sexta-feira, 24 de abril de 2009

Livros: A fonte do saber


Você gosta de ler? Você tem costume de ler? Quer seja revista, jornal, livros ou quadrinhos, qualquer um desses porventura atrai sua atenção para o primordial: a leitura?
Se sua resposta é sim significa que você está em um bom caminho. O caminho do aprendizado, do conhecimento e do saber. Um caminho que certamente trará luz e respostas á você. Quaisquer que sejam suas dúvidas, medos, anseios, limitação ou ignorância serão sanados através do hábito da leitura. Ler é render-se ao desconhecido. Ler é querer aprender. Ler é, antes de tudo, envolver-se, apaixonar-se, inteirar-se com algo novo.
Mas na leitura alguns enigmáticos mistérios acontecem. Primeiro porque nunca lemos tudo e de tudo. Segundo porque não temos a capacidade de gravar tudo. E terceiro porque sempre há algo que precisamos ver ou rever. Por isso você poderá se deparar com alguma coisa velha, tipo uma história antiga, já contada, mas que poderá achá-la interessante. E porque? Porque você não a conhecia em detalhes. E isso certamente ocorrerá com temas que você julga dominar, mas que no fundo, assim que sentar-se para ler algo á respeito, verá que alguns detalhes tinham lhe passado despercebido. Enfim, há mil motivos para ler.
Agora se sua resposta a minha pergunta inicial é não, não fique tão triste ou desapontado. É claro que você está perdendo um mundo de oportunidades e conhecimentos, mas nem tudo ainda está perdido. Veja só a internet. Ela veio para revolucionar até isso. Conheço pessoas que dizem que não leem e que não gostam de ler. Como a maioria dos brasileiros. Mas isso é uma inverdade. Quando se está em uma sala de bate-papo ou em um messeger o que fazemos? Escrevemos e lemos. Isso! Na verdade temos que ler aquilo que as outras pessoas mandam para nós.
Portanto assimile: Não há um humano sequer que saiba tudo, e também não há um humano sequer que não saiba nada. Por mais alienado que alguém possa ser, com certeza esse alguém deve ter aprendido alguma coisa na vida. Burro é só aquele animal, parente do jumento e da mula... Mas isso é consolo que não conforta á todos. Então mãos a obra e boa leitura!
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Sei de sua fé e boa vontade para com os mais necessitados. O que fez foi uma boa atitude, mas isso não é uma maneira correta de agir para um principiante na carreira Clerical. - Disse o Reitor pausada e pacientemente.
- Por quê? - Indagou inocentemente.
Ora, por quê?...
- Bem, - argüiu Asebes, - primeiro porque seus livros serviriam por toda a vida, e comida é comida, daqui á pouco não haverá mais nada. E outra coisa, esse não é um problema seu. A fome existe desde que o mundo é mundo.
Ele não aceitava aquela resposta.
- E de quem é o problema então?
- Ora de quem,... Dos Reis e de pessoas de poder que podem cuidar dos miseráveis.
- Mas a Igreja não é um desses poderes? Ela não serve para matar a fome dessa gente? - Perguntou, recusando-se a crer o que ouvia.
Ele insiste com isso. Se a Igreja tiver uns vinte alunos iguais á este rapidamente ela irá a falência! Pensou Asebes.
Depois de uma pausa, Asebes então prosseguiu:
- Escute rapaz, a Igreja não pode alimentar á todos que tem fome. Já pensou se ela se incumbir desta tarefa? Quantos filhos ela terá? Agora se realmente você quer vender os outros livros que ainda resta, e for dar de comer á esses miseráveis novamente, vá e faça isso, afinal de contas são seus livros mesmo. Mais depois não me venha com arrependimentos pelo que fez.
- Obrigado pelo conselho. Onde posso oferecer meus outros volumes?

domingo, 19 de abril de 2009

Bons tempos aqueles...


Quem não tem saudades da infância, hein? Quem não se lembra com nostalgia da época em que a vida era menos corrida, menos evoluida, menos cheia de coisas, mas muito mais cheia de calor e afeto humano. Quem não se recorda das molecagens, das enrascadas e das peraltices que fez ou se meteu? Não conheço um só ser que não tem saudades dos tempos que ficaram para trás. Se você não é tão antigo com certeza se lembra da calça boca de sino, do megafone, da brilhantina, dos bailes de salão... Parecia ser melhor do que os dias e tempos atuais. Há quem diga que realmente eram. Meus pais e avós, que viveram em tempos ainda mais remotos, teimam em afirmar isso. Alguns amigos também dizem o mesmo. Quer tenham vivido na miséria ou na abastança, todos são unânimes em afirmar que "antigamente era muito melhor".
Mas pergunto, discordando um pouco disso, será que era melhor mesmo? Antes de tentar responder pare um pouco. Reflita, relembre o máximo de fatos que puder, volte no tempo e tente repassar sua vida, naquela época, em sua adolescência ou infância, em apenas alguns minutos. Pronto, agora que já fez isso, responda com sinceridade: sua vida antigamente era melhor?...
É claro que fatos tristes, como a perda de parentes e amigos, irão pesar em algumas respostas. Nesse caso, se esse for o único motivo pelo qual você gostaria que o tempo voltasse, então é válido que o tempo volte mesmo. Estas vidas não teriam se perdido e você ainda poderia estar junto delas.
Mas fora isso, em uma análise mais abrangente, posso afirmar que a vida de hoje é a evolução e a maturidade da vida antiga. Portanto é muito melhor.
Comparemos brevemente. Você trocaria seu carro pela charrete? Trocaria a luz elétrica pela lamparina? A TV pela sala vazia e as histórias de mula sem cabeça? As roupas que hoje enfeitam as vitrines das lojas pelas feitas de saco de batata? Os aparelhos de sons ultra-modernos pelo megafone? Os sapatos e tênis atuais pelo tamanco? Não, é claro que não. Ninguém trocaria.
E isso sem contar as evoluções que tivemos nesses ultimos anos, tais como o celular, a internet, o micro-ondas, o avião, o foguete, etc, etc, etc... Qual destas invenções tem similar na antiguidade? Qual hobby do passado é melhor do que qualquer destes brinquedinhos futuristas?...
Recordar-se dos bons momentos é salutar, mas desejar que tudo volte a ser como era antes é o mesmo que querer entrar no ventre de sua mãe com cordão umbilical e tudo.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Já sua esposa Gioconda ajudava na colheita e fazia os trabalhos da casa. Apesar de já não possuir um único fio negro de cabelo em sua cabeça, ela era ativa, e sempre que podia ia á Igreja rezar. Nessa mesma noite, ao terminar os seus afazeres, ela se lembrava de como vieram parar ali, e de como começaram suas vidas no campo. Essa triste lembrança afetava seu humor, amargava seus dias e lhe trazia a triste constatação de que morreriam pobres e miseráveis naquele lugar. Mas ainda assim nunca deixava de incentivar os filhos á tentarem uma vida melhor e mais digna.
- É, o Alberto já dormiu. - Disse depois que se virou e observou o ronco pesado do marido.
Ah, Alberto era tão romântico e delicado. Que saudades daquele tempo á beira do mar, o cheiro suave das plantas e a vida menos sofrida... Os navegadores compravam conosco. Os mesmos navegadores que depois se envolveram em guerras... Guerras, para que isso? Só serve para destruir os sonhos. Minha juventude se foi mesmo... Agora meu marido só me diz: Ah, minha velha! E eu só posso retribuir: Ah, meu velho!

sábado, 18 de abril de 2009

Nota 10 ás mulheres


Uma canção que gosto, que motivou e embalou a juventude de muita gente, tem seu refrão mais ou menos assim: "Mulher, mulher, na escola em que você foi ensinada, jamais tirei um dez, sou forte mais não chego aos seus pés."
Este trecho musical, feito por Erasmos Carlos, retrata bem a importância, a força e a grandeza da mulher.
Infelizmente nem todas as sociedades, nem todas as culturas e nem todos os povos respeitam os direitos da mulher como deveriam. Em alguns lugares, ainda hoje no século XXI, a mulher é tratada como ser inferior, sem direito ao voto, sem representatividade, sem liberdade e fardada apenas para o seviço do lar e o cuidado dos filhos.
E é nesse ponto que quero tocar.
Já pensou em trocar de lugar com ela durante um dia? Não? Seria bom se você fizesse isso. Já tentou memorizar quantas tarefas elas fazem? Aqui vão algumas: Preparar o café da manhã, lavar as louças, arrumar as camas, varrer a casa, lavar o banheiro, limpar o quintal, colocar o lixo na rua, tratar dos bichos de estimação, lavar as roupas, fazer o almoço, preparar o lanche da tarde, arrumar e mandar o filho para a escola, costurar as roupas, limpar os sapatos e os armários, tirar pó dos móveis e fazer a janta. Não bastasse isso ainda tem que dar atenção para o(s) filho(s) e para o marido, incluindo ai o sexo conjugal.
Achou muito? Mas não para por ai. A mulher de hoje, em sociedades democráticas mais abertas, conseguiu ganhar espaço, e por isso divide em igualdade de condições o mercado de trabalho com o homem. Então ela, além dos compromissos acimas citados, tem também de sair cedo de casa para buscar o pão de cada dia, no emprego que possui. Aquilo que outrora tinham de tempo livre para realizarem as tarefas caseiras, fica então restrito apenas para o horário noturno e os finais de semana. Acaba sendo uma jornada dupla ou até tripla. Tem de dar duro para dar conta. Isso requer muita dedicação e destreza.
Portanto valorize as mulheres. Respeite as mulheres. Elas não são sexo frágil coisa nenhuma. A era das cavernas, onde o homem arrastava-a pelos cabelos, já passou. Elas, além de trabalharem muito mais do que eu e você, também praticam o bem estar da coletividade com muito mais precisão e dedicação do que qualquer sociedade machista pode imaginar.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Quando ainda eram bem meninos, chegando quase á se formarem rapazes, Francesco Riva e Boullon Marques disputaram um torneio que dava a mão de uma dama para futuro compromisso. A vitória foi de Francesco Riva que acabou derrubando seu oponente duas vezes do cavalo. Boullon perdera o duelo e a moça. Mais o pior golpe ainda estava por vir. A moça que ficou como prometida para Francesco caiu em desgraça quando seu pai, um rico Duque das terras altas de Nápoles, perdera todas as suas terras para invasores, e preferiu se matar ao golpe da própria espada do que se ver na miséria. Francesco, ao saber do fato, foi até o Castelo da bela, retirou-a de lá, pagando dinheiro por isso aos conservos e depois, para surpresa de Boullon, foi vendê-la á peso de ouro como escrava á navegantes que cruzavam o Mediterrâneo. Boullon jamais se esqueceria disso. Ele amava aquela jovem. Nunca a venderia por preço algum.

domingo, 12 de abril de 2009

catequizar para lucrar


A cidade onde resido é uma "graça", para não dizer ao contrário. Falta emprego; o salário de quem trabalha é baixo; alguns poucos mandatários á comandam, como se fossem capatazes de uma grande fazenda; existe falcatruas na política; a câmara de vereadores é uma verdadeira zona; há escândalos em licitações; existe a chamada compra de voto e até esquemas de propina e facilitação. É quase que uma cidade provinciana. Mas uma coisa nela não falta: Igreja. Ah, isso tem de montão! Mas quanto emprego será que uma igreja gera? Um?
Tem igreja de tudo quanto é tipo e pra tudo quanto é gosto. Onde tinha uma fábrica, hoje virou um templo. Onde era uma carpintaria agora é uma outra denominação com alguns membros. Onde havia uma loja de material de construção vê-se lá irmãos e irmãs cantando e orando fervorosamente. Pura benção...
E o mais engraçado disso tudo é que estes "irmãos" pensam estarem realizando uma coisa boa. Pregam seus dogmas, disseminam teorias fantasiosas e mirabolantes e pertubam os vizinhos com suas músicas de péssimo gosto. Aliás, por falar em música, estas são tocadas em um volume quase ensurdecedor á qualquer hora do dia ou da noite. E, ai de quem se manifestar contra. O coitado será rapidamente condenado ao inferno, e com certeza dirão que é possesso de demônios por não gostar destes "hinos de louvor".
Para não me alongar deixo aqui algumas questões: Se estes crentes acreditam tanto em sua mensagem, porque não pegam um avião e vão aonde não existe Igreja? Porque, ao invés de ficarem trombando uma igreja na outra, lado á lado muitas vezes, eles não abandonam tudo e vão realizar as chamadas missões de evangelização ao redor do mundo? Será que ainda não se deram conta de que, se ficarem somente pregando na porta da minha e da sua casa, o deus deles nunca irá retornar? Será que também não notaram que á cada nova denominação religiosa que se inaugura diversos empregos são extintos?
É por isso que catequização é uma questão delicada. De que adianta encher o sujeito de palavras se o seu bolso e a sua barriga estão vazios? Será que os mesmos também estão vazios, hein pastor?

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Feito isso, Francesco Riva foi ao encontro dos missionários, em Roma. Ao revê-los, disse que havia tentado de tudo para catequizá-los, mas não houve possibilidade de convertê-los.
Portanto arranjou uma desculpa para o que havia feito:
- Acabei por eliminá-los.
Estava sendo sarcástico, e prosseguiu:
- Não tive outra escolha. Eliminei aqueles hereges do convívio de cristãos verdadeiros. Fiz um bem á humanidade. Os aliviei de pecarem ainda mais. Um dia ainda me agradecerão.
Sem nada responder, os missionários retiraram-se da presença de Francesco. Um deles, indignado, meneou a cabeça em represália ao ato de execução.
Francesco Riva notou a cólera do missionário e disse:
- Ora, mas quem diria! A Igreja não convocou moças para o serviço de catequização. Se não for por bem tem de ser por mal. Ainda não inventaram uma outra forma.
Fez uma ligeira pausa e depois concluiu:
- Agora, se não se esqueceram de nada, onde está o meu dinheiro?

sábado, 11 de abril de 2009

É proibido fumar


Sempre quando ouvimos falar de aumentos somos induzidos e influenciados a raciocionar que os motivos para tais aumentos estão relacionados com a mãe natureza. Algus lavradores alegam que choveu demais, por isso o preço do arroz e do feijão teve de subir. Já em outras oportunidades os criadores de gado alegam que, por causa do excesso de calor, e da escassez de chuvas, o preço do leite e de seus derivados sofrerá um forte aumento, pois o gado está magro e produzindo pouco.
E ficamos com cara de "tacho", achando isso um pouco estranho, mas até certo ponto normal.
Mas esses dias tive outra resposta para um recente aumento abusivo que diretamente me atingiu. Assim que comprei um maço de cigarros algo me impulsionou para que indagasse o dono do estabelecimento. Então perguntei:
- Porventura você tem uma explicação para esses sucessivos aumentos?
(Afinal de contas, no último mês, o cigarro sofreu um acréscimo de 17%, depois mais 30%, e já se fala em uma sobretaxa de 20%, totalizando 67% de aumento!)
O dono do bar então prontamente me respondeu:
- Ah, isso é porque o governo resolveu tirar o IPI(imposto sobre produto industrializado) do material de construção para lançá-lo sobre o cigarro e sobre a cerveja.
Humm... Então quer dizer que estes aumentos na verdade são um repasse de impostos?... Os fumantes é que terão de arcar com isso agora?... Pensei, entendendo finalmente porque o meu hábito de fumar estava ficando tão caro.
Dai ficamos conversando um pouco sobre esta inédita decisão dos políticos, analisando o quanto isso será bom ou ruim para a vida em geral, e depois disso fui embora.
Talvez você não fume e ache essa medida uma boa medida. Afinal de contas cigarro e cerveja são superfluos, enquanto que tijolo e cimento são essenciais. Mas para quem está na outra ponta do iceberg isso foi uma injusta "facada" no peito e no bolso.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
As taxas e impostos eram abusivos e altíssimos, mas não tinha outro jeito, o povo era obrigado á cumprir com aqueles encargos.
Era munido deste poder e autoconfiança que o vassalo Bertone Pagani exercia sua força sobre os pobres camponeses. Seu principal objetivo para manter o cargo era a cobrança das taxas, e para isso usava de força e pressão contra os pobres e escravizados trabalhadores. Quer fosse o pagamento em dinheiro ou até mesmo em víveres, o importante era receber e fazer funcionar o sistema feudal. Esse tipo de administração era modelo em quase toda a Europa e isso fazia com que os pobres ficassem sem opção de melhoria em suas vidas.
Era o final de mais uma colheita. O clima ajudara. As chuvas caíram na medida certa. O sol não ficou tempo demasiado a irradiar seu brilho no céu. A natureza cooperou. As pragas deram uma trégua. O vento e as nuvens suavizaram os difíceis momentos de trabalho no campo. Agora era só colher os frutos e lucrar com eles.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Estou ocupado...


Certa vez convidei um amigo para comer uma pizza lá em casa. Era para ele ir com a esposa e as suas filhas. Mas para minha surpresa ele alegou que andava muito ocupado, sem tempo mesmo, e por isso adiou a tal confraternização. Isso aconteceu uma, duas, três vezes. Tudo bem, pensei. E o tempo foi passando...
Até que finalmente este mesmo amigo deu uma "deixa":
- Esses dias eu pensei naquela nossa pizza! - Disse ele, tentando reativar o antigo projeto.
Foi então, depois disso, que resolvi ligar para a esposa dele. Quem sabe ela se decida e finalmente queira realizar este tal jantar com as nossas famílias, eu imaginei cá com os meus botões.
Afinal de contas era ela mesmo quem decidia sobre os encontros sociais deles. Só que, para minha total frustração e decepção, a conversa no telefone não foi a desejada:
- Vocês poderiam vir aqui qualquer dias desses, hein?
E ela respondeu:
- Ah, nós estamos muito ocupados, sem tempo. Esse meio de semana não vai dar não...
Dai insisti:
- Que tal vocês virem no fim de semana?
- Ah, nesse não vai dar. Temos uma festa de casamento. Fomos convidados para sermos padrinhos...
Festa de casamento? Humm... Pensei. E então busquei outra alternativa:
- Que tal no próximo final de semana?
E ela categoricamente respondeu:
- Ah, no outro final de semana nós também temos um outro casamento para irmos... Que pena...
Conclusão: Não liguei mais, não convidei mais. Eles também não dispuseram outra data livre e ficou por isso mesmo. Nem eu te ligo, nem tu me telefona, diz o ditado.
Quando realmente queremos fazer algo não damos desculpas, simplesmente fazemos. Sempre há tempo livre para aquilo que queremos.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Sinto muito..., mas eu não posso ir vê-los agora.
Aquela resposta pareceu fria demais.
- Não pode vê-los? ... Por quê?
- Eu estou ocupado tio, muito ocupado. Agora não vai dar, depois...
- Depois, o quê menino? Meu irmão não te vê á quase dois anos! O que está havendo? ... Sua mãe está sofrendo demais com essa sua recusa, - acrescentou Antônio demonstrando uma tremenda fúria, - o que eles fizeram de tão mal para você?
O rapaz, que um dia iria se tornar homem, estava determinado em não ir ver seus pais. Ele parou, pôs uma das mãos no queixo, pensou em uma resposta e depois disse:
- Nada. Não me fizeram nada... Apenas os considero como outras pessoas comuns. Meus amigos e minha família são todos aqueles que fazem à obra de Deus. Há algum mal nisso?

domingo, 5 de abril de 2009

A escola da vida


Estranho é ficar sem estudar ou aprender algo. Desde o jardim de infância, passando pelo ginasial, pelo segundo grau, depois pela faculdade, pela universidade, e por fim chegando ao mestrado e ao doutorado, você sempre será incitado a conhecer e aprender sobre a vida e o mundo em que vivemos. Mas mesmo quem não teve a oportunidade ou vontade de estudar tanto assim, também recebe, ao longo de sua trajetória, ensinamentos proveitosos e significativos.
Na verdade, enquanto estamos vivos, sempre aprendemos alguma coisa. Á cada novo dia recordamos o que já sabemos e abrimos espaço para uma nova informação, para um novo aprendizado, para um novo acontecimento ou para detalhes que no dia anterior lhe passaram despercebidamente. Quer seja na sua profissão, no convívio familiar, no seu ciclo de amigos, na sua comunidade, em sua igreja, e até mesmo sozinho, você irá se deparar com novas ou velhas coisas que irão lhe ensinar algo. Não precisa estar muito "ligado" ou "antenado" não. Basta notar um detalhe: Sempre quando fazemos alguma pergunta para alguém, significa que estamos atrás de informação. Portanto aquela resposta, assim que obtida, será um ensinamento á mais na sua vida.
É claro que se você puder parar um tempinho nos seus afazeres, a fim de meditar na sua e nas demais existências que estão ao seu redor, com certeza o número e o grau de aprendizado será ainda muito maior. A escola da vida tem milhares de coisas que gostaria que você soubesse. Pode ser com as flores, com as plantas e até com os animais. Pode ser com as estrelas, com a lua ou com o sol. Poderá ser também com milhares de outras coisas visíveis e até mesmo com as invisíveis. Para qualquer lado que olhe ou reflita você sempre achará um ávido "professor" tentando lhe instruir em algum assunto.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
A Igreja de Gumyel D’yzan, onde Antônio Gusmão era Reitor, ficava próxima da cidade de Caleruega. Fora neste lugar que muitos dos Sacerdotes do Reino de Castela e Leon haviam iniciado. A alfabetização era concedida com total propriedade pelos professores, fazendo com que destacados Clérigos da Igreja orientassem novos alunos para fazerem seu aprendizado também ali.
- Eu sei que ele já é alfabetizado, mas há muito que aprender. Esse menino começara á prender a ser um grande homem. A educação dispensada á cada aluno lá faz com que se tornem ávidos no trato pessoal. Isso também facilitará no caso de vocês irem visitá-lo. - Disse Antônio Gusmão, convencido de que aquela era a melhor opção para aquele menino.
- É claro que sim. Iremos vê-lo sempre que pudermos. Mesmo que fosse longe daqui nós nunca deixaríamos nosso filho isolado, de jeito nenhum. - Disse Félix convicto de que tomara a melhor e a mais difícil decisão de sua vida.

sábado, 4 de abril de 2009

Psiu!


Uma cena que gostava de ver era o Romário(jogador de futebol) correndo na direção da torcida oposta, com dedo em riste, mandando que estes se calassem. Sempre quando ele fazia um gol era assim que costumava comemorar. Era comum isso ocorrer no Maracanã, principalmente em dias de grandes clássicos.
Geralmente um atacante ou um artilheiro, assim que consegue fazer um gol, tende a comemorar com seus companheiros, com seu treinador e com a sua torcida. Isso é o normal. Essa é a ação esperada de quem luta para vencer seu adversário. Quando o consegue transpor o obstáculo volta aos seus e se alegra.
Pelé comemorava dando socos no ar. Zico corria, erguendo uma das mãos expalmadas. Já Rivelino esbravejava com raiva á beira do campo, gesticulando, xingando e gritando de tanta emoção que sentia. E detalhe, todos eles comemoravam junto de seus torcedores e fãs.
Mas com o Romário, esse folclórico personagem da bola em que acabou se tornando, era bem diferente. Se durante as partidas ele fosse, como normalmente era, tremendamente ofendido, vaiado ou difamado, dai com toda a certeza, assim que estufasse as redes adversárias, ele saia correndo na direção da torcida rival e fazia o seu tradicional gesto. E isso podia acontecer duas ou três vezes em um mesmo jogo. Não era moleza aguentá-lo quando queria se vingar. Ele, ao contrário do que mandava as regras de boa conduta do esporte, gostava mesmo era de desafiar seus oponentes, mandando-os que ficassem quietos e em silêncio.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Seu amigo Boullon Marques tentava contê-lo, mas Enzo Strozzi era a fúria em pessoa.
Haviam discutido pelos poucos soldos que recebera do seu senhor, pelo trabalho que tinha executado nas forjas das armas. Além disso, Enzo tinha a mágoa e decepção pelas falsas promessas do Clero á respeito dos soldos e indulgências que seu pai tinha direito.
Boullon pensou em propor-lhe algo e disse assim:
- E então, porque você não desiste disso, volta para Tívoli, entra na Igreja e pede misericórdia para ti e para teus conservos? Hein, o que me diz?
Realmente, nas tentativas anteriores Enzo havia fracassado.
Eles ainda vão me pagar... Todas As indulgências que um dia prometeram... Vão pagar tudo. Enzo Strozzi pensou, mas nada disse.
O silêncio era a resposta.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Calma, eu só estou brincando...


Um rapaz, certa vez, tinha um apelido que tentava manter oculto. Fazia ao máximo para que ninguém, mas ninguém mesmo, soubesse e contasse para os outros colegas. Mas um dia um dos seus amigos de escola, sorrateiramente, conseguiu descobrir o tal apelido. Pronto, a bagunça estava feita. Contou á todos e caçoou a vontade do pobre rapaz. Quando este já estava ficando furioso, por causa do desonroso apelido que tinha, o outro virou-se e disse: - Isso é só uma brincadeira!
Casos assim são conhecidos aos montes. Zomba-se da pessoa, ri e sacaneia á vontade para depois dizerem com a cara deslavada: - Eu falei de brincadeira!
Ou então, quando tiram mesmo a pessoa do sério, argumentam: - Você não aguenta brincadeira não?
Brincadeira... Humm...
Sabia que é durante as conversas informais, na pura descontração, muitas vezes regadas á bebida, no meio amigos e pessoas conhecidas, que falamos as maiores verdades uns aos outros? E que brincar, ou falar brincando, é uma salutar maneira de dizer tudo o que pensa á respeito do seu semelhante?
Isso não é nenhuma condenação, apenas uma constatação.
Portanto brinque. Brincar é bom. Nos faz voltar a ser criança. Mas tome cuidado, pois tem certas "brincadeiras" que são verdadeiros e sérios puxões de orelha.
SHALOM ALEICHEM

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- O que é isso meu filho, quem te ensinou essas coisas? - Joana tornou a perguntar depois que se aproximou dele.
O menino hesitou, mas depois de um breve momento respondeu:
- Mamãe eu só estou brincando.
- E isso lá são brincadeiras que se faça?
Félix permaneceu estático assistindo á tudo.
O menino não entendia aquela censura e nem a cara de espanto deles. Para ele aquilo era normal, pois só repetia o que ouvia durante as conversas das ruas ou mesmo das reuniões realizadas no Castelo Gundemaro, quando seus pais recebiam vassalos e Nobres de várias partes do Reino...

- Os hereges devem morrer! – Dizia ele em uma outra sessão de brincadeiras com seus irmãos.
- Isso mesmo! Só assim o culto á Satã, realizados no nosso Reino, cessará. – Retrucou o outro. E prosseguiram em seus papéis teatrais:
- As abominações tem se espalhado por todos os lados.
- É verdade. Dizem que existem bruxas, que vivem próximas daqui, que praticam o coito com demônios horrendos!
- Deus!... E a Igreja, o que diz disso?
- Ela ainda tem se manifestado de uma forma um tanto quanto contida, mas creio que tomará providências á esse respeito...

domingo, 29 de março de 2009

O caixa forte da arrecadação


Porque não se pode vender produtos piratiados? Porque cigarros vindos do Paraguay não podem ser comercializados livremente aqui no País? E quanto á certas drogas, porque ainda são proibidas? Resposta simples e talvez conhecida pela grande maioria: por que não pagam impostos.
Quando vejo alguém manifestando-se contrário em realação a legalização da maconha e de outras drogas fico cá com meus botões pensando: "Ué, mas e as drogas que são diarimente adquiridas e consumidas nas centenas de drogarias? Porque será que essas podem ser comercializadas sem problema algum?"
Certa vez fui ainda mais ousado e disse: "Eu não conheço ninguém que não se droge!"
Todas as pessoas, invariavelmente se drogam com algum tipo de substância. Quer seja para curar um resfriado, uma simples dor de cabeça ou uma dor na coluna; todos tem de se dopar. Sem falar nas drogas legais, tais como: a cerveja, o whisky, o cigarro, o vinho, a vodka... Estas podem, estas dão lucro para o "Leão"...
Isso me revolta, pois todas essas pessoas que são presas como interceptadores, traficantes, muambeiros, "mulas" e etc, são, por pior que possa parecer, são apenas trabalhadores buscando sua sobrevivência. Elas tentam, ao seu modo e jeito, uma maneira de ganhar a vida.
Não estou aqui justificando as coisas ilícitas. Não, não é isso. Apenas questiono que quando se paga imposto pode e quando não se paga não pode. Na verdade o Governo não está preocupado com a sua saúde ou com a sua segurança, mas sim com os seus cofres. As taxas e impostos lançados sobre a população é assunto para debates desde que me conheço por gente. E quanto mais discutem mais taxas e sobretaxas nos lançam em cima.
Pode ter certeza de uma coisa: Quando eles(os governantes) conseguirem organizar um modo de captar os recursos(dinheiro) dos traficantes de uma maneira "oficial" e "legalizada" dai você irá encontrar alguns artigos inusitados nas prateleiras dos supermercados. Espere e confira.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Mesmo trabalhadores de outras profissões como mercadores, comerciantes, ferreiros e outros, sofriam com o mesmo excesso de taxas e a falta de condições apropriadas de trabalho e sobrevivência. Suas vontades e progresso ficavam á cargo dos seus senhores vassalos, que por sua vez, apenas cediam às terras em troca de pagamento e em nada mais os ajudavam. Algumas casas com melhores condições de moradia eram concedidas pelos senhores no interior do Castelo, que ao final da colheita ficavam com quase tudo que era produzido, devido às dívidas acumuladas durante o período de entressafra.
A sociedade estava dividida em classes totalmente distintas de poder e importância. O Clero era formado pelos religiosos pomposos e providos da chamada “autoridade Divina”. Já a Nobreza continha os senhores feudais, os Condes, os Duques e todos os outros donos de terras e riqueza. A classe plebéia é que sofria as conseqüências dos desmandos de seus líderes. Sendo a maioria em número, esta classe apenas participava da produção agrícola no campo e servia para executar os pagamentos de taxas abusivas.

sábado, 28 de março de 2009

Falou o que não devia...




















Quando dizemos algo, emitindo uma opinião sincera, podemos alegrar ou ofender alguém.
Recentemente o Papa, líder da Igreja cristã, proferiu sua opinião á respeito do uso de preservativos. Ele disse: "A solução se encontra em um despertar espiritual e humano, e na amizade para com os que sofrem".
O pontífice ainda defendeu que: "a fidelidade e a abstinência são as melhores formas de combater a doença, ao invés da larga distribuição de camisinhas".
Se pensarmos pelo lado ético, moral e religioso da questão veremos que ele não está de todo errado em afirmar tais coisas. Uma mudança de comportamento, profunda e com bases sólidas, melhoraria e impediria que esta terrível doença continuasse se lastrando pelo mundo afora.
No entanto, as declarações causaram espanto em alguns ativistas que dizem que o uso de preservativos é um dos únicos métodos comprovadamente eficazes de combate à doença. E não ficou só nisso. O pronunciamento de Bento XVI gerou um terrível mal estar na sociedade Francesa. Como irônica resposta imediatamente lançaram camisinhas com a foto do Papa, e os dizeres: Eu disse não.
Isso demonstra claramente como uma notícia ou uma opinião diversa pode acarretar transtornos inimágináveis. Quem, em sã consciência, imaginaria que um dia veria o rosto de um Papa no rótulo de um preservativo?

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Essas malditas cruzadas não só incomodam á mim, mas á todo o Clero, ao povo e á vocês também! Estas lutas são uma infâmia, um absurdo e um verdadeiro desperdício de dinheiro e vidas!
Fez uma pausa, e depois pediu desculpas pelo jeito grosseiro com que respondeu á indagação do aluno.
Voltando á se recompor, sem dar detalhes particulares sobre seu ódio e repulsa das lutas no Oriente, Vittini lembrou-lhes do que havia sido a segunda expedição dos cruzados ao Oriente. Prestem atenção, disse ele:
-... O beato Eugênio III, juntamente com São Bernardo de Clairvaux, no ano de 1145, incentivou o povo á luta... Um nova luta,... Inimigos, guerras,... Novamente os Muçulmanos.
Fez uma outra pequena pausa.
Ele agora narrava com emoção, e prosseguiu assim:
- Lembro-me como se fosse hoje; a notícia, alastrando-se em Roma, de que o Condado de Edessa havia caído nas mãos do inimigo. Isso causou um mal estar terrível...

quinta-feira, 26 de março de 2009

A inigualável natureza


Bom é louvar (agradecer) á Deus todas as manhãs por sua bondade e a noite por sua fidelidade!
Qual a melhor coisa da vida? - Pergunto.
Você poderia me dizer, respondendo, que a melhor coisa da vida é isso, aquilo ou aquilo outro. Com certeza os chamados bens materiais entrariam nesta lista. Mas por acaso você já se deu conta de que as coisas de que realmente mais ansiamos nesta vida não podemos ver, tocar ou pegar com as mãos? Paz, por exemplo, todos á desejam e ninguém consegue trancar em um cofre. Saúde, outro exemplo, todos precisam e ninguém consegue armazenar em um armário. Felicidade, quem não quer ter? Mas ela também não é um produto que está á venda. E assim é com o amor, o sossego, a harmonia, a fé, a verdade e a esperança.
A humanidade anseia por estas simples coisas não palpáveis, mas que são de um valor inestimável. Na vida que lhe foi concedida, com a belíssima natureza de pano de fundo, com toda certeza existe e sempre existirá a oportunidade para que eu e você venhamos a nos encontrar com estes tesouros invioláveis.
Então, quando você parar em meditação apenas agradeça, pois a melhor coisa desta vida é a própria vida.
OBS: Este é um dos passos básicos para que as riquezas acima citadas lhe alcançe.


Trecho do livro: Quem és tu Domingo?

Com os raios de sol que adentravam as janelas dos quartos, amanhecia um outro belo dia nas proximidades do Castelo de Gundemaro. A suave brisa daquele amanhecer demonstrava as belas coisas da natureza. As andorinhas voavam pelos jardins. As codornizes faziam seus ninhos no topo das árvores, enquanto que as aves de rapina comiam os restos dos frutos caídos no chão.
No quarto principal da família Gusmão as parteiras empenhavam-se em seu trabalho.
Era o dia 24 de Junho de 1170.
Finalmente, antes que todos os outros empregados do Castelo, ou os filhos de Félix pudessem acordar, um choro saiu pelos corredores. Nascia o mais novo membro da família Gusmão.

domingo, 22 de março de 2009

Enquanto você trabalha eu descanso


- Tarefa dura, tarefa difícil essa! - Diz uma empregada qualquer, após realizar todo seu serviço de faxina.
- Nossa, como trabalhei hoje! - Diria um jardineiro qualquer, assim que pôs as ferramentas de lado.
Enquanto isso o patrão dorme tranquilo e sossegado em seu quarto.
Cena comum essa. O rico paga e o pobre trabalha pelo dinheiro. O rico tem todo tempo do mundo para fazer outras coisas, ou simplesmente para fazer nada. Já o pobre, com o tempo comandado, apenas tenta cumprir suas obrigações diárias. Isso é assim mesmo. Natural que seja assim. O que não pode, e infelizmente acontece, é aquele indivíduo que, muitas vezes sendo tão pobre quanto você, lança um fardo maior sobre seu semelhante do que ele mesmo suportaria.
Exemplifico, explicando.
Certa feita um sujeito, já de meia idade, conversava com uma mulher á respeito de um rapaz que conheciam:
- Ele trabalha no dia em que todos estão de folga? - A mulher indagou, admirada.
- É, ele trabalha sim... Mas só vai até uma ou duas da tarde. - Disse ele com desdém.
- Humm... - Ela achou interessante e murmurou, e depois manteve-se observando o rapaz trabalhar, enquanto o outro sujeito se manifestava novamente:
- Ele está trabalhando hoje, mas é só hoje. Amanhã você não o verá por aqui.
O rapaz de quem falavam estava próximo, debaixo de um sol escaldante, pegando no pesado, e logo percebeu que falavam dele. Naquele momento teve vontade, ele me disse depois, de entrar naquela conversa e indagar: "E o senhor, por acaso já fez alguma coisa anteontem, ontem ou hoje?" Mas preferiu manter-se quieto e trabalhando. No dia seguinte lá estava o rapaz de novo, na lida, debaixo do sol, enquanto o linguarudo e difamador estava sei lá aonde; na cama talvez.
Portanto uma lição podemos aprender disso. Não exija dos outros mais do que você mesmo pode fazer. Pimenta no dos outros é refresco; mas experimente colocar no seu também para ver se refresca.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Geralmente Félix fazia as honras da casa. Ele havia convocado mais empregados para as tarefas de arrumação dos quartos e da cozinha, e com isso, podia receber á todos com imenso prazer e felicidade. Seu irmão Antônio Gusmão já não se encontrava ali junto deles, mas, antes de partir deixou uma carinhosa mensagem para Joana, desejando-lhe sorte. Já as amigas da felizarda Joana não se distanciavam momento algum.
Todos os dias era a mesma coisa, o Castelo ficava cheio de pessoas. Havia comida e vinho em abundância para todos. Peregrinos de todos os vilarejos vinham desejar saúde e paz para os familiares e principalmente para a mãe do aguardado bebê. A notícia do prometido nascimento da criança, revelada em uma novena, disseminara-se como erva daninha, chegando ao conhecimento de ricos e pobres.

sábado, 21 de março de 2009

As marionetes de auditório


Já notaram que quem manda geralmente fica por trás dos bastidores? Já observaram que aqueles que nós muitas vezes admiramos como pessoas eloquentes, como apresentadores ousados, que não tem papa na lingua, que dizem o querem sem medir consequência, na verdade são paus mandados dos poderosos?
Um dos únicos donos de emissora que conheço, e que mostra a cara, é o Silvio Santos. Ele comanda seu canal de TV e ainda apresenta alguns programas, fazendo brincadeiras e palhaçadas. No mais, neste e em outras emissoras, o que se vê são funcionários, empregados e artistas que realizam este tipo de proeza.
Pode até parecer liberdade, direito á livre opinião, autonomia, mas os homens e mulheres que vemos diante da tela são na verdade marionetes de auditório. Alguns deles fazem tão bem este papel que se vendem, se corrompem e até mentem para agradarem ainda mais aos seus superiores. É claro que existem aqueles que, por preço nenhum, perdem sua postura e descência para virarem instrumento de manobras políticas de quem quer que seja. Mas, para tristeza da raça humana, não são poucos os que, por um simples cargo político, por qualquer vantagem finaceira ou proposta de ascenção, vendem sua alma ao "diabo", em busca de poder a qualquer custo.
Quando eu era criança gostava de ver aqueles teatrinhos de fantoches. Juntava-me á uma turminha só para me divertir. Nós riamos das besteiras que eram faladas. Riamos das palhaçadas que os bonecos faziam. Ficávamos extaziados e impressionados de como aqueles brinquedos, presos á finíssimas linhas, se movimentavam e agiam. Não sabíamos como aquilo era feito. Como era possível seres inanimados possuirem vida. Mas na verdade, porque éramos inocentes, o que nós não sabíamos era da existência de truques, de técnicas de manuseio e principalmente dos profissonais que ficavam por detrás daquele minúsculo espetáculo. Eles sim é que faziam tudo acontecer.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Um dos maiores bastardos reformadores que já se viu transitar aqui em Roma, durante recentes Pontificados, foi Arnaldo de Bréscia, não foi?
Esses meus educandos estão sabendo mais e mais á cada dia. Pensou Vittini.
- É verdade jovem. A Igreja e o Papa da época sofreram muito com esse sujeito. Ele quase conseguiu o que queria. - Respondeu Ambrósio Vittini.
E acrescentou:
- Vou deixar bem claro para quem ainda não ouviu falar desse sujeito. Esse rapaz havia nascido na Lombardia e desde que veio á Roma quis executar uma reforma no poder da Igreja Católica, e para isso liderou um movimento...
- Que movimento foi esse? - Indagou um outro aluno interrompendo seu Mestre.
- Era isso que eu ia dizer agora.
Houve risos entre os aprendizes.
- Não tem problema, seguimos. Bem,... Há sim, neste movimento empreendido por Arnaldo de Bréscia, ele pretendia ver reduzido o poder temporal do Clero e reforçado o poder Municipal. Tudo isto para ver encurtado o poder Episcopal ás custas de um Senado forte com políticos eleitos pelo povo e munidos de total autoridade. O que ele queria na verdade era expurgar o poder da Igreja, eliminando-a, e dar total autoridade ao Senado e seus políticos. Já pensaram se ele conseguisse isso, o que seria de nós? Nos transformaríamos em meros fantoches!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Eu quero é novidade...


- Temos hoje uma novidade pra você! - Diz um vendedor de produtos tecnológicos de uma grande e conceituada empresa, que normalmente você está acostumado a vê-lo anunciando outras coisas pela televisão.
Dai, mesmo que você não queira comprar nada naquele momento, sua atenção é repentinamente tomada para aquele inusitado anúncio. Por se tratar deuma novidade você para e assiste o que aquele profissional da venda tem de novo para oferecer. As vezes, e isso ocorre com muita frequência, nem se trata de uma grande novidade assim. Mas só pelo fato dele ter usado este termo (novidade) você fica estático, ansiando por alguma coisa realmente nova.
Geralmente é assim. Como seres humanos curiosos que somos queremos e desejamos o que há de mais novo no mercado. Isso é considerado normal. É inerente á todos este sentimento. Queremos saber para depois adquirir ou mesmo podermos contar as tais novidades para os nossos amigos e conhecidos.
Sabe quem morreu? Adivinha quem veio morar aqui na cidade? Você viu a promoção que aquele supermercado está fazendo? A Sony lançou um DVD de última geração! Sabia que o técnico Dunga convocou aquele atacante do time Holandês?... E por ai vai. São todas notícias fresquinhas, portanto são novidades para quem ainda não sabe.
Mas, atenção: Mesmo coisas antigas, arcaicas, ditas ultrapassadas por causa da modernidade, podem muito bem serem consideradas extremamente novas. Vai depender do nível de conhecimento e curiosidade que você possui.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Ainda vou embora hoje mesmo. Preciso retornar para a minha Igreja em Gumyel. Só que antes disso gostaria de ser o primeiro a lhe dar uma notícia. É sobre uma importante coisa. Espero que você goste.
- Diga-me o que é? - Félix prosseguiu com rancor em sua voz, - Nestes últimos dias só tenho tido tristeza. Minha mulher vem me evitando mais e mais. Ainda por cima fiquei longe dela por inúmeros dias consecutivos e quase á perdi. Espero que o que você tenha para me contar seja realmente agradável.
Se bem conheço meu irmão, ele ficará feliz quando souber... Sim, ficará.
- Bem, para não dizer que nós só trouxemos notícias ruins, tenho uma novidade agradável para você. Algo que o tornará jovem e feliz novamente.
- Que novidade é essa afinal? Diga, anda logo!

domingo, 15 de março de 2009

Blá, blá, blá...


Você gosta de ser enrolado? Creio que não. Ninguém gosta. Mas tem gente que deve gostar, ou pelo menos parece que gosta. Pois existem pessoas que falam, falam, falam e nada dizem. E para estes enrolões existe o público que o assiste passivelmente. Já notaram isso?
Existe enrolação de tudo quanto é tipo. Seu patrão pode querer te enrolar quando o assunto é aumento de salário. Sua mulher pode querer também te enrolar quando o assunto é sexo. Seu marido pode te enrolar no que concerne á melhoria na casa, no corte da grama, na lavagem do carro, etc.
Até mesmo o Padre da paróquia, ou o Pastor de sua Igreja, podem te manter sem a informação devida, caso queiram que você seja apenas um simples membro mantenedor das obrigações sacerdotais. E dai vão "enganbelando", arrumando estratégias de mantê-lo na ignorância.
Mas as enrolações podem ter proporções muito maiores que essas já citadas. Enrolar, embromar, fazer de conta, contar lorotas, enfeitar, despistar, na verdade é uma atitude de quem nunca, mas nunca mesmo, irá contar a verdade. Quando você vê um político dissertando em público, rodeando, rodeando, rodeando, é porque ele, na sua habilidade de enganar, quer apenas iludí-lo, ao invés de adentrar fundo nos problemas da comunidade ou de seu governo. Até mesmo porque o ato de muito falar não é a melhor forma de explicar o que está oculto.
Todo assunto, todo debate, todo questionamento, toda dúvida, requer uma resposta direta e objetiva. E bom é que seja assim. Direta, sem rodeios, sem disfarçe e sem mentiras.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
-... Encontrei um forasteiro que me ajudou.
- Benedito, - disse o Papa interrompendo-o novamente, - quero ouvir coisas importantes, chega de rodeios.
- Desculpe Eminência. É que achei que seria interessante passar a vossa Senhoria que fui acolhido por um estranho morador, que se dizia Ateu.
Lá vem ele com delongas.
Sem notar que a face do líder da Igreja estava encolerizada, Benedito prosseguiu sua narrativa:
- O tal milagre tinha superlotado aquele vilarejo,... Foi quase impossível ficar sozinho para falar com o tal Padre ou Reitor, como queira. Bem, sei lá o que ele era direito, acho que era Padre. Foi tanta confusão que não me lembro mais direito o que ele era...
Nem eu, ufa! Quanta enrolação. Vai ver que não anotou nada do que está dizendo. Pensou o Pontícife.

domingo, 8 de março de 2009

sorria, você está vivo!


Nesses dias turbulentos e difíceis que vivemos, com anúncios de crise mundial, de economia em baixa e de desemprego por todo o canto é mesmo difícil manter a simpatia e o sorriso no rosto. Ás vezes nem nos damos conta disso. Estamos andando de um lado para o outro com a cara fechada, sérios e pensativos, tão compenetrados nos problemas e nas dívidas que mal conseguimos nos lembrar de que é preciso sorrir. Mas sorrir de quê e para quê? - perguntariam alguns.
Na verdade sorrir é um ato que, quando praticado, faz bem para executa e melhor ainda para quem vê ou o recebe. Sorrir á toa não, mas deve-se sorrir, sim, por lembrar-se que a vida é bela, que a natureza é linda, que o ar que você respira é escencial e está ai todos os dias, que os animais coahitam e coexistem de maneira ordenada, que as plantas, os céus, as estrelas, a lua, o sol e tudo o mais que existe estão ao seu redor para lhe trazer motivação e renovar a esperança em dias melhores e mais pacíficos. Portanto você deve sorrir não para esse ou para essa, mas pelo simples fato de ter vida em você e na sua casa: o planeta terra.
Sorrir, ser simpático, não é ser zombeteiro. Longe disso. Sorrir, apesar das dificuldades que se tenha, das arguras causadas pelo cotidiano inerte ou laburioso, das dores e dos males que possa atravessar seu caminho, é, nada mais, nada menos do que irradiar luz na escuridão.
Por isso, sempre que puder ou se lembrar, sorria.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Durante a refeição nada disseram sobre o assunto. Desde que haviam chegado evitaram fazer um festejo sobre a novena. Comemoraram apenas o retorno. Desviavam a conversa. Preferiram matar as saudades. Os sorrisos foram por outros motivos e assuntos. Disfarçaram bem, não deixaram transparecer nada.
Agora as mulheres estavam no quarto do casal junto com os meninos.
Sentados no sofá, sozinhos no salão, estavam apenas Antônio e Feliz Gusmão.
- Meu irmão cadê aquela alegria que transbordava durante o jantar? - Perguntou Félix estranhando a fisionomia do irmão mais velho.
- Não sei Félix, não sei.
- Mas foi tudo bem, não foi? Ou você quer me dizer algo?
Antônio Gusmão não sabia se devia ou não contar. Se devia não sabia como começar.

sábado, 7 de março de 2009

Cidade cheia


Como as cidades estão cheias de gente! Não há mais espaço para nada! É fila pra tudo! Tem fila no banco, na casa lotérica, nos órgãos privados que cuidam da nossa luz e da nossa água, nos pontos de ônibus e principalmente nos supermercados. Arranjar vaga para o automóvel? Ah, isso então é impossível!
Essas e outras reclamações semelhantes são muitos comuns de serem ouvidas durante os dias de semana. Basta você ter de enfrentar uma dessas filas e com certeza lá estará alguém soltando o verbo, reclamando da precariedade dos atendimentos e da falta de estrutura do município. Tudo o que gostariam, na verdade, era que a cidade onde moram se desenvolvesse com o mínimo de equilíbrio e organização.
Quem é morador de cidade pequena, da roça, dos subúrbios distantes, não sabe o que é isso. Ainda bem. Sorte sua. Fique onde está. Não queira participar desse verdadeiro caos urbano. Quem teve esta experiência ou viu sua cidade crescer desordenadamente lembra hoje com nostalgia dos bons tempos de outrora. Cidade cheia é cidade cheia sim, mas de problemas...

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Rapazes!
Todos o olharam fixamente.
- Não quero lhes enganar... - continuou agora com mais veemência, - A verdade é a seguinte, Roma tinha que atrair o máximo de voluntários possíveis, e o meio que encontraram foi esse; o de dar indulgências. E isso acabou sendo uma saída para um grave problema aqui na cidade.
- Qual? - Perguntaram.
- A quantidade de pessoas em Roma era enorme, e como quase todos eram cavaleiros, acabavam guerreando e combatendo entre si mesmo. Aliás, ainda hoje é assim. Enfim, havia lutas internas: Romano contra Romano, Ocidental versus Ocidental. Isso eliminava a paz. Vários homens, que poderiam muito bem estar lutando contra um inimigo em comum, que não fossem eles mesmos, perdiam suas vidas e tempo duelando-se. Era terrível.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Dinheiro é tudo?


A importância dele não se pode ser negada. Sem o "danado" não conseguimos fazer praticamente nada. Precisa-se de dinheiro para pagar as contas, para alimentar-se e até para divertir-se, entre tantas outras coisas. Isso é inerente á todos os seres que vivem na sociedade moderna. Poucos são, hoje em dia, que conseguem viver sem o sistema trabalho-remuneração. Somente membros de tribos longínquas, ermitãos sem moradia fixa, e povos isolados, que subsistem sem contato algum com o homem branco, podem se vangloriar de que suas vidas não dependeram, e nem nunca dependerão do dinheiro.
Por ele se é capaz de mentir, de roubar e de matar. A influência e poder das pessoas é também medida através da quantidade existente nos bolsos e nas contas bancárias. Afinal de contas você vale o que tem no bolso, diz o ditado. Durante o passar dos milênios o "dindin" mudou muito de forma. Várias coisas e objetos já foram considerados como moeda de troca, e portanto, eram valorizados como dinheiro. O sal é um exemplo disso. Tanto que a palavra salário deriva-se deste precioso mineral encontrado nos mares. Os pagamentos eram feitos pesando-se uma quantidade previamente combinada entre patrão e empregado.
Dependendo do País o dinheiro ainda muda de forma, de cor e de nome. Pode ser chamado de Yen(no Japão)de notas vermelhas; dólar(nos EUA)de notas verdes; peso(na Argentina)notas azuis; euro(na Europa)notas coloridas, imitando as antigas notas que circulavam anteriormente; e por ai vai... Em cada nação e continente respectivo ele tem uma cotação e uma desvalorização peculiar, variável ao câmbio do dia.
Incerto como o dinheiro só o dinheiro. Por isso costumo dizer: dinheiro é bom, mas não é tudo.

Trecho do livro; Quem és tu Domingo?
-... Como se iniciaram verdadeiramente estes conflitos? Preciso saber da verdade. Pois realmente tenho um tio que lutou e morreu no Oriente alguns anos atrás. Alguns da minha família não se conformam até hoje em dia, já que a Igreja prometeu pagar o soldo pela vida dele, mas até agora...
- Sei, sei. Esse é um dos muitos problemas que estamos enfrentando, - disse Vittini, - vou tentar explicar...
A Igreja não pagou nenhum soldo á ninguém, que eu saiba ainda não... Nada direi. Se tornarem á interrogar sobre isto eu darei os estudos de hoje por encerrado. O Papa que dê satisfação disso ao povo,... Estou fora. O que posso fazer é dizer como as batalhas começaram... Pensava Ambrósio enquanto lembrava como se deu o início dos conflitos.
A pergunta era forte, culposa e cheia de pesar. Tinha Ambrósio, de administrar aquilo. O soldo era uma ferida aberta para a Igreja, e isso incomodava só de pensar. O Clero havia prometido pagar grandes quantias por cada um que lutasse nas guerras no Oriente, mas ao invés disso os Sacerdotes Católicos desfloraram as mulheres que ficaram solteiras ou viúvas. E aos familiares ficou a tarefa de chorar pelos seus defuntos.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

A casa limpa


Por onde uma boa faxina deve começar? Há quem diga que por qualquer lugar. Se o carro estiver sujo, a casinha do cachorro, a churrasqueira ou o quintal, não inporta onde, o importante é fazer a limpeza. Bem, limpeza é limpeza, e mesmo que for feita em ordem inversa ou sem ordem alguma o resultado trará satisfação. Mas vamos ao ponto.
Geralmente o lugar que mais ficamos é em nossa casa. Por mais que os outros lugares, também pertencentes á moradia, estejam precisando de uma limpeza, é salutar que seu ambiente interno, onde você dorme, se alimenta, convive com os parentes, seja primeiramente limpo. Pode parecer bobagem ou detalhe insignificante isso, mas pense: se dentro estiver brilhando a tendência é que do lado de fora as coisas também deverão seguir o exemplo. Com certeza seu entusiasmo será maior. A alegria também fluirá de maneira mais intensa.
Isso vale para tudo na vida. Um bom político deve ser honesto primeiro em casa com sua família. Um bom profissional liberal também deve cuidar bem do seu lar para depois poder ir cuidar dos lares dos outros. Um religioso exemplar deve ter em sua família tudo que gostaria de ver na comunidade que frequenta.
Um ditado muito certo diz: "Casa de ferreiro espeto de pau." Mas isso não é uma regra, uma lei. Pode perfeitamente ser mudado. E lembre-se: casa(cidade, bairro, País) limpa(o) não é o que mais se limpa, e sim o que menos se suja. E limpeza e sujeira aqui podem perfeitamente ser traduzidos como verdade ou mentira; honestidade ou desonestidade; amor ou ódio; pureza ou maldade; etc,etc...
Na verdade é dentro de cada um que começa a verdadeira faxina.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- Quero que fiquem bem informados á respeito de tudo, - continuava ele, - para que nunca se confundam e apontem a Igreja como culpada, quero dizer, as escolhas somos nós mesmos que fazemos.
Um aluno, candidato á se formar Padre, perguntou:
- Nós podemos impedir que tais desgraças aconteçam?
Ambrósio Vittini tinha certeza que sim, mas ao mesmo tempo precisaria mostrar á eles que eles deveriam engajar-se em uma força política tal para que formassem a maioria dos votos de um colégio eleitoral. Só assim suas opiniões seriam respeitadas. E esse não era o caso de Ambrósio Vittini. Ele representava a minoria.
Ambrósio relutou consigo mesmo por causa daquela pergunta e meditou: como impedir a guerra santa?
Andando de um lado para o outro da sala, de repente virou-se para seus alunos e respondeu:
- Claro que podem! Cada um de vocês pode impedir uma desgraça como essas. Basta que, dentro de si, á partir de hoje, cada um de vós rejeite a guerra. Quem sabe com isso, no futuro, as coisas possam trilhar um caminho da paz.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Seu voto vale alguma coisa?


Sempre quando terminam as eleições, ou qualquer pleito que indicará o representante do povo, fico me perguntando: será que dessa vez vai?
Quantos governadores, prefeitos e presidentes da república nós vemos durante nossa vida? Muitos, não? Qual deles fez o que tinha prometido? Que me lembro, até agora, nenhum...
É muito, mas muito triste constatar isso. Escolhemos o sujeito, para representarnos, e este fica no poder por um ou até dois mandatos e nada faz. E se porventura realiza alguma coisa não é nada daquilo que você pensou, pediu ou realmente necessitou. Será que seu voto vale alguma coisa?
Esses dias, finalmente, assisti á um Ministro que dizia e planejava algo de valor. Seu argumento, que vem de longos anos de oposição, tratava do seguinte:"Um País não poder continuar á ficar refém de homens, que individualmente falando fazem o que querem e o que não querem enquanto estão no poder. Estou bolando, baseado em outras nações mais evoluídas, um modelo de gestão e crescimento que não fique limitado a esta dependência. Depois de implantado este sistema funcionará com cicrano e também se beltrano estiver no poder. Um terá de dar sequência ao que o outro tiver começado, evitando assim desmando e gostos pessoais. Um nacionalismo acima de qualquer interesse é que poderá manter a ordem e o crescimento, beneficiando assim a grande massa de pobres que criou."
Depois que terminei de ver a entrevista, aliviado por ainda existirem homens de bem, refleti: A consciência das pessoas está mesmo se abrindo. Um País é maior que um homem, e deve ser este mesmo quem deve mandar. Os representantes do povo devem obedecer e servir á um poder e órgão superior.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- O Papa quer nossa opinião e pediu votação, mas no fim prevalecerá a vontade dele. Isso que me entristece. - Disse Frederico Fresi.
- Ora, mas porque ficar tão triste? A Santidade quer o melhor para nós e para a Igreja, só isso. - Respondeu outro irônico Sacerdote.
- Para mim basta! Chega de discutir isso! Vamos para a votação. A minha opinião vocês já sabem qual será. - Disse Vittini irritado.
Após longo e tenso momento de votação e apuração dos votos, sendo contados um á um, ficou decidido que a maioria dos Sacerdotes de Roma eram á favor de uma intervenção armada no Oriente.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Abre-te Sésamo!


Em um filme, desenho, seriado, ou até mesmo em alguma novela você já teve ter visto esta cena: um sujeito chega diante de uma porta, de um portão, de uma entrada escavada em uma rocha selada, e diz: abre-te Sésamo! Dai, imediatamente a passagem se abre e ele consegue entrar.
Infelizmente, ou felizmente, na vida real as coisas não são bem assim. É preciso conhecer o segredo da fechadura, da tranca, ou melhor, é preciso ter uma chave. Com ela consegue-se abrir o que está fechado. Com esse simples objeto consegue-se atravessar de uma para outra banda, passar do conhecido para o desconhecido, transpor do lado de cá para o lado de lá.
Geralmente todos nós, no mundo moderno, nas sociedades capitalistas, nos centros urbanos atuais, tem pelo menos uma chave. Bem, tem gente que, por ter muitas coisas e portas, consequentemente, tem também inumeras chaves. Então, com ela, não é preciso dizer palavras mágicas para ter acesso ao que se quer, basta introduzir, girar o mecanismo e pronto.
Com a palavra "chave" daria para fazer diversas metáforas. Mas fiquemos com o mais simples:
A chave do saber
. Essa chave é uma grande e poderosa chave. Se ainda você não tem busque-a.
OBS: Abre-te Sésamo faz parte da literatura de Ali-babá e os 40 ladrões, do livro mil e uma noites.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
Batidas na porta.
Quem será? Antônio tem a chave...
Novamente outras batidas, agora mais fortes.
- Sim, quem é?
- Posso entrar?
De quem será essa voz e esse sotaque?
- Eu tenho a chave. - Disse aquele estranho.
- Então entre! - retrucou José Martinez.
Uma visita inesperada chegava ao aposento.
- O Senhor está pensando em ir embora? - Indagou Benedito Massandri ao entrar no quarto.
Assustado, Martinez virou-se de costas, indagando-o:
- Como conseguiu as chaves?
- Acho que é Ramiro o nome dele. Pois bem, ele me entregou.
- E porque ele fez isso?
- Eu disse que tinha algo urgente para falar com o senhor. Pela hora que é ele não se importou em me ceder.
- Que abuso!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Uma mesma fé


Parece utopia dizer isso, mas creio que um dia todos os seres humanos viverão debaixo de uma mesma fé. Talvez, e esse talvez é bem infímo, os Impérios, as religiões, os dogmas, as teses e todas as demais teorias e meios já criados para executar o controle do homem tenham justamente ambicionado isso: uma mesma fé para todos os homens.
Alguns reinos e nações chegaram bem perto disso. Outros nunca chegaram e nem chegarão. Algumas culturas, pela facilidade de lingua, comércio, proximidade territorial, manufaturas e riquezas alcançaram diversos outros lugares e influenciaram, e até mesmo extinguiram, culturas rivais de menor expressão. Basta ver que certas religiões e povos já não existem mais nos nossos dias. Foram massacrados, assimilados, envolvidos pelos povos que os dominaram. Muitos dos que restaram sobreviveram graças a extrema obediência á quem detinha as armas, o exército e a força. E nesse caso sobreviveram sem rosto, sem característica, sem marca própria, sem identidade. Foram praticamente moldados e orientados por seus conquistadores.
Somente uma raiz profunda, básica, sem interferência de misturas e miscigenações será capaz de atingir este objetivo final: ser o portador de uma verdadeira fé e crença para todos os povos do nosso planeta.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
A fé Católica estava espalhada por praticamente toda a Europa, Ásia e até mesmo no Oriente. Mas foi principalmente na Europa que a sociedade tornou-se praticamente composta por uma maioria de cristãos, mantida por uma mesma unidade política. Através das trocas, da maleabilidade das fronteiras e ainda pelo fato de existir a ausência de Nações politicamente definidas, todos participavam de uma Cristandade Universal. Pagãos, Judeus e Muçulmanos, mesmo que ainda algumas vezes tolerados, eram sempre excluídos e renegados á segundo plano. Fazia tempo que o Continente não presenciava isso: todos unidos debaixo de uma mesma fé.
Depois de um longo tempo sem expressão e força, e amargando ainda o fim do Reinado dos Césares, a Igreja foi a arma utilizada pelos Romanos para exercer novamente o poder. Devagar, com o passar dos séculos, esse poder chegava outra vez nas mãos de Roma.
O domínio estava agora na mão dos Papas que se autodenominavam sucessores de Pedro no trono da Igreja. Desde o século VIII, através de líderes, como Carlos Magno, que se identificava com a Igreja, o Clero ganhou terras, prestígio e importância na vista de todos.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Quer adquirir o livro: Quem és tu Domingo?




O livro, por enquanto, pode ser adquirido das seguintes formas:
Em CD = o valor ficará entre 45,00 e 50,00, dependendo da cidade e do custo de correio.
Em ofício = o valor ficará entre 100,00 e 120,00, dependendo dos custos de impressão.
Em e-mail = o valor ficará em 45,00
Em News Letters (ou capítulos)= valor á combinar, pois o interssado poderá adiquirir alguns capítulos (5 no mínimo), recebendo por e-mail ou CD, e ir comprando o restante aos poucos.
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LEMBRANDO SEMPRE QUE ESTE LIVRO ESTÁ REGISTRADO NO EDA(escritório de direitos autorais), E TAMBÉM JÁ ESTÁ SENDO ANALISADO POR ALGUMAS EDITORAS PARA POSSIVELMENTE VIR A SER PUBLICADO.

Trecho do livro: Quem és tu Domingo?
- A minha consciência dói, - iniciou José Martinez tarde da noite em sua casa paroquial, - não agüento mais! Tudo isto é culpa minha! Eu fiz uma tremenda confusão...
Eles estavam a sós no aposento, todas as mulheres tinham ido dormir na casa de Elvira, como era costume desde que chegaram á Burgos.
Aquela fala, uma estranha culpa e depois o choro, não foram bem recebidos e entendidos por Antônio Gusmão.
A pequena vela permanecia acesa sobre a mesinha da cabeceira que ficava entre as duas camas. Por isso podiam ver-se.
- Me diga o que está havendo? O Senhor permanece em pecado? Se estiver é hora de confessar-se. - Disse Antônio Gusmão ao novo amigo de Sacerdócio.
- Eu vou falar...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Não vá a santo, vá direto á Deus


Meditando sobre as três maiores religiões monoteistas do mundo notei algo no mínimo curioso e ponho aqui uma questão: Se Judaísmo, Islamismo e Cristianismo acreditam em um único Deus, como podem então se diferir e causar tantas controvérsias entre seus adeptos?
Cada uma destas grandes religiões possue um líder ou fundador principal. Para quem ainda não sabe vale a lembrança: Moisés, ou Moshe Rabeinu, foi o escolhido para conduzir o povo ao Judaísmo. Maomé, ou Mohamed, foi o escolhido para conduzir o povo ao Islã. E Jesus, ou Joshua ben Josef, foi o escolhido para conduzir o povo ao Cristianismo.
Isto posto seguimos então.
Destes três grandes líderes, que fizeram história e arrebanharam multidões, dois deles mantiveram-se apenas como líderes e profetas do povo. Nem Moisés ou Maomé tornaram-se uma espécie de caminho ou meio para se chegar até Deus. Eles explicaram suas leis e sua fé para que as demais pessoas alcançassem o Divino de forma individual ou pessoal, praticamente direta, sem mediações. Nenhum deles recebe ou recebeu orações, súplicas, ofertas e adorações. O único Deus, o Deus criador dos céus e da terra, mantem-se assim, ainda hoje, intacto e soberano.
Já com o outro líder, Jesus, aconteceu um tanto quanto diferente. O Cristianismo é a única destas três religiões monoteístas que diz que acredita em um único Deus, mas que na verdade acaba venerando outras "divindades". Talvez façam isso até mesmo inconscientemente, mas analise: Seu líder tornou-se "mediador" para que se chegue á Deus. Seus apóstolos transformaram-se em "santos", com dias de feriado e tudo, para receber os pedidos de oração dos fiéis. Sua mãe transformou-se em "mãe de deus", visto que para muitos seu filho era "a segunda pessoa da trindade", ou seja, "deus-filho". E para aumentar este número de divindades criaram ainda um "deus-espírito-santo", também denominado de "terceira pessoa da trindade".
Ora, ora, é um pouco esquisito que após toda a soberania exercida por Deus, desde a fundação do mundo até a existência do Império Romano, Ele tenha perdido a força, a sua lei tenha decaido, e tenha dividido seu trono com tanta gente.

Trecho do Livro: Quem és tu Domingo?
"A novena, segundo as tradições Católicas, eram rezas repetidas durantes nove dias seguidos. Durante esse período as pessoas envolvidas ofereciam presentes ao “santo”, e realizavam cantorias, rezas e ladainhas para serem atendidas em suas petições. Desde a parte da manhã, até a noite os trabalhos religiosos não poderiam ser interrompidos, e os participantes deveriam também estar livres de culpas ou pecados. Geralmente as novenas possuíam algo em comum, ou seja, o motivo da convocação. Não era comum haver mais de um pedido por cada reunião destas, então as pessoas convocadas, ou as que se ofereciam para estar presentes, deveriam pedir pela mesma coisa em suas orações repetitivas. Segundo a crença e tradição Católica, se os fiéis cumprissem todo o ritual determinado, ao fim da novena teriam aquilo que haviam solicitado através do “santo” designado."