domingo, 30 de agosto de 2009

Morre mais um "graudo" da política americana



















Bem, falar de política não é o meu forte. Para que fique bem claro, não gosto de político e muito menos de política, apesar de reconhecer que todas as grandes decisões partem das mãos deles. A faca, o queijo, a goiabada, e tudo o mais que precisarem para uma "grande refeição" estão mesmo nas mãos da politicagem mundial.
E para "homenagear" esta grande classe, a notícia que estampou e tomou conta de todos os jornais nessa semana que passou foi a morte do senador Edward Kennedy. Mais conhecido em nosso meio como Ted Kennedy, ele foi vítima de um tumor cerebral aos 77 anos, encerrando assim a saga que dominou a política americana por quase 5 décadas.
Todos os seus outros irmãos tiveram uma morte trágica. Só para ilustrar:
O mais velho morreu em um desastre de avião durante a segunda guera mundial. Em 1963 John Kennedy, então presidente dos Estados Unidos, foi assassinado por um atirador de elite, diante de várias câmeras do mundo inteiro que acompanhavam um desfile em carro aberto no Texas. Já em 1968, Robert Kennedy, conhecido como Bob, também foi assassinado em um hotel em Los Angeles, quando fazia sua campanha no partido democrata para tentar concorrer á Casa Branca. Um ano depois o patriarca da família, Joe, morre de acidente vasculhar cerebral. E por ai vai...
Para saber mais sobre as tragédias da família Kennedy, acesse:(copiando e colando no explorer)
http://74.125.113.132/search?q=cache:wkj92Q5OtJ8J:www.zerozen.com.br/zzfiles/zzfileskennedy.htm+trag%C3%A9dias+da+familia+Kennedy&cd=5&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&lr=lang_pt<

Para você que gosta de política ou pretende se aprofundar no tema, estude a carreira política desse homem, pois além de ter sido o último dos Kennedy a ter obtido relativo sucesso, também foi considerado a alma do partido democrata(se é que isso significa alguma coisa...). Acesse:(copiando e colando no explorer) http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u615018.shtml<

Se ele deixou algum outro legado ou bom exemplo alguém do poder se encarregará de prestar melhores homenagens, escrevendo livros, biografias, criando praças, museus e bustos com o seu nome. Para quem é defensor de Israel, como eu, o fato mais marcante foi que ele sempre se comportou como um bom aliado da nação Judaica. Well, então que Ted e todos os seus descassem em paz.

TORÁ OR (Torá de Luz):
Na parashá(porção) dessa semana, chamada KI TETSÊ(quando saires), lemos e estudamos várias recomendações, vários preceitos, vários ensinamentos e juízos do Eterno para com o povo de Israel antes deste adentrar na Terra Santa. Esta porção começa com a recomendação para quando o povo for lutar contra os inimigos, e termina lembrando a nação Israelita para não se esqueçer de apagar a memória de Amalec de debaixo dos céus.
LEIA, ESTUDE, PESQUISE, QUESTIONE, INDAGUE, APRENDA, E... DÊ UM PASSO DE CADA VEZ.


SHALOM ALEICHEM

sábado, 22 de agosto de 2009

Aos leitores deste blog...

Após longas postagens, sobre dois livros (romances de ficção) escritos por mim, sinto chegado o momento de fazer uma pausa. Não uma pausa nas postagens, mas uma ligeira interrupção das apresentações literárias que vinha fazendo. Esta pausa servirá como um intervalo, um tempo, para que eu possa escrever outros livros sem qualquer tipo de pressão, para novamente vir á por no blog e continuar expondo meus trabalhos.
Acho que não preciso aqui descrever que um bom livro, um bom romance, não se faz todos os dias e toda hora. É preciso muita pesquisa, muito trabalho e alguns anos de dedicação. Estes dois romances que procurei apresentar no blog tomaram-me 4 anos de intenso envolvimento como escritor.
Mas não vá achando que desisti ou arredei o pé.
Esta interrupção também servirá para que eu possa explanar sobre temas atuais e relevantes em nosso dia-a-dia e em nossa sociedade, e porque não dizer, abordar temas significativos á respeito de coisas que acontecem ao redor do mundo inteiro. Farei como os colunistas dos nossos jornais habituais. A cada nova semana um novo tema. Sempre atual, irônico, rebelde, com ilustrações e ensinamentos baseados naqueles que detém a grande sabedoria.
Enquanto isso estarei aqui pesquisando, me inteirando, escrevendo e preparando outros romances.
SHALOM ALEICHEM

domingo, 16 de agosto de 2009

"PROJETO 666"


Trecho do livro: "Projeto 666"
O Q.G. funcionava somente no quarto andar da edificação. Este pavimento era dividido em duas grandes salas totalmente reformadas e preparadas com os mais altos materiais para execução tecnológica de ponta. Nesse mesmo andar ainda havia os alojamentos com camas, armários e TV, além de banheiro e refeitório para hospedagem dos cientistas. No mais os outros andares do prédio estavam totalmente abandonados, sujos e com restos das antigas instalações, totalmente desativado.
Sem se importar, por fazerem seu trabalho em um esconderijo, os cientistas se preparavam para lançar a novidade do século. Durante longos anos vinha-se testando e aprimorando um chip implantado em um ser humano. Portanto agora faltava pouco para que o mundo viesse a conhecer o “projeto 666”.
- Agora faça outros ajustes para alterar o comportamento da cobaia.
- Mas eu já emiti esses comandos. Só estou esperando outra resposta. - Argumentou Patrick Miller, o cientista responsável, diante de um monitor com acesso direto ao chip fixado no cérebro da cobaia.
- Então repita o procedimento!
- Mas...
- Não discuta! - Larry Stuart, gritou como de costume, interrompendo seu companheiro, - Faça o que eu te mando! Já se esqueceu que temos de testar toda a profusão e alcance deste sistema?
- Não, não me esqueci.
- Então siga as minhas instruções. Nós não podemos perder mais tempo. Lembre-se sempre de que essa cobaia é o nosso brinquedinho favorito. Tudo deve funcionar como estava pré-estabelecido.
As paredes da sala principal, onde o chip de implante em seres humanos era aperfeiçoado, tinha um revestimento de material totalmente maciço. Este recobrimento de chapas de aço impedia a passagem de qualquer tipo de som, e ao mesmo tempo dava um tom futurista ao local. Com isso este recinto parecia sombrio e escuro, por causa do tom acinzentado que prevalecia nas paredes e no teto. As pequenas lâmpadas de suporte que ficavam sob as mesas tinham claridade insuficiente para iluminar todo o ambiente. Os profissionais que ali trabalhavam lhe davam o apelido de sala negra, ou sala escura. O sistema de ar condicionado do Q.G. servia para aliviar o ar carregado. Não havia nenhuma janela como na sala anexa. O que se via apenas eram dutos ligados ao sistema central, protegidos por telas para a condução da entrada e saída de ar. A disposição dos móveis dava-se de forma octogonal, devido ao formato do prédio atender á essas especificações, com uma mesa para o chefe posicionada bem no centro e as demais posicionadas ao redor. O único acesso até esta sala era feito através de um elevador que subia direto do térreo até o quarto andar, e era guarnecido por escoltas armados e bem treinados que impediam a passagem de estranhos. Uma porta lateral, vigiada dia e noite por um outro guarda do lado de dentro, só era aberta para permitir a entrada de visitantes autorizados. Os cientistas estavam totalmente enclausurados. Eles eram proibidos de sair dali.
Já na sala ao lado de onde Larry e Patrick executavam os comandos do chip, alguns outros tipos de ensaios tecnológicos, todos á base de nano-experimentos, em escala milimétrica, estavam em fase de conclusão também. Neste lugar, chamado de sala anexa, cientistas de várias nacionalidades trabalhavam incessantemente. A sala era da mesma forma lacrada e bem protegida, por causa do isolamento nas paredes e nas janelas. Havia apenas uma pequena escotilha gradeada que ajudava na circulação do ar e mais o sistema de ar condicionado central. As mesas ficavam espalhadas no amplo espaço físico do ambiente e continham alguns dos monitores e teclados mais avançados, já produzidos até então. Além disso, os materiais dos cientistas, tais como almofariz com pistilo, balão volumétrico, condensador, dessecador, funil de separação, microscópios eletrônicos e tubo de ensaio, entre outros, estavam por toda a parte, fazendo deste ambiente um excelente lugar, com condições apropriadas para o desenvolvimento dos experimentos científicos. A luminosidade desta sala, diferente da sala principal, era feita através de grandes lâmpadas brancas, presas no teto, que permitiam uma claridade cintilante e até mesmo ofuscante para que os especialistas pudessem desenvolver com precisão o minucioso trabalho. Apelidada de sala branca, este anexo era parte importante desse desenvolvimento, pois muitas das próximas descobertas da ciência estavam sendo criadas ali.
SHALOM ALEICHEM

sábado, 8 de agosto de 2009

"PROJETO 666"


Trecho do livro: "Projeto 666"
- Vocês viram as últimas notícias que a CNN transmitiu ontem?
Instantaneamente a conversa sobre mulheres cessou. As piadas e os risos tiveram de ser interrompidos também. A pergunta era subjetiva, sem direção e imprecisa. Mas sobre o que ele estaria falando? Quem teria assistido TV na noite anterior? Será que esse doido esqueceu-se de que ontem tinha sido Sábado? E que geralmente nos Sábados as pessoas saem á procura de diversão? Então Jefferson e os outros rapazes balançaram suas cabeças negativamente. Roy, o mais atrevido deles, ironicamente disse:
- Não, ninguém viu! O que foi que deu na CNN? Gostaria tanto de saber...
Otto não se abateu e tornou a indagar:
- Vocês ainda não sabem da ultimas novidades tecnológicas?
Mas que sujeitozinho tonto esse! A gente aqui, falando de mulher, convencendo ao anfitrião para voltar a boa forma e ele vem querer falar logo de tecnologia? Essa não! Pensou Roy, mas evitou falar para não ofender o amigo.
- Ah, pensei que era sobre algum acidente de avião... - Brooke Marjory, filho de Ronald e Linda, disse em tom irônico também.
- Ora Otto, diga logo o que é. Não está vendo que nenhum de nós assistiu televisão ontem! - Jefferson disse, fazendo pouco caso do que seu amigo tinha á dizer.
Imediatamente ele ficou corado de vergonha e a voz travou.
Otto Sampson tinha idade semelhante á de Jeff e dos demais. Ele estava prestes a se formar e possuía uma condição financeira e profissional melhor do que a de qualquer um daqueles rapazes ali. Tinha herdado os negócios do pai. Assumira responsabilidades prematuramente e já respondia pelos negócios e pagava as contas da grande casa que dividia com a mãe. Talvez fosse por isso que sempre o esnobavam, dizendo:
“Você é filhinho de papai!” ou “seu riquinho de uma figa!”.
Ainda assim Otto insistia em ter amizade com aqueles pobretões.
Morando em uma excelente e ampla casa, numa área nobre da Avenida Kearny, e que se situava dentro de um condomínio de alto luxo, distante poucos quilômetros da casa onde Jeff morava, Otto tinha tudo que um jovem americano desejaria ter. Era filho único, tinha seu próprio quarto, carrões e dinheiro para gastar em que quisesse. E para corroborar ainda mais a diferença de classes entre eles, havia ainda o seu jeito de c.d.f., ou de estudioso, como o chamavam na sala de aula e que ainda persistia na faculdade. Mas isso era apenas porque Otto gostava de se manter informado. Ele era um desses típicos rapazes que sabia tudo ou quase tudo á respeito de programas de TV, principalmente noticiários. Normalmente costumava ficar acordado até as três ou quatro horas da madrugada para saber das novidades ao redor do mundo. Tinha também em sua suíte particular uma tremenda coleção de livros e revistas científicas empilhadas na estante. Além disso, colecionava jornais e fotos sobre diversos outros assuntos interessantes. Sendo assim mantinha-se atualizado com as novidades do mundo da ufologia, da eletrônica, da mecânica e principalmente da informática. A leitura também era um hobby muito apreciado por ele. Portanto o jovem Otto gostava de se manter “antenado” com os acontecimentos, e isso incomodava os menos estudiosos.
- Diga alguma coisa cara! Por acaso o gato comeu a tua língua! - Disse Roy, ao perceber que Otto não tinha se manifestado perante o pouco caso que Jeff tinha feito.
Novamente ele preferiu manter-se quieto a fim de que esquecessem aquele tema e principalmente sua presença.
Roy Smith, o mais abusado daquele grupo de amigos, exibiu um maroto sorriso e catucou o já sem graça Otto com mais uma indesejada zombaria:
- Cara, se você concluir o que começou a falar, e que acabou interrompendo o nosso assunto preferido, eu vou sair com você amanhã para arranjar uma namoradinha lindinha. Ela vai ser cheinha como um balão e com cabelo de fogo igual ao seu, valeu?
Os outros então riram á reveria. Subitamente tinha ele se tornado motivo de chacota daquela festa. Mas ainda assim Otto tentou tomar forças para dizer o que queria. De certa forma ele sofria com preconceitos da turma por ser gordinho e de cabelo ruivo. Mas naquele momento não era sua aparência que o prejudicava. Como já tinha iniciado e gerado curiosidade não podia parar por ali. Quem sabe se contasse o que sabia conseguiria o respeito de volta?
- O noticiário da CNN divulgou que cientistas de várias partes do mundo estão desenvolvendo uma tecnologia de implantação de chip em seres humanos para controlar o mundo muito em breve! - Finalmente disse com persuasão e entusiasmo, mesmo tendo ciência do pouco caso, e do bobo que virara.
SHALOM ALEICHEM

sábado, 1 de agosto de 2009

"PROJETO 666"


Trecho do livro: "Projeto 666"
O escritório começava a receber algumas ilustres presenças. Mesmo sendo um dia em que não havia expediente, os primeiros parlamentares e empresários adentravam o saguão principal, tomavam os elevadores para se dirigirem ao 6º andar do prédio. Uma estranha movimentação de carros e convidados agitava a tranqüila Rua Hinley, no bairro de Astória, em Nova York, naquela noite. A cada minuto novos homens do poder iam chegando e fazendo o mesmo. Eles estacionavam seus carros no estacionamento subterrâneo, cumprimentavam os guardadores e seguranças e seguiam para o andar específico do edifício. Devagar, representantes de diversos governos do mundo, que se encontravam de passagem pelo País, também chegavam para esta reunião extraordinária.
O que estes poderosos estariam planejando? Porque tantos deles, em uma noite calma, estavam seguindo para o mesmo endereço? Alguns moradores, das sacadas de seus prédios poderiam estar fazendo estas e outras indagações sem ao menos terem idéia da resposta e do que aquilo tudo significava. Mas eles chegavam discretamente, sem chamar a atenção de quase ninguém.
Assim que os últimos convidados foram recepcionados, receberam orientação para que subissem e se encontrassem com as outras importantes personalidades da política e dos negócios americanos. Parecia que todos eles tinham um urgente assunto á discutir. Cada um havia recebido um repentino e urgente telefonema. Era nítida a inquietação e agonia deles. Dois políticos, extremamente nervosos e com estreita amizade com o responsável por esta convocação, conversavam enquanto cruzavam os corredores que davam acesso para o escritório:
- O que será desta vez? - Indagou um deles.
- Não sei... - Respondeu o seu companheiro de plenário, demonstrando que estava indignado por ter tido de interromper seu jantar em família para estar ali. - Ele não me parecia nada bem quando falou comigo.
- Sei... Será que as coisas estão saindo fora dos trilhos?
- Rezemos para que não.
- Mas e se houver alguma falha agora?
- Não haverá falhas. Lembre-se de que foi ele mesmo quem induziu á todos nós neste negócio. Se algo der errado, o pescoço de todos nós estará na guilhotina!
Do lado de fora a rua principal se encontrava quase que deserta. Pouquíssimas pessoas transitavam nas calçadas. Os semáforos fechavam e abriam sem sequer que alguma fila de carros se formasse. A noite estava amena e agradável. Tudo estava muito tranqüilo e sereno. Lá dentro as limunises e os carros oficiais, com seus devidos batedores, se avolumavam e se espremiam nas vagas. Ao lado havia um terreno baldio, e que recentemente tinha sido reservado, ou adquirido, para aquela ocasião. Mas ainda não tinha dado tempo de aprontá-lo. Sendo assim, um atrasado convidado reduziu a velocidade diante do número 666 daquele terreno, em seguida parou em frente do prédio, deu seta, e entrou com seu carrão preto no estacionamento oculto no subsolo e estacionou em uma das poucas vagas que ainda permanecia vazia.
SHALOM ALEICHEM

sábado, 25 de julho de 2009

Quer adquirir um diferenciado romance?


Livros:
Quem és tu Domingo? Romance religioso Medieval, baseado em fatos reais - a maldade da religião em tempos de ignorância
Projeto 666 Romance contemporâneo - a visão da ciência e da Igreja sobre implantes de chip em seres humanos

Estes livros, por enquanto, podem ser adquiridos das seguintes formas:
Em CD = o valor ficará entre 45,00 e 50,00, dependendo da cidade e do custo de correio.
Em ofício = o valor ficará entre 100,00 e 120,00, dependendo dos custos de impressão.
Em e-mail = o valor ficará em 45,00
Em News Letters = valor á combinar, pois o interessado poderá adiquirir alguns capítulos (5 no mínimo), recebendo por e-mail ou CD, e ir comprando o restante aos poucos.
Entre em contato pelo e-mail: marcosshabat@oi.com.br ou se preferir ligue: (21) 2743 6133 e peça já o seu.
LEMBRANDO SEMPRE QUE ESTES LIVROS ESTÃO REGISTRADOS NO EDA(escritório de direitos autorais), E TAMBÉM JÁ ESTÃO SENDO ANALISADOS POR ALGUMAS EDITORAS PARA POSSIVELMENTE SEREM PUBLICADOS.

SHALOM ALEICHEM

domingo, 19 de julho de 2009

LIVRO: "PROJETO 666"


TRECHO DO CAPÍTULO 1
- É mesmo. Tinha tempo que não vinha para esses lados. - Respondeu o outro, assim que se serviu de um salgadinho que era oferecido pelo anfitrião.
Na verdade a casa de Jeff e de sua esposa ficava na parte de cima da casa de seus próprios pais. A residência ficava posicionada em uma rua calma, com poucos bares e comércio, e com localização frontal para o belo parque da cidade. Possuía um baseman, um quarto-sala na base ou fundação da casa, com acesso através de uma escada e mais dois andares. Geralmente este primeiro pavimento ficava vago para que os pais de Jeff pudessem alugar á certos imigrantes por um preço accessível. No segundo piso moravam os pais de Jeff e no último residia o jovem casal. A casa propriamente dita tinha revestimento impermeabilizante contra chuva, isolamento de tela nas janelas e uma varanda virada para a parte de trás. No mais o terreno possuía espaço para dois carros na frente, um pequeno quintal com gramado nos fundos e cercas ao seu redor. A parte que cabia ao casal lhes servia perfeitamente, mesmo sendo de um único quarto, já que eles ainda não tinham filhos. E era ali, naquele curto espaço, com cozinha conjugada com a sala, que recebiam os amigos.
Jefferson e Dayse formavam um jovem e bonito casal que curtia os primeiros anos de laços matrimoniais. A diferença de idade entre eles era de apenas dois anos. Como não haviam celebrado o primeiro ano de união, nesse ano fizeram de tudo para que a data não passasse em branco. Convidaram á todos que puderam. Compraram bastante comida e bebida. Alguns amigos da época de colegial haviam comparecido. Velhos amigos, com histórias e vidas em comum.
- E então, quando é que vocês terão filhos? - Indagou uma amiga do casal, servindo-se do refrigerante que estava na geladeira.
- Sandy nós ainda não pensamos á respeito. Jefferson nem se formou e meu emprego não é suficientemente bom para aumentarmos o número da família. - Respondeu Dayse O’Neill com ar tranqüilo, encostada no balcão da cozinha, despejando também um pouco de refrigerante em seu copo.
Elas conversavam distantes dos demais convidados da festa. Os assentos da sala estavam tomados e alguns deles preferiram ficar do lado de fora, nas escadas.
- Eu sei, mas um casal precisa ter filhos o quanto antes. O que os pais dele dizem?
A anfitriã fez uma cara engraçada, demonstrando não gostar muito da idéia de ser mãe, mas ainda assim respondeu ponderadamente:
- Os pais dele pensam da mesma forma que nós. Dizem que somos muito jovens e que primeiro precisamos nos firmar no mercado de trabalho. Enfim, é cedo demais para termos um bebê.
- Mas veja bem, eu e meu marido casamos quase na mesma época de vocês e já temos dois filhos! - Disse Sandy Smith, referindo-se ao marido Roy e aos pequenos filhos que tanto amava.
- Eu sei Sandy, mas o caso de vocês é diferente. Você...

CIÊNCIA E RELIGIÃO por José Luiz Goldfarb:
Dentro dos marcos das descobertas da história da ciência é possível pensar novas formas de diálogo entre o pensamento religioso e o pensamento científico na atualidade, especificamente na questão da idade do universo, que é sem dúvida um dos desdobramentos do debate criacionismo x evolucionismo, tema desta edição da ComCiência. Veremos que se abrindo o diálogo, surpreendentes possibilidades aparecem.
Qual a idade de nosso universo? Nos últimos anos as revistas de divulgação científica apresentam resultados indicando que a cifra inicialmente anunciada, 15 bilhões de anos, talvez seja demasiada alta, e que o universo, desde o big-bang até nossos dias, não teria mais que 12 bilhões de anos. De qualquer maneira, não há dúvida de que os números da ciência apontam para uma cifra bastante grande, muito difícil de se imaginar. Nossa mente está habituada com dezenas de anos, séculos e no máximo milênios. Bilhões de anos é algo muito estranho para nosso raciocínio mais imediato. Mas isto não é um aspecto isolado no conhecimento científico: muita coisa na ciência foge à nossa compreensão mais imediata das coisas. Para tomar uma ilustração diametralmente oposta pensamos na ciência dos átomos e seus núcleos que descrevem processos hiper-rápidos, como isótopos de certos elementos químicos que têm uma vida média de 10 a menos nove segundos, é dizer, 0,000000001 segundos. Dá para imaginar um tempo tão pequeno? Pois os físicos e químicos não só imaginam esses tempos superpequenos como estudam em detalhes esses elementos e seus processos nucleares.
SHALOM ALEICHEM

quinta-feira, 16 de julho de 2009

LIVRO: "PROJETO 666"


SINOPSE:
Uma criança, ao nascer, é escolhida aleatoriamente pelo chefe da equipe médica, e levada á uma outra ala da maternidade, mas sem conhecimento dos pais, para fazer parte de uma experiência científica revolucionária e aterradora. Com os equipamentos e pessoal necessários já previamente prontos tem-se então o início de uma nova fase da ciência moderna.
A inovadora pesquisa consiste em implantar um potente microchip na cabeça deste bebê, através de uma minúscula incisão, para que os cientistas possam controlar todos os seus sentimentos, ações, desejos e emoções. Dessa forma todas as atividades cerebrais passam a ser desempenhadas não mais pelo instinto e vontade humano, mas sim por comandos eletrônicos, como pulsos e bytes, que são enviados por meio de um supercomputador. A localização deste pequeno indivíduo passa então a ser feita através de um exclusivo satélite de GPS. Todos os seus passos são minuciosamente seguidos e monitorados, eliminado assim a necessidade de vigilância através de câmeras. Este intrincado plano é comandado e gerenciado por engenheiros e técnicos que atuam em um distante e praticamente secreto quartel general. A ousadia destes ambiciosos homens da ciência sai então da ficção e dos livros religiosos e passa a fazer parte do cotidiano da vida de uma família comum dos Estados Unidos.
Batizado de “projeto 666”, o chip de implantes em seres humanos faz certa alusão ao controle total descrito no livro da Apocalipse. Onde o grande líder, chamado de Anticristo ou a Besta, domina o mundo inteiro marcando as pessoas com um sinal na mão ou na testa. Segundo as escrituras somente os que possuem este sinal podem então comprar ou vender.
Só que esta nova criação da ciência pretende ir ainda mais além do que apenas gerar supostos adoradores voluntários. Usando os comandos, atuação e o domínio deste poderoso chip, os cientistas projetam um futuro bem mais sombrio para a humanidade, já que o objetivo é fazer com que a liberdade de expressão e de escolha seja totalmente extinta da face da terra. Segundo eles, depois de feitos os testes na cobaia, culminando com a aceitação e introdução do sistema pela humanidade, todos passarão a agir como meros robôs. A vontade própria deixará de existir e o que teremos então serão apenas corpos humanos obedientes e submissos em tudo. Pois a partir desse momento quem decidirá o que pensar e o que fazer será a máquina. Então esses novos adoradores, dotados deste equipamento, se integrarão definitivamente ao grupo deste...

CIÊNCIA E RELIGIÃO por José Luiz Goldfarb:
No entanto, os estudos que desde a segunda metade do século passado vem sendo desenvolvidos na área da história da ciência demonstram que apesar das tensões já mencionadas, a origem da modernidade foi marcada simultaneamente por um intenso diálogo e intercâmbio entre ciência e religião. Um caso exemplar é o pensamento de Isaac Newton que investigado em profundidade a partir da leitura de centenas de manuscritos e de correspondências, mostrou-se uma interessante síntese da nova ciência nascente, e correntes herméticas como a alquimia e a cabala, além de diversas influências do pensamento teológico. Através de muitos outros estudos enfocando centenas de outros precursores da modernidade, a história da ciência indicou que as origens da ciência moderna dependem muito menos de um rompimento entre ciência e religião, como o paradigma da modernidade quis ensinar, do que um intenso e profícuo diálogo que moldou os caminhos da modernidade.

SHALOM ALEICHEM

sábado, 11 de julho de 2009

LIVRO: "PROJETO 666"


TRECHO DO LIVRO(comentário introdutório):
Estamos presenciando grandes acontecimentos, e ao mesmo tempo, o surgimento de novidades tecnológicas no mundo inteiro. No ritmo que estamos avançando, em breve, o mundo definitivamente se transformará.
A globalização, a criação do G8 (grupo dos Paises mais ricos), a inauguração da moeda única na Europa, o dinheiro digital, a internet, o aquecimento global, a clonagem, o efeito estufa, a reciclagem do lixo e a descoberta de outras fontes de energias, principalmente as renováveis, são algumas das novas expressões com que o ser humano moderno vem tendo que se acostumar a ouvir e até usar para prosseguir nessa incansável mutação e evolução da vida. Por mais incrível que possa parecer algumas destas inovações da ciência até já fazem parte do nosso cotidiano á algum tempo, e se tornaram tão banais, que nós mesmos nem nos importamos mais com elas. Um exemplo clássico disso é o código de barras, que quando surgiu levou grande parte da população a pensar que seria uma espécie de marcação do ser humano, assim como o fazendeiro marca seu gado para diferenciá-lo dos outros rebanhos. Só que ao invés de termos recebido um sinal definitivo do nosso “dono, senhorio, demônio ou que seja lá o que for” a vida ficou foi mais facilitada, ágil e dinâmica. Este código de barras na verdade tornou-se o DNA de cada produto ou serviço. Todas as informações ficam em um banco de dados empresarial, desenvolvido através de um software específico, e quando lidas por um leitor óptico tem-se então na tela de um monitor todas as descrições relativas.
Como parte desse constante avanço tecnológico uma das ultimas palavras em termos de novidade é o chamado implante de chip em seres humanos. Diversas experiências com este micro-elemento surgem a cada dia. Existem também, atreladas á este micro-chip, os nano-dispositivos, ou a ciência da nanotecnologia, e as suas mais diferentes e novas formas de utilização para melhoria da vida humana. Portanto...

CIÊNCIA E RELIGIÃO por José Luiz Goldfarb:
Interessa o diálogo ciência e religião? Para muitos a questão é simples e nem requer muita reflexão: ciência lida com o mundo objetivo, utiliza a razão e a experimentação; religião lida com o mundo espiritual, utiliza a fé e a ritualística. Ponto final. Distintas formas de ação do ser humano com características próprias e independentes. As fronteiras são claras, não há em verdade a necessidade de disputas pois os domínios da ciência e da religião não se encontram nem se desencontram: simplesmente não se comunicam.
Sem dúvida a imagem do parágrafo anterior pode ser considerada o paradigma de nosso tempo. Depois de séculos de disputas, encontros e desencontros, quando presenciamos a violência (até física) de variadas formas de inquisições religiosas (cristãs, judaicas, islâmicas) opondo-se à livre especulação e observação da natureza da ciência, seguida do contra-ataque iluminista que marcando o despontar da modernidade, quis eliminar toda a metafísica, para consolidar o domínio da ciência; nasce afinal um pacto de convivência pacífica entre as duas mais poderosas formas de expressão que a humanidade já experimentou. A ciência e a religião deixam de confrontar-se pois não há mais o diálogo. Cada qual cuida de sua área de influência. Em linhas gerais, este pode ser indicado como o quadro da questão nos dias de hoje.

SHALOM ALEICHEM

sábado, 4 de julho de 2009

A união faz a força


Falar de união em tempos tão difíceis, em tempos tão trabalhosos, em tempos que o ser humano olha apenas para o seu umbigo, me parece uma tarefa um pouco árdua.
Costuma-se ver este tipo de cooperação e interação mútua nos esportes coletivos. Uma equipe, um time ou uma seleção, para ir bem, depende que cada participante se envolva e se doe ao máximo. Então, unidos, se tornam praticamente imbatíveis. Na ação social, quando ocorre alguma trajédia ou catastrofe, da mesma forma vemos a participação popular engajando-se em fornecer roupas, remédios e comida para os desabrigados. Dai a dor da perda é amenizada pelo amor do próximo.
Mas será que só isso basta?
Será que apenas ver times competitivos, de jogadores que jogam pelo mesmo escudo ou assitir atos de caridade de estranhos para com aqueles que perderam familiares e a própria casa é realmente demonstração de que a humanidade está unida?
Qualquer um sabe muito bem que juntos somos mais fortes. De cor e saltiado cada pessoa também sabe que unidos, entrelaçados, de mãos dadas, em um ato de fé e de compaixão podemos fazer muito mais do fazemos sozinhos. Mas o ser humano, por causa das suas diferenças ideológicas, filosóficas, religiosas e culturais, tende a viver separado.
Mas por que insitimos em agir assim, de maneira isolada?
Por que, parafraseando uma música, cada um é uma ilha, a milhas e milhas de qualquer lugar?
Os descrentes nessa hora até zombam dizendo: "A união faz é açucar"...
Ou quando muito repetem um velho ditado: "Cada um por si e Deus por todos"...
Desde os primórdios o homem se uniu aos seus semelhantes para construir cidades, fortalezas, castelos, reinos e impérios. Todos os grandes feitos da humanidade só foram realizados ou concretizados porque tiveram a adoção e a participação coletiva.
PARA PENSAR: Que esqueçamos as diferenças, sabendo que o que nos une é muito maior do que aquilo que nos separa.
Que essa não seja apenas mais uma frase de para-choque de caminhão.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Partindo o restante do alimento que ainda havia em suas sacolas, virou-se para distribuir com os seguidores de Francisco. Eles agradeceram acenando com suas cabeças. Abismado que ficou, foi logo dizendo:
- Vejo em vós como se fora o meu início. Também observo que tendes muita dedicação em mortificar a vossa carne de seus corpos. Admiro quanto amor vocês demonstram estar empregando na causa Divina.
Fez uma ligeira pausa e depois prosseguiu:
- Também estou aqui em Roma para pedir que o Papa me conceda a permissão de fundar uma ordem... E se talvez nós, que somos companheiros e criados de um mesmo Senhor; dos mesmos negócios tratamos; os mesmos são os nossos intentos; caminhemos como se fôssemos um só e não haverá força infernal que nos desbarate.
Francisco ouvia atentamente.
- A ordem que pretendo fundar será a ordem dos pregadores. - acrescentou, estendendo a mão á Francisco, demonstrando seu lado fraterno. - E então, porque não reunimos as duas ordens em apenas uma, tornado-a mais forte, já que estamos em tão estreitos laços de amizade e intenções?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Ainda não morremos



Você conhece ou já ouviu falar de Ronald Biggs? E Nelson Mandela, você lembra dele? O que esses dois homens tem em comum? Pouca coisa, diria eu.
Breves biografias:
Ronald Biggs nasceu em Lambeth, distrito da cidade de Londres, em 8 de agosto de 1929. Ficou mundialmente conhecido por escapar da cadeia após participação secundária no roubo de um trem postal, denominado trem pagador, em 1963. Conseguiu, depois disso, passar por alguns outros Países, e acabou se refugiando no Brasil em 1970. Só saiu daqui em 2001 quando se entregou para a polícia Britânica, e hoje aos 80 anos cumpre pena em regime semi-aberto.
Nelson Mandela nasceu em Qunu, uma pequena vila rural da África do Sul, em 18 de julho de 1918. É considerado o principal representante do movimento anti-apartheid(vida separada) - regime no qual os brancos detinham o poder e os outros povos eram obrigados a viverem separados. Foi também visto como ativista, sabotador e guerrilheiro em luta pela liberdade, comandando um grupo paramilitar contra o Governo, ficando sujeito á prisão e julgamento em 1962. Após sua libertação em 1990 concorreu e venceu a eleição para Presidante em 1994. Terminou seu mandato em 1999 e voltou-se para causas sociais e para os direitos humanos. Hoje, aos 91 anos, com a saúde bem frágil, vive fora da política apenas recebendo homenagens.
Porque então falar desses homens? Porque citá-los, já que mesmo tendo inícios semelhantes tiveram na sequência da vida caminhos totalmente opostos? Respondo suscintamente.
Quando ficamos algum tempo sem ver uma pessoa nós imaginamos diversas coisas. As vezes chegamos a pensar que a tal pessoa em questão ficou rica e está viajando e aproveitando a vida á vontade. Outras vezes até imaginamos que ela se mudou e mora agora em outra cidade ou em outro País. Mas quando esse tempo de ausência se alonga demais, por anos e anos á fio, dai só conseguimos imaginar uma coisa: fulano deve ter morrido.
Pois é, isso acontece com todos nós e, para não deixar de ser, aconteceu comigo também esses dias atrás. Eu não via e nem tinha notícias dessas duas figuras públicas á muito tempo. Aliás, nem me lembro quando foi a última vez que ouvi falar em Biggs ou em Mandela. Para mim todos os dois já estavam mortos. Mas dai, acompanhando o noticiário internacional, verifiquei que não.
Pode até ser que eles estejam, por causa da idade, bem perto da sepultura, mas de forma alguma chegaram lá. Então longos anos de vida para eles!
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Eu sempre me lembro de como deixei Enzo aos cuidados daquelas bruxas. Como será que ele está depois de tantos anos, hein? - Indagou Boullon Marques ao seu filho Bonifácio, enquanto cavalgavam nas encostas procurando algum atalho para começarem a subida mais ingrime.
Eles formavam um pequeno grupo enviado pelo Papa Inocêncio a fim de sondar a área para futuras invasões militares. Faziam o mesmo trabalho que um dia Frederico Fresi realizou. Buscavam informações, confirmações de certas suspeitas e principalmente a descoberta de um possível segredo escondido naquelas bandas. A Igreja apontava para o quintal de casa. Seria ali o local de uma possível próxima cruzada? Importantes religiosos seguiam juntamente com eles. Bispos, incluindo Benedito Massandri, o espião preferido de Roma para tais assuntos, fazia parte da comitiva que enveredava pelas montanhas.
- Não acha que pelo tempo que já se faz ele talvez tenha até morrido? Ainda mais que ficou aos cuidados de bruxas... É totalmente perigoso confiar neste tipo de gente! - Disse Bonifácio, irônico.

domingo, 28 de junho de 2009

Festa de casamento


O ato de casar-se, de se juntar á um companheiro(a), de unir-se a uma pessoa diferente, de assumir um compromisso para o resto da vida, é algo realmente muito importante. É um passo decisivo na vida de qualquer um. Em qualquer cultura, em qualquer povo da terra, em qualquer nação, este é um derradeiro momento, tanto para os homens como para as mulheres. É algo sério, que envolve não só o casal como suas famílias, e até mesmo os amigos em comum.
Dizem os especialistas que o casamento é hoje uma instituição falida, dado o elevado número de separações.
Lembro-me bem do casamento de um amigo meu da época do ginasial. Ele era apaixonado pela namorada. Viviam juntos para tudo quanto era canto. Namoraram por bastante tempo. Tempo esse em que puderam se conhecer ainda mais. Suas famílias tornaram-se praticamente uma, de tão grande que era a afinidade que havia. A festa do casório foi pomposa. Dizem que gastaram uma elevada quantia - não vou dizer aqui quanto - para realizarem a cerimônia em uma afamada igreja. Tudo foi devidamente providenciado nos mínimos detalhes. A arrumação e decoração ficaram deslumbrantes. Haviam muitos convidados. Os doces e quitutes, além de terem sido produzidos em quantida assustadora, também estavam deliciosos. E o bolo então... humm... simplesmente fabuloso. Realmente foi um senhor casamento, com fotos, filmagens, carro de luxo para os noivos e tudo o mais.
Só que...
Infelizmente, para surpresa minha e de todos os colegas da classe, a noiva resolveu dissolver aquele pacto rapidamente. O divórcio foi pedido três semanas após esta linda data.
Não vou aqui culpá-los em nada. Mesmo se eles acabaram dando mais importância para a festa do que para a união em si. Se tiveram problemas de convivência, e que durante o período de namoro não veio á tona. Se eram muito novos e não estavam preparados para a responsabilidade, ou outra coisa qualquer. Nunca, nem eles e nem nós, entramos nesses pormenores. O fato é que a decepção doeu em todos. Mais neles, é claro, mas doeu também em todos aqueles que viram, desfrutaram e se deleitaram com aquela portentosa cerimônia.
Casamento não é conto de fadas. Casamento é dar as mãos e seguir unido até que a morte os separe, já dizia o mestre de cerimônia.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Pessoas elegantes eram vistos por todos os cantos da cidade. Homens da Nobreza e suas mulheres transitavam pelas acanhadas ruas do lugar. Reis e Rainhas acenavam para o povo, passando em grandes e belas carruagens. Condes e Duques também davam demonstrações de sua opulência para o pacato povo local, que em sua maioria mantinha-se indiferente com tudo aquilo. Padres e Sacerdotes, estes sim, reduzidos em número pela pouca influência da Igreja Católica na região, alegravam-se pela presença desses mesmos Nobres nas estreitas alamedas.
- Sejam bem vindos! Sigam em direção da nossa Paróquia para que possamos nos alegrar ainda mais com vossa presença, e assim façamos deste evento um grande acontecimento para todos, principalmente para Vossa Alteza. - Disse o principal Clérigo de Proulle, curvando-se, frente ao Rei Afonso que passava diante dele na mais bela carruagem.
De tudo, o que mais contrastava era justamente o lugar onde seria realizado o casamento. A Paróquia era uma construção humilde demais para tantos sublimes senhores. Além disso, não recebia uma reforma havia tempos. Seu aspecto era, por não dizer, horrível, acanhado e sujo para receber tais ilustres presenças.

sábado, 27 de junho de 2009

Entendendo o propósito Divino


Já lhe ocorreu alguma vez que sua vida está sem propósito, sem sentido ou sem razão de ser?
Essa incessante busca do ser humano, para tentar entender qual o propósito de Deus para a vida, tende a crescer e a se elevar ainda mais. Quanto mais evoluimos, quanto mais aprendemos, quanto mais coisas nos ocupamos, SE ESTAS NÃO ESTÃO CONECTADAS COM A LUZ, mais ainda nos parece faltar uma direção.
Esse tipo de deliberação, de intento, de mira, de seriedade ou de juízo, as quais o dicionário nos dão como definições para a palavra propósito, são muitas vezes determinados fora e contra a nossa vontade.
Quantas e quantas vezes achamos que estamos fazendo o correto, o melhor que podemos, e nada de bom ou de diferente nos acontece? Utilizamos nossos conhecimentos, força de pensamento, fé, coragem, mas uma lacuna insiste em permanecer aberta. Quantas vezes isso ocorre?
Entender qual o propósito Divino é uma tarefa um tanto quanto delicada. Até mesmo porque o caminho de uma pessoa não é o de outra. Somos seres semelhantes, mas não iguais. É como uma grande torre de Babel. Cada um tem o idioma que domina e no qual gostaria de se comunicar. Ou então como o Universo, cheio de estrelas, Galáxias e constelações, onde cada um daqueles planetóides tem sua função e papel específico. Cabe então ao instrutor multilingue, ao criador dos céus e da terra, Deus, falar e agir individualmente para cada um destes mesmos seres.
Saiba, porém, que qualquer que seja o seu propósito nesta vida - bom ou ruim, amplo ou reduzido, definitivo ou passageiro, justificável ou não - que UM é quem determina todas as coisas. Por mais que não o vemos ou não o entedamos ELE tem estado na frente das coisas.
Como diz um provérbio: "Há muitos propósitos no coração do homem, mas é o conselho do Eterno que prevalece."
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- O que me falta? Tudo que faço, faço pela Igreja! O que mais precisarei?
Asebes não queria ofender o já cansado e desanimado rapaz. Suas intenções eram as melhores. O potencial que Domingo demonstrara, mesmo nas adversidades, eram consideradas qualidades compreensíveis e admiradas de um santo Católico. O que acrescentar á isso?
- Não sou eu quem responderá a essa sua pergunta. Á meu ver Deus é quem lhe mostrará o caminho.
- O senhor está querendo dizer que preciso de uma prova concreta, de um sinal patente de que Deus é comigo?
Que Deus é contigo eu não tenho dúvidas, mas... Um sinal seria interessante. - Talvez nesta nossa viagem você consiga sentir ou absorver algo além. - Disse o Reitor, servindo um pouco de vinho e pães para Domingo.
- Mas eu...
- Não se exaspere mais, - disse Asebes interrompendo o afoito rapaz que rapidamente se transformava em homem, - creia que há um propósito Divino muito maior diante de ti.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O disfarçe


Um quadro que atualmente tem feito relativo sucesso na TV chama-se o impostor. Disfarçando-se de várias formas, para enganar seguranças e assim poder frequentar as festas mais badaladas á procura de famosos para poder cumprir suas tarefas, nas quais ele mesmo as chama de desafio, o tal ator mostra grande habilidade de persuasão e coragem. Auxiliado por um câmera-man e mais alguns produtores ele consegue cumprir o seu objetivo com relativo sucesso. Geralmente as metas estabelecidas são coisas banais, tais como entregar uma bola de futebol á um narrador, arrancar um fio de cabelo de uma top model, tirar uma foto ao lado de uma aniversariante famosa e assim por diante.
Mas uma coisa logo salta os olhos de qualquer um que vê esse quadro de um programa humorístico que vai ao ar em canal aberto todas as semanas: a fragilidade e a facilidade com que se "fura" um esquema de segurança.
Tudo bem, vá lá, eles estão brincando e fazendo pegadinhas inocentes com os participantes. Mas vocês já pensaram se alguém, com más intenções, resolve usar das mesmas artimanhas para praticar o terror? Que isso nunca chegue a ocorrer. Mas de qualquer forma fica aqui o alerta.
Talvez por isso que algumas tragédias já aconteceram ao redor do mundo. Basta lembrar do ataque terrorista na estação de trem de Madri. Ou da bomba que explodiu em Bali, na Indonésia. E o mais famoso de todos os ataques até os dias de hoje: o atentado ao World Trade Center.
Fatos estes que mostraram ao mundo que a segurança desses lugares não era tão segura assim. Os cuidados que os prédios e os lugares públicos recebiam, onde a frequência de público era enorme, não foram suficientes para conter a fúria e o ódio daqueles que professam e lutam pela destruição em massa.
Um disfarçe, por melhor que seja, não é perfeito. Uma capa pode cobrir o corpo, mas acabará deixando o rabo do lado de fora. Portanto é preciso não só conter e vigiar os paspalhões de plantão, mas sim cercar-se de todos os lados contra os "ratos" que se espreitam á procura de uma ou mais vítimas inocentes.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Eles haviam feito como tinham planejado. Em Turim nada realizaram de balburdia e confusão. A cidade era bem resguardada, por isso tiveram de se comportar como verdadeiros peregrinos. Agora Francesco Riva liderava um grupo de mercenários, disfarçados de Frades. As roupas adquiridas em Florença lhes caiam bem. E realmente pareciam religiosos fanáticos. Carregavam cruzes de madeira, usavam o hábito e capuz, portavam exemplares das Sagradas Escrituras e andavam pelas vielas da cidade de cabeça baixa para não chamar tanta atenção...
...Dispersando-se entre o povo, enquanto as carruagens recebiam o aceno da população, aproveitaram para se esconderem em uma taverna.
- Vamos nos distrair um pouco. - Disse o líder daquele estranho grupo de Frades, adentrando as dependências daquele público local.
Quem diria que um cavaleiro de Tívoli viajaria tanto! Chegar até Turim, mas para fazer o que? Nem eles mesmos sabiam.
A taverna tinha as paredes feitas de pedras, com colunas e travessões de madeira, e chão batido. As mesas eram enfeitadas por panos bordados com insígnias e brasões dos Nobres daquele típico lugar.
- Dê vinho para estes que cá estão comigo! - Disse Francesco Riva, apontando para Sanchez e os demais, depois que se aproximou de um balcão com tampo inteiriço, feito de tronco de árvore.
Os moradores da cidade que freqüentavam o local estranharam aqueles Frades, mas como já tinham visto muita coisa esquisita ali, deixaram os beberrões em paz sem interrogá-los...

domingo, 21 de junho de 2009

Insatisfação tem cura


"Eu tô de saco cheio dessa vida."
Tenho escutado essa frase da boca de muita gente ultimamente.
Tudo bem que não faltem motivos para que uma pessoa se expresse dessa maneira, mas venhamos e convenhamos nem tudo é ou está tão ruim assim. Claro que a rotina, o tédio, a falta do que fazer, a falta de dinheiro, os problemas do cotidiano, os sonhos que nunca se realizam e a falta de expectativa, entre tantas outras coisas, colaboram e muito para que cheguemos á esse ponto.
Desanimar, ficar abatido, triste e insatisfeito são caóticos sentimentos que volta-e-meia nos envolvem. Muitas vezes esse acúmulo de fatores negativos nos deixam deprimidos e derrotados.
O que fazer para mudar esse quadro?
Não sou psicólogo, psiquiatra e nem psicanalista, mas posso afirmar que para todos esses males á uma saída. Para que seu humor e otimismo voltem recomendo algumas coisas:
1º- Evite pensar em coisas que te deixem para baixo;
2º- Procure fixar-se naquilo que lhe traz alguma alegria pessoal;
3º- Leia, ouça e converse sobre coisas boas e de alto astral;
4º- Pratique boas ações;
5º- Insista com os quatro itens acima citados, pois o resultado desejado logo virá.
Por fim recomendo dois bons livros que lhe ensinarão ainda muito mais. São eles:
O PODER DA CABALA - De Yehuda Berg
THE SECRET - De Rhonda Byrne
Ótima leitura.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Ele não era um Cardeal influente. Particularmente eu não o conheço, mas se chegou até aqui é porque deve ter qualidades. - Respondeu um outro Cardeal que havia vindo de Milão para a clausura.
Frederico Fresi era um dos Clérigos mais insatisfeitos de todos. Encostado em uma pilastra, quase escondido na sacada da Basílica, coçava a sua barba branca, fazendo uma cara de poucos amigos. Assistindo a posse de Inocêncio III sentia um aperto no coração.
- O que foi Frederico, não está feliz com o novo Papa? - Perguntou Jacques de Vitry, achegando-se para perto dele.
Receando que suas palavras pudessem ser mal interpretadas, Frederico Fresi negou o fato balançando a cabeça, sem dizer uma palavra sequer.
- Sabe às vezes me pergunto se este que agora recebe a ovação do povo não será capaz de implantar mais guerras, reformas e leis absurdas para os devotos e, por conseguinte, para o Clero como um todo. - Desabafou de Vitry.
Engraçado, isso é o mesmo que estou pensando... Pelo que soube seu voto foi nele... Que escolha terá sido essa? Pensava Frederico sem dizer uma única palavra ao Bispo de Vitry.
- E então, o que acha?

sábado, 20 de junho de 2009

........................é a voz de Deus


Gostaria de sugerir novamente - pois já fiz isso em uma outra oportunidade - que as prefeituras criassem uma espécie de bancada de opinião popular para que os menos favorecidos também pudessem expor seus anseios e desejos. Sei que uma medida dessa precisa ser muito bem estudada para que não gere ainda mais problemas para o município e nem para os governantes. Mas isso - uma bancada democrática para sugestões e reclamações - poderia ajudar ao povo, além dos maiorais, para que conduzissem suas cidades num caminho mais próspero e igualitário. Afinal de contas, segundo diz o ditado, a voz do povo é a voz de Deus.
Mas talvez aquele antigo lema de liberdade, igualdade e fraternidade estava "batido" e não sirva como base de mais nada em nossas sociedades. Só que digo: se não há preocupação em se governar para a maioria - pois essa maioria é formada de pobres - de que adianta então governar?
As pessoas que são colocadas no poder tem que ter uma só coisa em mente: elas estão lá para representar o povo. E dar voz de opinião para este mesmo povo é uma das muitas maneiras que há de fazê-lo existir.
De quem têem medo?
Administrar o dinheiro público é também dar satisfação para este mesmo público.
O que querem continuar escondendo?
Transparência e lisura devem ser virtudes de um homem público.
Portanto não devem temer ou esconder nada.
Não há como ajudar todo mundo? Não há emprego para todos? Não há saúde, transportes, habitação e saneamento para toda a comunidade? Gerir e comandar um município, um Estado ou um País é muito pior do que gerir a própria casa? Tudo bem, nós até entendemos. Mas então dê voz aos seus eleitores. Entre eles há aqueles de cabeça pensante, que com toda certeza encontrarão respostas e soluções para os problemas mais sérios do meio em que vivem.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
-... Desde quando eu era pequeno, ainda no colo de minha mãe, admirava a forma com que os poderosos utilizavam-se da posição e poder para dominar aos demais. Depois cresci um pouco e continuei vendo que os pobres persistiam em existir com aquelas crendices. Eu os ajudava, mas sempre os quis longe de mim. Ao mesmo tempo em que isso ocorria observava como outros credos ploriferavam-se em nosso meio. Tenho ódio dos Marranos desde essa época, pensou, e em seguida acrescentou. - Não podia ser assim. Á meu ver esse não era o jeito certo de se fazerem as coisas. Os mais inferiorizados não deveriam ter opinião.
Fez uma pausa para mudar de posição. Ele estava sentado á muito tempo. Com dificuldade, pôs-se de pé, devido sentir câimbras. Depois disso continuou:
- Quando cresci ainda mais, mudei um pouco, quero dizer, resolvi defender os mais necessitados por achar que deles era o Reino dos céus. Evito pensar em fazer uma reconciliação com famílias de Marranos, eles fazem parte desta maldita casta, refletiu novamente enquanto prosseguia em seus argumentos. - Durante todo esse tempo avancei assim. Mas agora percebo que as autoridades dos Reis e dos grandes Sacerdotes é que fazem o papel de Deus na terra. Deles provém o dinheiro, deles emana o trabalho, deles também deriva as terras para o plantio. Diego de Asebes sempre me falou á respeito. Hoje percebo que estava certo! Pense. O que os pobres têem na vida? Nada, talvez o sonho. De que adianta terem opinião? Ora Conrado, meu coração se enche de alegria quando vejo os pobres se alimentando, mas ao mesmo tempo sei que nada fazem para merecer o alimento. Se pudesse faria com que hereges e pobres se comportassem como ovelhas em um aprisco; mudas e submissas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Olhando sempre pelo lado bom das coisas


Ser otimista nos dias de hoje é virtude. Ser otimista mesmo com as coisas todas "caindo" e "despencando" ao redor ai sim é virtude ainda maior.
Um homem foi assaltado. Ao ser entrevistado, após ter passado o susto, ele narrou mais ou menos assim a sua experiência:
"Bem, eles me assaltaram, mas me deixaram vivo. Levaram meu dinheiro, mas ainda bem que eu não tinha muito naquela carteira. Me fizeram ameaças, mas não passaram de ameaças. E agora estou aqui, feliz em ter escapado ileso da ação daqueles homens, que á partir de hoje terão que viver fugindo para não serem presos por causa do ato que cometeram."
Isso ilustra bem a ótica e o ponto de vista de um otimista. Mesmo tendo sido assaltado não ficou lamentando e ainda teve motivos para se sentir um felizardo.
Tirar proveito de situações drásticas e tristes não é algo fácil. Sorrir e entender que aquele mal que as vezes ocorre também está lhe trazendo um bem é uma coisa que na verdade poucas pessoas conseguem assimilar. Talvez muitos digam que agem assim, de teoria. Mas na hora que a onça resolve mesmo beber água ai é que a realidade emocional e psicológica de cada um vem á tona.
Para conseguirmos sempre olhar pelo lado bom das coisas primeiramente não podemos apenas usar esse nosso olhar físico e materialista. Para conseguirmos tirar proveito das situações adversas da vida não basta apenas fixar pensamentos positivos em nossa mente. Olhar com olhos espirituais e com a mente iluminada podem ser os primeiros passos, mas muito mais que isso devemos fazer. É um processo contínuo, onde no qual o ser humano deve sempre prosseguir crescendo.
No dia em que nós entendermos que luz e trevas, montanhas e abismos, céu e terra, no fundo são uma mesma coisa, dai sim estaremos bem próximos de enxergarmos tudo com olhos de ternura e de gratidão.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- O que me preocupa não é isto senhores.
- E o que é então senhor Frederico? - Indagou o Cardeal de Gênova, Jacques de Vitry.
- O que me incomoda é o momento atual da Igreja e a sua luta contra vários inimigos. Aliás, temos inimigos por toda á nossa volta, basta que os senhores observem. - Argüiu Frederico Fresi, a fisionomia tensa.
- Ora Cardeal deixe de preocupações prematuras, - disse de Vitry, - olhe pelo lado bom das coisas. Veja como ex-Papas deixaram seu legado. Muito devemos á vários deles. Para não me estender por longo tempo deixo-vos a lembrança do que fez o Papa Lucio III ao redigir o Direito Romano. Por esta e por outras devemos crer que á cada novo Pontífice as ordens serão estabelecidas com o intuito de colocar a Igreja no caminho de onde ela nunca deveria ter saído; que é o da evangelização do mundo.
- Bem observado senhor de Vitry. - Confirmou o agora Cardeal Pierluigi Cassano.

domingo, 14 de junho de 2009

Preciso me lembrar...


Você tem boa memória? Costuma recordar-se com facilidade de fatos e acontecimentos antigos? Guarda nomes e fisionomias com precisão? Lembra de tudo que disse e de tudo que fez na semana passada sem se confundir? Se sua resposta é sim para todas estas questões, parabéns. Sinal que você tem mesmo uma grande e boa memória, capacitada de dotes cerebrais comparados á de um arquivo de computador, com cadastro e fotos atualizadas, e uma excelente filmadora, com câmera lenta (slow motion), aclopada atrás de sua retina.
Lembrar-se de tudo ou de quase tudo é bom e extremamente necessário. Mas normal é perguntarmos algo á uma pessoa e ela nos responder assim: "Não sei, não me lembro nem do que comi ontem."
Um dos sinais de que uma pessoa está perdendo a saúde é a sua incapacidade de se lembrar das coisas. Dai dizemos que ela está ficando velha e caduca. O mal de alzheimer, por exemplo, é uma doença que traz consigo o sintoma da perda da memória. Geralmente é diagnosticado em pessoas acima dos 65 anos, é degenerativa e não tem cura.
Mas supondo que você frequentemente se esqueça das coisas, estando ainda jovem e em perfeita saúde, o melhor a fazer é não se irritar com isso. Existem os afobados de plantão que logo partem para os remédios, tipo biotônico fontoura ou fosfosol, para sanar o problema. Mas não se assuste, pois dificilmente guardamos tudo na cabeça mesmo. Até nos adolescentes, estando na flor da idade, "dá" o chamado "branco".
Em nossos dias, ainda bem, temos para o nosso auxílio o laptop, a agenda de bolso, ou mesmo papel e caneta para questões simples como anotar um número de telefone ou uma senha de banco. O celular, que antes era só para telefonar, também se tornou uma ótima ferramenta para nos socorrer em caso de alguma informação importante ter se dissipado de nossa mente por alguns segundos.
Então auxilie-se disso. Não procure ter tudo encafifado na cabeça para responder aos outros com rapidez e precisão cirúrgica. Ninguém é perfeito ou infalivel. Até mesmo porque o stress é um dos maiores causadores de panes mentais. Pois quanto mais força você fizer para não se esquecer de nada, na verdade significa que você está se assenhorando e se assoberbando de coisas demais.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Intrigado com aquelas falas dos comerciantes, Francesco Riva remoia-se em imaginações:
Pois bem, se eles estão falando a verdade e nós estamos tão próximos, o que me custa conferir esta história?... E se realmente eu conseguir descobrir este segredo e encontrá-lo serei então o homem mais sortudo do mundo!...
Remexeu em seu alforje, apanhou um pequeno pedaço de papel e leu novamente.
- Chefe o senhor não quer comemorar conosco? O que é isso que está lendo? - Indagou Sanchez, vindo em sua direção com uma caneca cheia do melhor vinho.
- Hã?... Há é você!... Não, deixe-me sozinho. Preciso pensar um pouco em tudo que passamos até agora. - Respondeu Francesco, colocando o pedaço de papel de volta na sacola.
- Em que pensavas senhor?
- Em muita coisa. A propósito, lembra-se do que disse aquele homem na venda, ainda lá em Florença? No local onde nos apresentamos como negociantes. Lembra o que ele disse? - Perguntou Francesco, ainda sentado, virando-se para Sanchez.
- Lembro. - Respondeu Sanchez, inocentemente.
- E então, não atinou para nada? - Indagou Francesco.
- Não. Que me lembre não.
- Ainda bem!... Rapaz como você é ingênuo! Sente-se aqui e preste atenção...

sábado, 13 de junho de 2009

Tirando dos ricos para dar aos pobres


Cresci vendo e ouvindo, na TV e em resvistas, que Robin Hood, nas florestas de Sherwood, na Inglaterra, por volta do século XIII, era um ladrão que roubava dos ricos e dava aos pobres.
Conhecido como o principe dos ladrões, por desviar dinheiro público que serviria para financiar a confiança dos Barões, sem se beneficiar por isso, com o escopo de fortalecer o Xerife, a fim de que pudessem tomar a coroa do Rei, desviando esse mesmo montante para a manutenção dos cidadãos menos abastados que tinham sido expulsos da cidade, Robin Hood se notabilizou como o que podemos chamar de um excelente justiceiro.
Mas ele fez sua fama, mas não deitou na cama. O que quero dizer com isso?
Passados tantos séculos alguns historiadores, arqueólogos e até criptografistas descobriram documentos indicando que Robin Hood, na verdade, não roubava dos ricos para dar aos pobres, mas sim que ele simplesmente roubava porque era um ladrão, um bandoleiro, um mercenário qualquer que vivia á margem das leis da época, escondido no meio da mata. E que ninguém recebeu ou foi socorrido pelos recursos adquiridos pelos seus furtos, pois ele tinha que viver fugindo para não ser condenado pela corte.
Nada diferente de um ladrão de bancos moderno. Nada tão distinto do que traficantes da favela. Com isso, caso seja mesmo comprovado a autenticidade desse documento encontrado, o mito cairá por terra. Os escritores e romancistas terão de reescrever suas histórias.
Ah, era tão bom enquanto podíamos pensar que em algum lugar do planeta, em algum tempo, de alguma maneira utópica, havia vivido um homem que se preocupava com os injustiçados, e que, além disso, procurava lhes ajudar, conseguindo víveres e sustento...
SHALOM ALEICHEM.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Por conseguinte, o grupo de Francesco Riva fazia curtas paradas nas cidades que invadiam. Muitos grupos de mercenários, surgido na mesma época do grupo de Francesco Riva, já haviam sucumbido e deixado de existir.
- Chega de saquear pobretões, agora eu quero os mais ricos! - Exclamou Francesco concordando com o que seu pajem, Sanchez, havia lhe dito na cidade de Nápoles.
Depois diz que eu só falo besteiras... Eu tinha lhe dito exatamente isso. Pensou Sanchez após ouvir a inesperada decisão de seu chefe.
Então, encorajando-se para fazer uma pergunta inteligente, Sanchez ergueu a voz e disse:
- Como poderemos invadir os grandes Castelos que porventura possam existir por aqui, se nem ao menos temos conosco uma besta ou um trabuco?
- Ora seu imbecil, e quem disse que nós vamos invadir algum Castelo? Sei de alguns afortunados que vivem por estas bandas e que não possuem a mesma proteção dos Nobres. - Disse Francesco Riva exibindo um satírico sorriso, com cabelos soltos ao vento.
- E quem são senhor?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Gente boa...


Podemos difamar ou elogiar alguém. Cabe a cada um, em seu juízo, razão e análise, determinar se beltrano ou cicrano são de fato gente boa. Isso é muito comum em nosso meio. Na sociedade em que vivemos e fomos criados nós aprendemos dessa maneira. Quando alguém diferente se aproxima para realizar um negócio de compra ou venda, ou simplesmente para conversar, sempre precisamos resolver essa básica questão: ele é ou não é gente boa? Dai consultamos alguém que conhece aquele indivíduo de outros carnavais para termos uma opinião senão apenas aquela de nossa primeira impressão visual.
Como podemos afirmar que uma pessoa é de fato honesta, verdadeira e idônea? Como adquirir subsídios para realizarmos uma afirmação dessas com pequena margem de erro? A resposta é que não há como ter certeza.
Uma mesma pessoa pode ser ruim ou boa. Uma mesma pessoa pode ser verdadeira ou falsa, justa ou injusta, alegre ou triste, prestativa ou não, despreziva ou não. Tudo vai depender da situação e do seu oposto. Joaquim acha que Manoel é um cara legal. Mas Juca desconfia e não gosta nada, nada de Manoel, e diz que ele é uma pessoa ruim, um péssimo sujeito, um bad guy. Pode até ser difamação ou mentira, mas o fato é que para um o sujeito posto no exemplo acima é bom, enquanto que para o outro ele não vale nada.
Já me ocorreu essas duas situações distintas na vida. Eu também já fui julgado das duas formas. O que aprendi foi: Ninguém é totalmente ruim e ninguém é totalmente bom. Todos nós temos defeitos. Todos os seres humanos possuem aquilo que a Torá chama de ciência do bem e do mal dentro de si. Ou seja, a inclinação e o conhecimento para um e para o outro lado. Depende de qual lado deixaremos fluir melhor as nossas ações. O lado optado sem dúvida se manifestará mais. Só que o seu lado B estará ansioso para lhe pregar uma peça tão logo você der vazão a ele.
Portanto, parafraseando um dito da justiça, digo: todos são gente boa(inocentes) até que se prove o contrário.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Aqui nas montanhas você estará seguro, - disse Pedro Valdo á Enzo, depois que este foi recolocado em uma acomodação diferente.
Enzo agora se encontrava em um cômodo exclusivo para homens. Sem entender ele estava agora fazendo parte daquele estranho grupo. Pedro, o líder deles, havia tomado esta atitude depois que foi informado por Margarida quando ainda estava nas plantações. Aquele enfermo e moribundo homem, trazido por Boullon até o convívio e cuidados das bruxas, e também vindo de uma seita religiosa perseguida, apresentava melhoras consideráveis, e por isso seria mantido ali.
Pedro Valdo observava-o e concluía que brevemente Enzo sairia daquele estado inerte em que ainda se encontrava. Para acalmá-lo ainda mais, achegou-se para perto da cama, esticou uma das mãos e disse:
- Nós somos pessoas boas e de paz. Fique tranqüilo e recupere-se.
- Eu, eu não sei o que dizer...
- Não diga nada, - retrucou Pedro Valdo entendendo perfeitamente o que se passava em sua mente...
Algumas semanas se passaram.
Nessa época Enzo Strozzi já estava quase totalmente recuperado das enfermidades, mas ainda permanecia deitado em seu leito...
- Quem são vocês e o que pretendem fazer comigo? Eu já estou praticamente curado e... - Enzo Strozzi indagava e questionava, curioso com o que seria de si.
Pedro Valdo o esquadrinhou e depois disse:
- Quanto a nós, bem..., nós somos um povo que habita nestas montanhas e que coexiste pacificamente sem agredir á nenhum outro povoado, grupo ou aldeia.

domingo, 7 de junho de 2009

As ervas que curam


Meu pai costuma me contar que na sua época de garoto, sempre quando sentia alguma dor ou mal estar, ele recorria ao chá feito pela minha avó. Nesse chá não havia nada de especial, apenas mato. Plantas que ainda hoje nascem e crescem sem cuidado algum no meio do matagal da roça e que muitas vezes são preteridas e renegadas á segundo plano pela população. Mas antigamente as pessoas não pensavam assim. Não havia médico, hospital, remédio, consulta e operação. E se havia alguma coisa dessas nas grandes cidades não eram todos que tinham acesso. Mas o povo humilde não se incomodava com isso. Como em um passe de mágica, no dia posterior que tinha ingerido aquele "santo remedinho", meu pai já não sentia mais nada. Ele estava literalmente curado e pronto para outra.
Agora pensemos: Quanto tempo a humanidade viveu assim, procurando nas matas, nas plantas e nas ervas a cura para os seus males?
Milênios.
Pena que atualmente a maioria das pessoas já não pense desse jeito. Corre-se com uma facilidade danada para os conceituados médicos e centros cirurgicos. Olha a faca!
E o que procuram é mesmo entrar na faca. Querem um transplante de órgão, um marca-passo no coração, uma ponte de safena, um novo rim, uma nova córnea, uma cirurgia no estômago, uma lipoaspiração. Agem como se fossem veículos automotores que podem ter suas peças trocadas em minutos.
Vou dar aqui um breve relato. Conheço um jovem que estava com um mal terrível em seu intestino. Ele foi ao médico. O resultado da consulta: operação de risco. Ele teria que retirar parte do intestino delgado e talvez até mesmo do intestino grosso. Ou seja, caso topasse fazera cirurgia, e não tinha outra alternativa, ele estava condenado a morte. Dificilmente sobreviveria muito tempo sem partes tão vitais do corpo humano. Mas alguém, e esse alguém foi o meu pai, indicou um remédio:
- Vá, tome isso. É um chá de PANACÉIA.
E entregou ao rapaz uma garrafa de dois litros daquele chá feito de um mato pouco difundido em nosso meio. Poucas semanas se passaram até que o rapaz o encontrou novamente, e irradiando felicidade disse:
- Eu não sei como agradecer ao senhor. Aliás, eu não sei nem o que dizer direito. O que sei é que eu não estou sentindo mais nada! Não preciso mais operar!
Portanto, antes de entregar sua vida nas mãos de um desses especialistas da medicina, tente e experimente as milhares de plantas naturais que existem em nosso planeta. Talvez você não precisará ficar deitado em um leito de hospital sentindo aquele terrível suspense...
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Sem a aceitação da Igreja Romana, todas as mulheres praticantes de tais atos, quer fosse a realização de um culto diferenciado ou curas e até mesmo partos, eram rapidamente amaldiçoadas pelo Clero. Devido terem escolhido a medicina proibida das ervas, a alegação de praticarem magia e encantamentos ficava latente na boca dos religiosos de Roma. Chamada pela Igreja de medicina proibida, capaz de enfeitiçar as pessoas, esta arte era aperfeiçoada de conhecimento curativo e restaurador através das ervas, sendo que era mantido distante, pelos Clérigos, dos homens comuns, sob justificação de que: quem praticasse tais curandeirismos estava em contato direto com demônios, rituais macabros de sacrifícios e holocausto de animais e crianças...
Roma, como capital da fé Católica, afirmava que qualquer indivíduo que praticasse tais experiências com as plantas, para alucinação ou cura, seria excomungado do convívio religioso, ficando sujeito á condenações ainda maiores aqueles que porventura desobedecessem tais ordens. A legítima medicina só era permitida para quem realmente fosse médico ou Monge. O poder de curar ficava, portanto, restrito ao Clero. A arte, pura e simplesmente de manipular folhas, ervas e com isto fazer um chá que aliviasse dores e outras doenças era vista como uma bruxaria, um mal das trevas, uma afronta para a Igreja Católica.
E não só isso.

sábado, 6 de junho de 2009

A insatisfação com os representantes do povo


Já fazem um pouco mais de cinco meses que ocorreram as eleições municipais. Tempo esse que dá para fazer algumas breves análises. Aliás, você ainda se lembra em quem votou? Ainda tem em mente o que esperava que o novo prefeito fizesse? E quanto aos membros da nova câmara de vereadores. O que era mesmo que eles tinham que fazer para melhorar a cidade?
Bem, depois de cinco meses talvez as coisas ainda estejam engatinhando. Vai ver não é tão fácil administrar um município, pois tem muitas dívidas, muitos funcionários, principalmente funcionários fantasmas, e a verba não é suficiente, e a equipe é nova, e tem muita coisa pra fazer, precisa realizar muita obra, vai ter muito gasto, e para piorar quatro anos de mandato não dará para realizar tudo que é necessário...
Delongas. Sempre as mesmas delongas.
Será que em sua cidade estão ocorrendo estas coisas? Ou seja, nada.
Quando estavam se candidatando será que não sabiam que o dinheiro público era mal utilizado e que fatalmente não daria para tudo? Ah cambada! Vai enganar outro!
É sempre assim. E apesar do pouco tempo desse governo já sei que será igual aos outros. Quando surgem veem com aquele discurso quase infalível: "Eu prometo... Eu vou fazer... Eu vou contruir, vou gerar empregos, vou isso e vou aquilo..."
Dai quando chega a hora de ir embora saem com o rabo entre as pernas, quietos e sem graça. Apenas os bolsos deles é que podem se alegrar. A moral, a verdade, a lisura e a honestidade se perderam por completo. Os desmandos seguirão o seu rumo. Por isso não dá para ficar satisfeito e esperar coisa melhor não. Eleitores indecisos e eleitos infiéis, somados, não dá bom caldo.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Mais nem todos estavam satisfeitos.
Existia na vastidão dos Reinos Europeus um amplo campo para a ploriferação de heresias. E isto era visto pelos poderosos como uma manifestação anti-feudal perigosa, uma vez que insurgiam contra a estrutura da sociedade em que a Igreja Católica estava inserida. Duques, Condes e Barões, de Segóvia e de outros Reinos vizinhos, eram constantemente informados sobre aquele mendigo maluco, vestido de Monge, que aparecera, sem dizer de onde, anunciando o arrependimento e a salvação através de uma doutrina diferente. Falava para que fossem á Igreja, mas será que as pessoas já não iam? O que faltava para aquela gente que eles já não tivessem?
Talvez não fosse esse o momento propício para o aparecimento de um pregador nos moldes de antigos santos da Igreja.
Na verdade a época em que estavam vivendo era recheada de conflitos, crendices, medos, guerras e disputa por hegemonia e poder. Um pregador, senão os Sacerdotes que já existiam poderia transformar, quem sabe, a situação em um caos ainda maior e mais questionável. As pessoas estavam com as suas mentes vagas e indecisas.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quem parou de sentir dor, levante a mão...


A ploriferação de igrejas dá-se pelo motivo básico da extrema necessidade de milagres.
Depois do século XV, onde Martinho Lutero implementou a reforma contra o clero católico, muitas denominações surgiram, tanto na Europa, como no resto do mundo. Cada seguimento religioso destes procurou então absorver algo das Escrituras para fundamentar sua fé e assim se distinguir dos demais concorrentes. O racha na igreja serviu para disseminar a crença de que na Bíblia estão impressas as revelações de que o homem precisa. Sendo assim cada um procurou ler e interpretá-la ao seu modo e bel-prazer.
No Brasil o ingresso das chamadas seitas evangélicas tem pouco mais de um século. No início se comportavam acanhada e discretamente. Eram poucos templos e também poucos adeptos, que movimentavam pequena parcela de dinheiro e possuiam infimos e acanhados imóveis. A religião era dos pobres. Feitas pelos pobres e para os pobres. Cada um se contentava com o que tinha, e aqueles que contraiam doenças eram apenas consolados e confortados pelos "irmãos", pois - diziam eles - uma vida melhor existia lá no céu.
Mas um fato mudou esse comportamento.
Com o advento da igreja universal, aquela do Bispo Macedo, a mesma que detém os direitos e poder sobre a emissora Record de televisão, a mesma que quis comprar o maracanã para transformá-lo em um templo, a mesma que se orgulha de ser a igreja que mais cresceu nesse ramo de atividade nos últimos tempos, uma mudança de foco e de direção teve de ser tomada. A mensagem dos púpitos sofreu uma enorme transformação para moldar-se aos novos interesses recém descobertos. Dai seus líderes e membros passaram a desejar uma vida boa aqui na terra mesmo. E com isso clamou-se por milagres, por curas divinas, por intervenções espirituais, etc, etc, etc...
Então, com essa ploriferação desordenada, desenfreada e descontrolada, já que qualquer um pode denominar-se pastor, diante da TV eu encontro um desses "filhotes" do Edir Macedo "curando" todos os dias. E os testemunhos são os mais animadores possíveis:
"Ah, eu fui curada de dor de cabeça..."
"Eu fui curado de dor de ouvido..."
"Meu joelho doía antes do culto e agora está melhor."
E dai eu fiquei pensando: Nossa quanta gente tola!
DETALHE 1:Na verdade os interesses recém descobertos não são tão novos assim. O que se pratica hoje em dia, cobrando dízimos, ofertas e doações das mais diversas, já era praticado pela igreja de Roma no quesito INDULGÊNCIAS. Cobrava-se uma vaga no céu, isso só para se ter idéia de onde originou-se tais abusivas práticas.
DETALHE 2:Dor, segundo o dicionário, é uma SENSAÇÃO mais ou menos aguda, mas molesta(incomoda). Ou seja, dor é algo muito subjetivo. Do mesmo jeito que surge pode também sumir. E para deixá-lo louco ela pode voltar quantas vezes cismar, e permanecer por longos ou por curtos períodos. Nosso corpo é propensso a sentir dor. Portanto curar a DOR é o mesmo é o mesmo que "matar a fome". Amanhã ela deverá estar de volta.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Você esteve lá?
- Sim, durante a viagem de volta do Oriente. Os soldados que estavam comigo resolveram passar através daquela região, pensando economizar tempo na viagem. Deu tudo errado. O caminho foi ainda maior e nós ainda pegamos uma espécie de enfermidade estranha que nos deixou fervendo de febre.
Bonifácio estava confuso, parecia que alguma vez havia ouvido seu pai dizer alguma coisa sobre as bruxas de Flandres e da Normandia; as bruxas da Gália.
- Pai, mas não são nestas Províncias que o senhor um dia me disse que há mulheres que praticam horrendas bruxarias?
Boullon, pela extrema amizade que tinha com Enzo, teria que abdicar-se de suas convicções religiosas.
Abrandando o tom de voz disse:
- Sim, é verdade. Eu lutei muito comigo mesmo esta noite, mas não teremos outro jeito. Segundo soube, tanto dos Clérigos como de soldados daqui de Roma que o viram no cárcere, o estado dele é lastimável. O único jeito de tentarmos salvar Enzo de uma morte prematura é levarmos ele até aquelas bruxas. São, a meu ver, as únicas pessoas que conheço que poderão salvá-lo.

domingo, 31 de maio de 2009

Fui roubado!


Uma das piores sensações que se pode ter nessa vida é a de ser assaltado. Não importa onde, como e com o que, a sensação de impotência, de insegurança e de medo que percorrem o seu corpo quando isso ocorre, deixa-o totalmente indefeso e sem ação.
Lembro-me da véspera do natal de 1984. Devia ser umas sete ou oito da noite. Não havia ninguém lá em casa. Todos tinham saido. Eu resolvi voltar para pegar algo. Quando mexi na maçaneta para abrir a porta, para minha surpresa, já se encontrava aberta. Assim que acendi a luz fiquei chocado com o que vi. Todas as gavetas e portas dos armários e dos guardas-roupas estavam também escancaradas. Quase todas as nossas vestes estavam amontoadas, formando uma pilha de roupas, á serem ensacadas e levadas. Tive medo. Tive ódio. Me senti desprotegido. Quem invadiu a casa dos meus pais para nos roubar? Não obtive respostas. Graças a Deus o "ladrão de galinha" deve ter ficado com medo quando eu cheguei em casa e fugiu pelos fundos sem ser visto, deixando para trás quase tudo que pretendia levar.
Mas minha mãe, anos depois, presenciou algo ainda pior.
Alguns ladrões invadiram a agência bancária, com armas em punho, e gritaram: "Todos no chão! Todos no chão! Isso é um assalto!
Os minutos seguintes foram de total apreensão. Ninguém sabia ao certo o que ia acontecer. As ameaças, a tensão e o pânico tomaram conta de todos. O gerente foi o alvo preferido dos bandidos. O caixa-forte era o foco a ser alcançado. Retirar milhões de reais dali o mais rápido possível e fugir era o objetivo principal deles. E para tais intentos aqueles homens encapuzados não estavam dispostos em medir esforços ou limitar qualquer tipo de escrupulo. Parecia que valia tudo naquela hora. E valendo-se mesmo das estratégias do terror deram tiros para o alto. Ameaçaram matar alguns daqueles reféns e até seguranças. Houve gritos, corre-corre, pavor e sensação de total insegurança. Minha pobre mãe, assim como outros correntistas que lá estavam, encolheu-se, pondo as duas mãos sobre a cabeça e permaneceu deitada de barriga no chão até que aquela loucura toda passasse. O drama foi tão grande que passados algumas semanas eu perguntei detalhes daquele assalto, e ela, coitada, ainda não conseguia se lembrar e dissertar com exatidão como aquilo tinha iniciado e muito menos como tinha terminado. Só soube me dizer que foi um alívio sair viva desse episódio.
Isso não é filme de Hollywood e nem novela da Globo. Infelizmente acontece todos os dias nas nossas cidades. Até mesmo naquelas cidades, ditas como tranquilas, este fato também ocorre. Só quem já passou por alguma situação assim sabe bem o drama que é.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Na entrada da casa Francesco, ele já notara diferença. As portas e janelas, que antes eram mantidas fechadas, estavam escancaradas. Ao rodear a construção percebeu que os cavalos que mantinha nos estábulos também não se encontravam mais ali. As terras, antes cultiváveis, estavam destruídas. As plantações tinham sido pisoteadas e arrancadas. Nenhum camponês ficara para lhe relatar o ocorrido. A desolação do local era nítida. Após descer de seu cavalo andou pelo pátio inferior sem notar vida alguma nas imediações. As mulheres com quem vivia e dividia a moradia não eram mais vistas.
O que houve aqui?... Será que um desses bandos de mercenários invadiu minha propriedade e a saqueou, levando tudo consigo? Pensou ele ao ver tanta devastação.
- Mais que raios! Bandoleiros sem-vergonha! - Ele exclamou, chutando os vasos de plantas que havia ao lado da porta externa dos fundos da casa.
Ao adentrar os aposentos percebeu que nada mais havia.
- Levaram tudo! - Exclamou, surpreso.
Todos os seus pertences de valor haviam sumido. As roupas de guerra que muito prezava não estavam no lugar, alguns móveis adquiridos ás custas de grandes duelos, as tapeçarias que enfeitavam a sala, as espadas que mantinha como troféu e o ouro que guardava com enorme cuidado na arca da cabeceira, tudo isso havia misteriosamente desaparecido. Nas paredes nenhuma marca havia sido deixada pelos vândalos. Intactas, elas haviam sido preservadas. As camas também não tinham sido violadas e nem os seus odres de vinho pareciam terem sido tocados.
Isso não me parece obra de bandoleiros ou baderneiros. Talvez isso possa ser simplesmente obra de saqueadores lambões. Pensou Francesco Riva totalmente incrédulo e confuso com a visão da devastação encontrada.

sábado, 30 de maio de 2009

Sucesso e fracasso...


Podemos na vida alcançar sucesso ou fracasso, o que você quer? Óbvio que todas as pessoas irão endereçar suas respostas para "sucesso". Ninguém gosta de perder. Ninguém quer falhar ou se sentir um fracassado. Todo projeto, quer seja uma guerra militar, um negócio próprio, construir e administrar uma casa, enfim, cada idealização dessas são criadas para no fim gerar um resultado satisfatório. E nesse fim desejado é claro que também estão dinheiro, prestígio, poder, vitória e sucesso, muito sucesso.
Você já ouviu falar na dupla Pepê e Neném? E do Roy, um dos componentes do grupo Menudo? Pois é, ambos estão vivendo hoje no ostracismo e praticamente na pobreza. Ou seja, sem luxo, dinheiro e fama, eles estão, como muitos outros cantores da década de oitenta, vivendo agora o lado "B" da glória que um dia tiveram. Sem popularidade ou notoriedade alguma são hoje em dia apenas mais um no meio da multidão. Tiveram os seus 15 minutos de fama. Atingiram repentinamente o sucesso, para depois, da mesma forma, como um raio, cairem em total fracasso.
Não são poucos os relatos de pessoas que já foram muito ricas e que agora vivem na miséria.
Sucesso e fracasso; vítória e derrota; subir e descer...
Não seria tudo isso a mesma coisa?
Se fizermos uma analogia com o dia e a noite, por exemplo, veremos que tudo faz parte do roteiro da vida. Perder e ganhar então poderia perfeitamente ser comparado como um dia inteiro na vida de alguém. Se temos um dia claro, de muito sol, calor, com poucas nuvens e uma leve brisa, poderíamos dizer que é a parte da nossa vida onde estamos em boa ocorrência. Dai produzimos mais, fazemos melhores amizades, nos associamos melhor, etc. E com isso vencemos, subimos e obtemos ele, o sucesso. Mas quando temos uma noite tenebrosa, com aquele clima chuvoso, repleto de nuvens carregadas, tremendamente frio e desanimador, poderíamos então dizer que é a parte da nossa vida onde estamos tendo más ocorrências. Dai, invariavelmente, produzimos menos, criamos inimizades, nos escondemos e ficamos tristes. Com isso perdemos, descemos e obtemos ele, o malfadado fracasso.
Um dia completo tem tudo isso. Luz e escuridão, sol e chuva, brilho e crepusculo. Somos como uma flor. Nascemos, crescemos, enrijecemos, florescemos e depois murchamos e finalmente morremos. Tudo faz parte de uma mesma vida. Nem só perder e nem só ganhar é a realidade.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Isso quer dizer então que fracassamos novamente? - O Papa indagou para alguns Sacerdotes, depois que analisou cada mensagem recebida das mãos de viajantes que chegavam em Roma.
- Sim, Eminência. - Respondeu um Cardeal.
- De nada adiantou pedir ajuda á estes famigerados Reis! - Exclamou um outro Clérigo.
Os Cardeais Jacques de Vitry e João de São Pedro analisavam as conseqüências da guerra. Um deles, depois que teve acesso ao conteúdo das mensagens, alçou sua voz e indagou:
- O que faremos agora?
O Papa Clemente III pôs uma das mãos no queixo, pensou um pouco e então lhe deu a resposta:
- Vamos aguardar que todo o pelotão retorne. Assim que isto se der direi o que faremos.
Por que ele faz mistério? Está na cara que vai querer convocar mais homens, novos líderes e estrategistas para poder avançar em direção do Oriente novamente. Pensou João de São Pedro.
Grande parte do exército cruzado teve de permanecer no Oriente para que esta negociação fosse completada. Durante este tempo de permanência, o Rei Ricardo Coração de Leão ficou traçando todos os pontos deste tal acordo. Alguns soldados pediram dispensa e retornaram para suas cidades, inclusive Boullon Marques, que decidiu por retornar á Roma antes do tratado ficar positivamente confirmado.