos de um dos conjuges desquitados. Recentemente houve um outro menino que foi levado de Cuba, também para os EUA, após o pai ter ganho nos tribunais os direitos sobre sua ex-esposa.

2 = A recente crise no Suriname.
Ainda não estou muito a par deste embrólho. Mas pelo que entendi, alguns brasileiros foram surpreendidos e atacados por 200 surinameses enquanto jantavam. Houve saques, casas foram incendiadas e pertences foram furtados. O triste saldo deste quebra-quebra e violência é que há 14 pessoas feridas (este número aumenta a cada hora, os últimos flashes afirmam que já passam de 25), sendo que 7 pessoas estão em estado grave. Segundo outra fonte este conflito iniciou-se no dia 24/12/09 - portanto véspera do dia do "bom velhinho" por os presentes nos sapatos da criançada - um brasileiro atacou um cidadão daquele País e o matou a facadas. Então esta intempestiva reação por parte de alguns cidadãos do Suriname pode também ser traduzida e interpretada como vingança. Vamos ficar de olho nas "cenas dos próximos capítulos".

3 = O Papa cai enquanto se dirigia para o altar.
O Papa Bento XVI, ao adentrar a Basílica de Roma nesta última quinta-feira para celebrar a missa do galo, sendo observado, filmado e fotografado por mlhares de fiéis, subitamente foi atacado por uma insandecida mulher, e caiu no chão. Os seguranças da "santa Sé" logo avançaram para cima da transloucada e a deteram, impedindo que o pior viesse a ocorrer. Os seguranças não quiseram dar a identidade dela. Simplesmente conduziram-na á um hospital a fim de que pudessem realizar alguns exames. O comentário geral é que essa mulher sofre de algum disturbio mental. Mas o fato é que, trajando uma roupa vermelha e demonstrando ter uma ousadia fora do comum, esta anônima mulher acabou roubando a cena.
Só para parodiar: o galo deu a vez para a galinha, que cacarejou primeiro.
OBS: Duvido que alguns católicos não a chamaram desse jeito, comparando-a com o bichinho que vive em galinheiros, cisca para trás e bota ovos.
Eles, os fiéis, assutaram-se com este acontecimento e em seguida ficaram preocupados com a saúde do Papa. Mas segundo o porta voz do Vaticano, logo após este incidente, o líder cristão já se encontrava bem, sem nenhum ferimento; e prova disso é que ele conduziu normalmente a cerimônia religiosa até que o galo "cantasse três vezes".
Para assistir á esse inusitado entrevero, acesse:
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1426155-5602,00.html

TORÁ OR (Torá de Luz)
A Parashá a ser estudada nesta próxima semana encontra-se em Bereshit, capítulo 44:18, indo até o capítulo 47:27. VAIGASH (Chegou-se), é uma porção que complementa a Parashá anterior. Nesta porção Jossef ouve a humilde súplica de Jehudá e depois se revela aos seus irmãos. Esta maravilhosa história da Torá encerra-se dizendo como Israel esteve na terra do Egito e adquiriu possessões e se multiplicou.
HAFTARÁ
A lição dos Profetas desta semana é encontrada no livro de Iehezkel (Ezequiel), cap. 37:15-28.

DICA: Não deixe de ler diariamente o livro de Tehilim (Salmos) e nem de fazer as Tefilás (orações).
Ótima semana e estudo.
SHALOM ALEICHEM

sábado, 19 de dezembro de 2009

Enfim, terminou a tal conferência ambiental...


















Nesta última sexta-feira terminou sem acordo a conferência mundial ambiental, que foi realizada em Copenhagen, na Dinamarca. O encontro, que incluiu a presença de 193 líderes de Estado, que foi considerado o mais importante da história recente sobre acordos multilaterias ambientais - e que até criou um tratado que em breve servirá para substituir o Protocolo de Kioto - terminou em total desacordo e fracasso.
Isso porque era necessário a unanimidade para que o tratado proposto entrasse em vigor. E essa unanimidade dependia de contrabalançar interesses distintos. Alguns Países só estavam e estão preocupados com os lucros e com o aumento das exportações do petróleo, enquanto que outros, menos importantes nos cenário mundial, tinham e teem sim preocupações elevadas com o aumento dos níveis dos oceanos. Então, com intenções opostas, nada foi avante.
Pelas regras da ONU - que realça e enfatiza que cada sanção deve ser unânime para que seja definitamente adotada - então a tal conferência, com a suposta conciliação prometida, e que mais uma vez foi amplamente divulgada pela TV, acabou não obtendo concenso e terminou de maneira caótica.
Nenhuma surpresa...
Até certo ponto esta falta de acordo entre os representantes de cada País membro já era esperada por grande parte da população.
A primeira grande conferência mundial ambiental foi realizada em 1972, na cidade de Estocolmo, Suécia. Foi nesta conferência que o termo "desenvolvimento sustentável" foi primeiramente cunhado. Mas de lá pra cá pouquíssima coisa evoluiu no que tange a diminuição dos gase tóxicos na atmosfera - como a ploriferação de CO2 e o metano -, ou com o chamado efeito estufa. Também pouco se fez para impedir o aumento da produção através de combustíveis fósseis e o desmatamento desenfreado. Quanto ao reaproveitamento do lixo e a reciclagem de materias, da mesma forma, quase nada mudou ou foi aplicado. Este descaso descarrilhou naquilo que hoje chamamos de aquecimento global - e que propiciou o desgelo dos polos e o aumento dos níveis dos oceanos e mares que em várias partes do globo terrestre já é constatado.
Em 1982 o Brasil sediou uma destas reuniões de cúpula. Na época esse encontro foi chamado de Rio-Eco 92. Prometia-se muita coisa, e criou-se muita expectativa em torno daquele evento. 108 chefes de Estado estiveram aqui para discutirem sobre o abismo que existia entre o norte e o sul do planeta. Entre muitos debates acalorados e propostas utópicas, o que mais estava em questão era o tal desenvolvimento sustentável, para que se preservasse os recursos naturais de cada nação, para que assim ajudasse a diminuir a desigualdade social.
Lembro-me bem disso. Lembro-me bem da euforia que foi. Recordo-me do êxtase que tomou conta de grande parte das pessoas. Existiam até aqueles que, munidos de panfletos Apocalípticos, pregavam sobre o fim do mundo. Isso foi algo até certo ponto patético...
Naqueles dias eu estava no Rio de Janeiro com a minha esposa, á passeio, e pude ver com meus próprios olhos a movimentação que este evento causou. Muito se falava, muito se anunciava sobre o que aquele encontro iria causar. Ninguém, até então aqui nesse País - pelo menos da minha geração - havia visto algo assim tão importante. Nunca antes tantos líderes, tantos Presidentes, haviam estado juntos em um só lugar, dispostos a debaterem sobre o clima e sobre outras pertinentes questões sociais.
Se não estou enganado também foi a primeira vez que o exército se mobilizou, ficando de prontidão nas ruas e nas esquinas da cidade, para evitar a investida dos bandidos e dos traficantes. Foi uma verdadeira operação de guerra, que mais tarde se repetiu em outros encontros políticos e até esportivos. O mais recente foi o Pan-americano do Rio em 2007.
E cabe aqui um parêntese: "Nessas ocasiões como o nosso País fica seguro, hein..."
Mas, enfim, após dias á finco de reuniões e debates, nada de conclusivo realmente se fez. Tudo, em 1992, no Rio, no Brasil, e em todo o mundo, continuou na mesma. Até mesmo o mundo não acabou...
E agora, em 2009, a história se repetiu. Desta vez havia mais gente que acabou sendo barrada do lado de fora. Houveram mais brigas e conflitos. A segurança não foi tão eficaz como de outrora. A mídia alardeou, como sempre fez, mas desta feita, pelo menos, não iludiu o cidadão comum, gerando nele espectativas inalcansáveis.
A semana se iniciará como era para iniciar, da mesma forma que terminou. Com os mesmos carros soltando seus gases nas ruas, com a mesma fumaça tóxica das fábricas - que até já se incorporou nas paisagens das grandes cidades -, sem solução para o lixo urbano, com menos árvores e mais cimento em cada metro quadrado, e com os termômetros marcando alguns graus centígrados á mais. A única diferença que poderá ser notada será a presença dos 193 líderes que, "preocupados com tudo isso", estarão de volta para os seus lares - deixando por hora seus jatos particulares encostados nos aeroportos á espera do próximo "urgente chamado" para que salvem o planeta.

TORÁ OR (Torá de Luz)
A Parashá MIKÊTS (Ao fim) encontra-se no livro de Bereshit (Gênesis) cap. 41:1 - 44:17. Nesta porção da Torá você poderá verificar como Jossef (José) interpretou os sonhos do Par'o (Faraó) e se tornou o vice-governador do Egito, livrando aquela nação, e todo o mundo ao redor, da grande e terrível fome que lhes sobreveio. No fim desta lição a narrativa Bíblica descreve como ele, Jossef, testou os seus irmãos, acusando-os de furto - querendo, com isso, deter para perto de si seu irmão menor.
HAFTARÁ
A lição dos profetas referente a Parashá dessa semana, encontra-se no livro de Melahim Alef (I Reis) cap.3:15 - 4:1.

Que vocês tenham uma ótima leitura e estudo, e é claro uma ótima semana. Shavua Tov!
SHALOM ALEICHEM